Mostrando postagens com marcador administração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador administração. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O Keynesianismo

Todos sabemos - creio eu - que há duas principais teorias econômicas que influenciam e moldam o mundo em que vivemos: O Socialismo e o Capitalismo.

O Socialismo, que deveria ser um caminho para o Comunismo, foi teorizado mais profundamente por Karl Marx. É o fim da propriedade privada. É a valorização total do trabalhador. Infelizmente, por culpa do ser humano, o Socialismo não funcionou conforme foi teorizado, pois o homem em sua astúcia sempre quer tirar proveito de tudo, sempre corrompe o sistema, por melhor que o sistema seja.

Já o Capitalismo é a desvalorização do trabalhador. O endeusamento do capital, a sujeição do ser humano à categoria de engrenagem de uma máquina alimentada por suor, que gera lucro para o empregador. E o mais interessante sobre o Capitalismo é que este sistema também não funciona, mas pela influência da mídia paga pelos empresários, e pela manipulação das massas por aqueles que detém o poder econômico, o povo ignorante pensa que o sistema funciona, e se submete à desvalorização de seu próprio esforço de trabalho em troca de um fim de semana de descanso, futebol na TV, algumas cervejas e um churrasco...

Mas lá no começo do século XX um inteligente economista inglês chamado John Maynard Keynes propôs uma nova organização político-econômica que colocava o Estado como agente indispensável na Economia. Keynes afirmava que a Economia não se regula sozinha, conforme o pensamento dos Capitalistas, mas que o Estado deve intervir para proporcionar condições iguais a todos os envolvidos no sistema. Foi o Keynesianismo que salvou os Estados Unidos da crise de 1929, através do New Deal, Roosevelt trouxe o Estado de volta ao crescimento da economia e isso foi condição indispensável para a recuperação do país.

O modelo de Keynes não é a Estatização da Economia - como fizeram algumas potências comunistas -  mas o Estado assume um papel de regulamentação, intervindo na Economia sempre que a ambição desmedida do empregador se esquece das necessidades do trabalhador. Nos países da Europa Setentrional, as ideias de Keynes foram bem aceitas, e geraram o que se chama hoje de Estado do Bem-Estar Social.

No modelo de Keynes, o Estado deve:

- Intervir na Economia, atuando em áreas onde a iniciativa privada não quer ou não tem capacidade para atuar;

- Criar ações politicas voltadas para o protecionismo econômico;

- Parar o Liberalismo Econômico;

- Criar medidas que levem ao pleno emprego, equilibrando a capacidade de demanda e produção, indiferente à ganância dos empregadores;

- Estimular a Economia em momentos de crise;

- Criar políticas fiscais evitando o descontrole da inflação.

Essa interessante teoria - que já se provou excelente na recuperação de países após grandes crises e até mesmo após a Segunda Guerra Mundial - vem sendo barrada pelo Liberalismo Econômico, pelo Capitalismo, pela ganância de empregadores que se dizem "preocupados" com os trabalhadores, mas na verdade só se preocupam com seu bolso. Se você quer conhecer mais sobre o modelo Keynesiano, procure o livro A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, publicado pela primeira vez em 1936 por John Maynard Keynes.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

CDB, LCI e Tesouro Direto

Atualmente o cidadão comum entra no banco e são oferecidos a ele vários produtos que prometem aumentar a rentabilidade do seu dinheiro. Há fundos de investimento para vários gostos. Um fundo de investimento é a união de vários cotistas com o intuito de comprar ações variadas de empresas ou do mercado imobiliário, formando uma carteira que possa trazer rendimentos bons.

LCI é a Letra de Crédito Imobiliário. Quando você aplica o seu dinheiro em LCI, o banco empresta seu dinheiro como crédito imobiliário. É isenta de Imposto de Renda e é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito - FGC - até o valor de R$ 250.000,00. Sua renda pode ser pré ou pós fixada ou atrelada ao desempenho do CDI - Certificado de Depósito Interbancário. Por exemplo: se você possui aplicação em LCI hoje, atrelada ao CDI, sua aplicação está rendendo 12,88% ao ano, ou 1,014% ao mês (valor referente a 19/02/2017).

O CDB é o Certificado de Depósito Bancário. Você empresta dinheiro ao banco, ele aplica em negócios rentáveis ou empresta a uma certa taxa de juros a outros clientes, e paga uma parte deste rendimento a você. É importante saber escolher o tipo de CDB no qual você pretende investir, pois sua rentabilidade varia de acordo com o prazo em que você pretende resgatá-lo. O CDB também é garantido pelo FGC até o valor de R$ 250.000,00
.
É importante lembrar que tanto a LCI quanto o CDB possuem riscos, o mesmo risco de inadimplência que o banco corre, você também corre (caso invista mais de R$ 250.000,00).

Já o Tesouro Direto é um investimento onde você compra títulos diretamente do Governo, emprestando seu dinheiro ao seu país. É simples de investir e seu banco nunca vai indicá-lo a você (por que será?). Há títulos do Tesouro que podem ser resgatados mesmo antes do seu prazo de vencimento, e nem sempre o resgate é desvantajoso para você. Tudo depende da taxa do título no dia do resgate. Se ela é maior do que a taxa no dia da compra, você está lucrando mesmo resgatando antes. Se for comparado ao rendimento da poupança, mesmo que sejam resgatadas antes e com incidência da taxa mais alta de Imposto de Renda, as letras do Tesouro ainda são mais vantajosas.

Vale a pena estudar um pouquinho, buscar informação completa sobre os tipos de investimento, caso você tenha um dinheirinho sobrando. Não fique dependente apenas do que seu gerente diz. Lembre-se de que seu gerente é um vendedor, e não apenas um gestor de carteira, e ele tem metas a cumprir.

Não falei da poupança. Mas pagando apenas 0,6 % ao mês fica difícil lembrar dela...

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A Recuperação do Brasil

Murilo Portugal, o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) está afirmando que o Brasil sairá da crise neste último trimestre de 2016, e voltará a crescer em 2017. As melhoras no câmbio, nos juros e principalmente nos Credit Default Swap (CDS: uma espécie de seguro contra calotes) estão apontando a mudança.

O investimento melhorou, apesar da queda do PIB, e os bancos já têm seus planos de recuperação para 2017. A inadimplência está "aceitável" e a oferta de crédito voltará a crescer em 2017. A liquidez dos bancos brasileiros está acima das médias mundiais, e o país voltará aos trilhos da economia no próximo ano.

As regras do III Acordo de Basileia vieram em boa hora (2013). Ainda estamos na metade dos ajustes, mas a mudança tem auxiliado na resiliência do sistema econômico financeiro no Brasil. O novo acordo prioriza a gestão de crédito e risco, elevando a qualidade do capital, e planos de contingência para recuperação em momentos de crise. Os bancos brasileiros estão autorizados a "aumentar a espessura dos seus colchões". Aumentando as reservas, se protegem contra crises, e se os bancos estiverem protegidos o país também estará.

Se você quiser estudar mais a fundo, há AQUI um resumo do novo acordo, apontando as mudanças a serem implementadas.


domingo, 27 de março de 2016

Sabedoria de Adam Smith para os dias atuais

O texto a seguir foi baseado na conclusão do compêndio "A Riqueza das Nações", de Adam Smith, traduzido e elaborado por Bento da Silva Lisboa, e, em tempos de crise política e econômica, nunca foi tão atual:

"Há três grandes ordens que constituem a sociedade:
- Os proprietários de terra que vivem de suas rendas (comerciantes e pequenos empresários de hoje);
- Os trabalhadores que vivem de seus salários;
- Os capitalistas que vivem do proveito de seus capitais (grandes empresários, multinacionais e investidores).

O interesse da primeira ordem é ligado com o interesse geral da nação, ligando-as. Quando se faz deliberação pública relativa a alguma regulação de comércio e política, os proprietários de terra que tiverem influência na legislação não se devem iludir, tendo em vista promover o interesse de sua ordem. Muitas vezes são destituídos de conhecimentos competentes por ser a única das três ordens cujo rendimento não lhes custa trabalho. A indolência, que é o natural efeito da fartura, também os faz muitas vezes não só ignorantes, mas até incapazes da aplicação de espírito que é necessária para prever e entender as consequências dos regulamentos públicos.

O interesse da segunda ordem também é ligado com o interesse da nação, pois o salário do trabalhador aumenta se há aumento na demanda de mão de obra. Quando a riqueza da nação é estacionária, o salário se reduz ao que apenas chega para poderem sustentar a família e FAZEREM CONTINUAR A RAÇA DE CADA SORTE DE OBREIROS NECESSÁRIA À NAÇÃO. Quando a riqueza declina, tais salários caem abaixo desta cota. É a ordem que mais padece com a declinação da riqueza nacional. Mesmo sendo seu interesse ligado com o interesse da nação, são incapazes de compreender tal interesse, pois sua condição não lhes deixa tempo para adquirir a instrução necessária, e sua educação é tão básica que os impede de julgar até mesmo o que conhecem do dia-a-dia. OS QUESTIONAMENTOS DA SEGUNDA ORDEM NUNCA SÃO OUVIDOS, EXCETO EM ALGUMAS OCASIÕES QUANDO O SEU CLAMOR É ANIMADO, INFLUÍDO E SUSTENTADO PELAS PESSOAS QUE OS EMPREGAM E NÃO PELO REAL INTERESSE DOS MESMOS TRABALHADORES.

A terceira ordem, que emprega o capital em proveito próprio, põe em movimento toda a nação. Os SEUS planos e projetos dirigem TODAS AS MAIS IMPORTANTES OPERAÇÕES DE TRABALHO e o fim que eles têm em vista é apenas SEU PRÓPRIO PROVEITO. Esse proveito é naturalmente baixo em países ricos, e muito alto em países pobres. E É SEMPRE MAIS ALTA NOS PAÍSES QUE CAEM RAPIDAMENTE NA RUÍNA. O INTERESSE DA TERCEIRA ORDEM, PORTANTO, NÃO É LIGADO DE MANEIRA NENHUMA COM O INTERESSE DA NAÇÃO, APENAS USANDO-A EM BENEFÍCIO PRÓPRIO. A terceira ordem tem mais inteligência e agudeza que as outras duas ordens e seu juízo diz respeito apenas ao que é conveniente a eles mesmos. Por isso, propostas de lei que vêm desta ordem devem ser atendidas com grande precaução, pois a terceira ordem tem apenas a intenção de ENGANAR E OPRIMIR AS DEMAIS, EM SEU PRÓPRIO PROVEITO."

Adam Smith

Coincidência com os dias atuais? Não acredito em coincidências.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A Riqueza das Nações - Adam Smith

Essa obra famosa, escrita por Adam Smith, é uma das raízes do capitalismo, definindo sua estrutura e desenvolvimento. O filósofo e economista europeu nasceu na Escócia em 1723. Aos 16 anos cursou Filosofia Moral na Universidade Glasgow e no ano seguinte entrou na Universidade Oxford. Em 1751 já era professor em Glasgow.

"A Riqueza das Nações" veio em 1776. É impressionante como Adam Smith já naquela época tinha uma visão ampla da divisão do trabalho, do custo real dos produtos e do desenvolvimento que poderia ser causado pela iniciativa privada, princípios que são ensinados hoje em qualquer curso de administração. Em pleno século XVIII, onde o mercantilismo dominava a Europa e o sistema feudal ainda existia em algumas áreas rurais, essa visão só poderia ser de alguém que estava realmente muito a frente do pensamento da época. 


De acordo com o professor Adam Smith, o desenvolvimento econômico de uma nação e o bem estar de sua população só poderia vir da divisão do trabalho, e essa mesma divisão do trabalho é a causa da redução dos custos da produção, tornando possível a venda dos produtos por preços menores. O liberalismo econômico seria a solução para o crescimento do país, com a iniciativa privada, a livre concorrência e o acúmulo de capital. 

Infelizmente, o que vemos hoje é o acúmulo de capital nas mãos de poucas pessoas. As empresas grandes, que não sofrem mais interferência do estado, acabam subjugando a sociedade, excluindo as classes mais pobres, mantendo a divisão de classes sociais, perpetuando assim a pobreza nas classes inferiores. O capitalismo, assim como o socialismo, não funciona. E o problema não está na teoria, mas sim no ser humano que a aplica. Vivemos um novo sistema feudal.

Não foi o professor que não explicou bem, e sim os alunos que não compreenderam ou intencionalmente distorceram o ensino: Após a morte do filósofo, descobriu-se que ele destinava a maior parte de seus rendimentos a instituições secretas de caridade, e uma frase dita por ele mostra que a riqueza de uma nação deveria beneficiar a todos:

"A riqueza de uma nação mede-se pela riqueza do povo, e não pela riqueza dos príncipes."

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sabedoria de Cozinha - Erick Jacquin

Num sábado qualquer eu estava assistindo ao programa do João Doria, o Show Business. Nunca assisto este programa, tenho um sério trauma com certas histórias de sucesso, mas como o entrevistado era o Chef Erick Jacquin, do MasterChef, parei pra ver.

Falaram sobre o MasterChef, sobre os candidatos, sobre as cozinhas brasileira, francesa e peruana (esta que tem se destacado como a melhor cozinha da América Latina)... Mas o que me chamou a atenção foi a conversa sobre o Guia Michelin, instituição que é referência em qualidade na gastronomia, e concede estrelas de acordo com o serviço prestado pelos restaurantes. João Doria comentou que o Guia deve cometer alguns erros, pois já comeu mal em restaurantes franceses três estrelas, onde por sinal, havia comido bem algum tempo atrás! 

Jacquin explicou que às vezes é apenas uma fase, pode ser uma semana ruim, algum problema com algum funcionário ou outra coisa qualquer, e não se pode afirmar com certeza qual prato ou qual restaurante é melhor definitivamente. João Doria concordou, e disse que o fato de o restaurante apresentar um serviço ruim naquele dia poderia ser causado até mesmo pela ausência do Chef, e foi nesse momento que Jacquin afirmou: 

"Às vezes é melhor quando o Chef não está, assim ele atrapalha menos, e o restaurante funciona melhor"

Palmas! Isso serve não só pra cozinha, mas pra qualquer empresa. Alguns chefes são excelentes quando estão ausentes, e às vezes a empresa, loja ou restaurante presta um serviço ruim justamente quando o "Chef" está presente.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Acordo de Basileia

Os dirigentes dos bancos centrais dos países mais ricos do mundo (G-10) reuniram-se, em 1974, na cidade de Basileia (Suíça) e criaram um comitê com a finalidade de regulamentar as práticas das instituições financeiras dos países membros, dar maior estabilidade ao mercado e segurança para os investidores, clientes e governo.

O comitê, conhecido como Comitê da Basileia, mesmo sem ter autoridade de supervisão supranacional formal, trabalha com as autoridades supervisoras de cada um dos países membros, para que suas propostas sejam discutidas, aceitas e implementadas nos sistemas financeiros de cada país.

O Comitê da Basileia, desde a sua constituição, emite documentos que visam a redução de riscos no sistema financeiro e a estabilidade na atividade bancária internacional.

Em julho de 1988, foi publicado o “International convergence of capital measurement and capital standards” – o chamado “Acordo da Basileia’’.

Esse acordo e suas alterações delinearam as regras que os bancos devem seguir para um eficaz gerenciamento dos riscos de crédito e de mercado. A estrutura apresentada pelo Comitê foi adotada como básica para a regulação de adequação de capital para todos os bancos integrantes dos países do G10 e, posteriormente, pela maioria dos países do mundo.


Após a queda do banco inglês BARINGS, uma instituição tradicional desde o século XVIII, o mundo financeiro aprendeu que a quebra de um banco de atuação internacional pode desestabilizar todo o sistema financeiro, e isso fez o mundo pensar em um Novo Acordo.

Esse Novo Acordo (Basileia II), consolidado no documento Convergência Internacional de Mensuração e Padrões de Capital: Uma Estrutura Revisada, publicado em junho de 2004 pelo BIS, é um reflexo dos avanços e inovações do mercado financeiro, e da necessidade de uma estrutura de capital mais sensível ao risco.

O Acordo de Basileia II sugere três pilares para o gerenciamento de riscos, de forma a contribuir para maior estabilidade do setor financeiro.

Pilar 1: Alocação de Capital

Compreende métodos e técnicas para calcular o capital a ser alocado pelo banco, capaz de assegurar que ele suporte os riscos aos quais as suas operações estão expostas

Pilar 2: Supervisão Bancária

Consiste em um conjunto de medidas de fiscalização para que os bancos desenvolvam melhores técnicas de gestão de seus riscos.
O órgão supervisor no Brasil é o Banco Central - BACEN.


Pilar 3: Transparência


As instituições financeiras devem dar transparência às informações sobre os riscos aos quais estão expostas e às metodologias usadas para identificar, mensurar, monitorar e controlar esses riscos.

O mundo globalizado necessita de uma salvaguarda para que as instituições financeiras se mantenham fortes e ativas, pois assim como os benefícios podem ser compartilhados com a globalização, os prejuízos ou mesmo a quebra que ocorrem em um banco podem afetar um país inteiro, ou até mesmo o mundo, que tornou-se uma "aldeia global".

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Redução nos Empréstimos Lastreados pelo SBPE

A CAIXA reduzirá o limite máximo que pode ser parcelado para financiamento de imóveis usados, nos casos lastreados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE. As novas regras entrarão em vigor no dia 04 de maio.

O limite cairá dos 80% para 50% do imóvel usado, o restante deverá ser pago a vista. Os financiamentos lastreados pelo FGTS continuam iguais. As regras também não mudam para o programa Minha Casa, Minha Vida.

A CAIXA afirma que vai focar em imóveis novos e populares. Particularmente, concordo com as decisões do banco. Aliás, a redução do financiamento lastreado pela poupança ocorreu "graças" à ignorância do povo brasileiro, que, por medo ilusório de o Governo trancar os valores em poupança, efetuou saques no mês de março que totalizaram mais de 11 bilhões de reais, o que causou uma queda no lastro que financia os imóveis. 

Falta um pouquinho de conhecimento de economia, falta um pouquinho de conhecimento de política financeira e também um pouco de bom senso. Há problemas financeiros, sim, mas não estamos sendo governados pelo Collor.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Jack Ma: Lidando com as Rejeições.

"Fui rejeitado dez vezes em Harvard, agora poderia ensinar lá..."

Jack Ma é um dos homens mais ricos do mundo, dono do Ali Baba. Antes disso, levou sete anos para completar o ensino fundamental, foi rejeitado em escolas superiores e dez vezes em Harvard. Foi rejeitado em mais de 30 vagas de emprego.

Ele é o criador de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, e não entende nada de tecnologia. Nunca escreveu uma linha sequer de programação.

Sua fortuna está avaliada em 20,4 bilhões de dólares.

Após seu sucesso com o comércio eletrônico, ele já deu mais de dez palestras em Harvard.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Índices Econômicos

Alguns índices econômicos, dos quais ouvimos falar todos os dias, e que fazem diferença em nossas vidas, mesmo que não os conheçamos:


IGP-M

Índice Geral de Preços do Mercado. Mede a variação de preços no mercado de atacado, de consumo e construção civil. Este índice é formado pela soma ponderada de outros 3 índices: Índice de Preços ao Atacado (IPA), com um peso de 60%; Índice de Preço ao Consumidor (IPC), com um peso de 30%; e Índice Nacional de Construção Civil (INCC), com um peso de 10%. Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), pesquisado entre os dias 21 de um mês e 20 do seguinte. O IGP-M considera todos os produtos disponíveis no mercado, inclusive o que é importado


INCC

Índice Nacional do Custo da Construção. Um dos componentes das três versões do IGP, o de menor peso. Reflete o ritmo dos preços de materiais de construção e da mão-de-obra no setor. Utilizado em financiamento diretos de construtoras/incorporadoras.


IPC

Índice de preço ao consumidor. Calcula a variação dos preços de uma cesta de consumo média de uma determinada população.


Índice Dow Jones

Índice usado para medir a performance do mercado norte-americano, composto pelas 30 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque – New York Stock Exchange (Nyse).



INPC 

Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Média do custo de vida nas 11 principais regiões metropolitanas do país para famílias com renda de um até oito salários mínimos, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O Banco de Dados da RFB

Você sabia que o banco de dados da Receita Federal Brasileira é um case mundial? Isso se explica pelo seu tamanho gigantesco, o que o torna o maior armazém de dados do mundo. Seus procedimentos normatizados e com alto grau de maturidade garantem disponibilidade, segurança e confiabilidade. Os sistemas on-line da Receita Federal Brasileira têm demonstrado um grande avanço na tecnologia de compartilhamento e armazenamento de dados. Abrange vários subsistemas:

Receitanet: permite a entrega da Declaração do Imposto de Renda com emissão do recibo eletrônico, via internet.

SPED – Sistema Público de Escrituração Digital: Substituirá a emissão de livros e documentos contábeis e fiscais em papel por documentos eletrônicos com certificação digital, criando uma nova relação entre a administração fazendária e o setor produtivo. Através da Nota Fiscal Eletrônica (NFe), a Escrituração Contábil Digital e a Escrituração Fiscal Digital, haverá total integração da gestão tributária nacional, tornando praticamente impossível a sonegação ou evasão fiscal, garantindo também a autoria, a integridade e a validade jurídica dos documentos.

Cadastro Sincronizado Nacional: É a integração dos fiscos municipal, estadual e federal, garantindo a rapidez no acesso e na troca de informações fiscais entre as três esferas fiscais, reduzindo a demora e a burocracia na abertura, manutenção e baixa de empresas.

E-processo: Os processos administrativos fiscais da Receita Federal são agora digitais, permitindo segurança e agilidade na consulta e gestão dos mesmos

Sistema de Informações ao Judiciário (InfoJud): Permite ao Poder Judiciário o acesso seguro e sigiloso aos dados solicitados em processos. Cada magistrado possui um acesso e uma caixa postal dentro do próprio InfoJud. Ao pedir os dados necessários, ele recebe as informações em sua caixa postal, com sigilo e segurança.

Certificados Digitais e-CPF e e-CNPJ: São chaves de segurança que fazem a criptografia de dados que trafegam na rede, garantindo assim a segurança, a autenticidade, a privacidade e a inviolabilidade destes dados.


Eu não poderia deixar de fazer um comentário: Já perceberam que quando o negócio é fiscalizar e arrecadar, os sistemas brasileiros evoluem? Pense nisso...



sexta-feira, 18 de abril de 2014

O Comercial Proibido da Pepsi

Pepsi e Coca-Cola sempre brigaram pela posição de refrigerante mais "querido" da população, mas este comercial foi pra mim o clímax. Sem uma única palavra, a Pepsi reduziu a Coca-Cola a um simples "apoio" para o menino obter a tão desejada latinha da concorrente... Criativo. E humilhante.

domingo, 17 de novembro de 2013

Vende-se uma linda (e interesseira) mulher.

Como se fosse uma oferta de trabalho, uma jovem de Nova York publicou um anúncio num grande jornal dos EUA, a pedir um marido milionário que ganhe o suficiente para lhe dar o melhor conforto possível. Em troca, ela ofereceu as suas qualidades, destacando: que é “bela”, “inteligente” e “elegante”.

Mensagem publicada pelo jornal:

“Eu sou uma garota linda (eu diria muito bonita), 25 anos, bem educada e tenho classe. Quero me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano.
Há algum homem que ganhe US$ 500.000 ou mais? Quem sabe alguma esposa de alguém que ganhe acima desse valor possa me dar alguns conselhos.
Eu estive envolvida com homens que ganhavam até US$ 250 mil. E US$ 250 mil não vão me fazer morar no Central Park West.
Conheci uma mulher, na minha classe de yoga, que se casou com um banqueiro e hoje ela vive em Tribeca. E ela não é tão bonita quanto eu ou inteligente. Então, o que ela fez para conseguir isso? Como posso chegar ao nível dela?

Rafaela S.”

A resposta veio rapidamente, e foi com uma surpresa. Quem respondeu o anúncio foi, na verdade, um milionário interessado, mas provavelmente não do jeito que a jovem esperava.
Com muita ousadia, o homem usou seu conhecimento nos negócios para oferecer a jovem um contrato, que segundo ele, seria bom para ambos.

Carta enviada pelo milionário:

“Eu li sua carta com grande interesse, pensei cuidadosamente em seu caso e fiz uma análise da situação. Primeiro, eu não estou perdendo tempo, porque eu ganho mais de US$ 500 mil por ano. Dito isto, considero os fatos da seguinte forma: O que você oferece, visto da perspectiva de um homem como você quer, é simplesmente um péssimo negócio.
Aqui está o porquê: Deixando de lado rodeios, o que propomos é um negócio simples: você coloca sua beleza física e eu coloco o dinheiro.
Proposta clara, sem recessos. No entanto, há um problema. Certamente, sua beleza vai desaparecer, e um dia isso vai acabar, e muito provavelmente o meu dinheiro vai continuar crescendo.
Assim, em termos econômicos, você é um ativo que sofre depreciação e eu sou um ativo que paga dividendos.
Esclarecendo ainda mais, você tem hoje 25 anos e vai continuar a ser bonita durante os próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano, e de repente, quando for você comparar com uma foto de hoje, verás que já está envelhecida.
Isto significa que agora você está “up” no momento ideal para ser vendida, não para ser comprada.
Usando a linguagem de Wall Street, agora você está em “posição de negociação” (posição para comercializar), e não de “buy and hold” (comprar e manter), que é o que você está oferecendo.
Portanto, ainda em termos comerciais, o casamento (que é um “buy and hold”) com você não é um bom negócio a médio e longo prazo, mas o aluguel pode ser comercialmente razoável para um negócio para nós dois discutirmos.
Acho que por certificadora como “bem educada, elegante e maravilhosamente bonita” é, eu, provável futuro locatário dessa “máquina”, quero o que é uma prática comum nos negócios: fazer um teste ou como você preferir um “test drive …” para concretizar o negócio.
Em suma: como comprar um mau negócio se sua desvalorização crescente? Então eu sugiro alugá-la no momento em que o material está em bom uso. Espero notícias suas. Me despeço cordialmente.

Atenciosamente: Um milionário”


(imagem: Joyce Moyses)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

#365Livros - #Livro318 - O CLIENTE EM SEGUNDO LUGAR (MARVIN)



 O Cliente em Segundo Lugar
Hal F. Rosenbluth
Diane McFerrin Peters

A fórmula é simples: Coloque seus funcionários em primeiro lugar, e surpreenda-se com o que eles farão por você. A prova disto é a empresa do autor, A Rosenbluth International, que passou de um negócio familiar a uma empresa com um capital de mais de 6 bilhões de dólares. A melhor estratégia de negócios é tratar seus funcionários como valiosos seres humanos, treinando-os adequadamente e valorizando-os constantemente.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Memorando Interno - Linguagem Adequada para Comunicação na Empresa

De: Depto RH
Para: Deptos Administrativos, de Produção e de Vendas

MI nº 127/2013

Assunto: Bons Modos na Comunicação Interna

Foi trazido ao Departamento de RH desta empresa o fato de que alguns colaboradores têm empregado linguagem de baixo calão durante a comunicação com colegas, superiores e clientes. Devido às constantes reclamações dos que se ofendem mais facilmente, essa conduta não será mais tolerada. Por isso, este departamento compilou a seguinte lista, que deverá ser memorizada e utilizada por todos, para que a comunicação diária se torne mais cordial e adequada. Na primeira linha, temos a EXPRESSÃO ANTIGA (EA) e na segunda linha, temos a EXPRESSÃO NOVA (EN) que deverá ser empregada em substituição à anterior:

EA: Nem fudendo!
EN: Não tenho certeza será possível.

EA: Puta que o pariu! Puta que o pariu! Puta que o pariu!
EN: Sério? Incrível! Impressionante!

EA: Tô cagando e andando!
EN: Claro que isso me preocupa.

EA: Mas que porra eu tenho a ver com essa merda?
EN: Eu não estava envolvido neste projeto

EA: Caralho!
EN: Interessante, hein?

EA: Foda-se, não vai dar nem a pau!
EN: Vou fazer o possível.

EA: Puta merda, viado nenhum me fala nada!
EN: Precisamos melhorar a comunicação interna.

EA: Patrãozinho, quer que eu dê hoje?
EN: Talvez eu possa trabalhar até mais tarde...

EA: O cara é um merda.
EN: Ele não está familiarizado com o problema.

EA: Vai pra puta que te pariu!
EN: Desculpe.

EA: Vai pra puta que te pariu, seu viado!
EN: Desculpe, senhor.

EA: Bando de filhos da puta!
EN: Eles não ficaram satisfeitos com o resultado do trabalho.

EA: Foda-se você! Se vira!
EN: Acho que não posso ajudar.

EA: Puta trabalhinho de corno este, hein?
EN: Adoro desafios.

EA: Deu pra quem pra virar chefe?
EN: Finalmente reconheceram sua competência.

EA: Enfia esta porra no...
EN: Por favor, refaça o trabalho.

EA: Ah, se eu pego o filho da puta que fez isso...
EN: Precisamos reforçar nosso programa de treinamento.

EA: Esta merda está indo pro buraco!
EN: Os índices de desempenho estão apresentando uma queda sensível.

EA: Agora fudeu de vez!
EN: Este projeto não vai gerar o retorno previsto.

EA: Eu sabia que ia dar merda.
EN: Desculpe, eu deveria ter avisado.

EA: Ô cacete... vai sair cagada de novo!
EN: Que pena... teremos outra não-conformidade.

EA: Vou dar porrada em quem meter a mão nesta merda!
EN: É necessário passar pelo treinamento, antes de ligarem a máquina.

EA: Ô cambada de vagabundos!
EN: Precisamos melhorar nosso índice de produtividade.

EA: Vou enfiar isto goela abaixa nesses filhos da puta!
EN: Vamos negociar o projeto com maior determinação.

EA: Essa piranha dá pra qualquer um!
EN: Ela leva muito a sério a integração interdepartamental.

Atenciosamente,

Depto de RH

segunda-feira, 15 de julho de 2013

#365Livros - #Livro196 - SONHO GRANDE (MARVIN)




Sonho Grande
Cristiane Correa

Gestão, meritocracia e redução de custos são os assuntos tratados neste livro, mas não de maneira tediosa como grande parte dos livros de gestão financeira e administração. O livro Sonho Grande conta a história de Jorge Paulo Lemann (que desbancou Eike Batista no ranking da fortuna), Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. Estes homens ergueram em pouco mais de quatro décadas o maior império econômico da história do Brasil, e nos últimos anos compraram nada menos que três marcas poderosas: Budweiser, Burger King e Heinz.  São também donos da InBev, a maior cervejaria do mundo. E tudo começou com a criação do Banco Garantia, em 1971. Atualmente, a fortuna do trio é avaliada em US$ 35 bilhões. Agora a história destes três empresários é divulgada pela jornalista Cristiane Correa que acompanha sua trajetória há mais de dez anos.