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sábado, 12 de março de 2022

Rússia e Ucrânia

Ucrânia

Kiev, a atual capital da Ucrânia, foi o centro do primeiro estado eslavo, criado por um povo que se autodenominava “Rus”, isso em meados do século IX.

Foi a partir deste estado medieval que surgiram a Rússia e a Ucrânia, argumento este utilizado pelo presidente Putin para identificar a Rússia e a Ucrânia como povos irmãos, e que não está totalmente errado. A este estado medieval os historiadores chamaram “Rus de Kiev”.

São Vladimir Svyatolasvich, “O Grande”, consolidou o reino Rus, que se estendia no território que hoje corresponde à Belarus, Rússia e Ucrânia.

A região já foi dominada pelo Império Mongol no século XIII, foi dividida entre o Grão-Principado de Moscou e o Grão Principado da Lituânia no século XIV, e a partir de então, a Ucrânia sofreu influências diferentes relativas a cada dominador. Uma parte da região oeste foi influenciada pela dinastia dos Habsburgo, já a Crimeia teve influência dos povos gregos e tártaros, e teve períodos sob o domínio otomano e russo.

Em 1764, Catarina, a Grande, passou a avançar sobre terras ucranianas que eram dominadas pela Polônia. Com lo século XX veio a revolução russa e a União Soviética, que mexeu novamente com as fronteiras e com a influência sofrida pela Ucrânia.

Isso resume as mudanças e influências que a Ucrânia como povo vem sofrendo ao longo de séculos em busca de identificação e independência, sem falar do sofrimento como Holodomor, a grande fome imposta por Stalin para forçar camponeses ucranianos a se unirem ao regime comunista, e a transferência de soviéticos para a Ucrânia tentando uma dominação cultural.

Quando os nazistas invadiram a Ucrânia, muitas pessoas os tomaram por libertadores, que os libertariam do regime de Stalin, e deram seu apoio às forças alemãs. Hoje ainda existem muitas células neonazistas na Ucrânia, como o Batalhão de Azov, envolvidas diretamente com o Governo da Ucrânia e que foram criadas e armadas pela CIA na Guerra Fria, pois a CIA aproveitou-se deste sentimento de apoio ao nazismo que surgiu durante a Segunda Guerra.

Após o colapso da União Soviética, um tratado entre Rússia e Ucrânia definiram as fronteiras das duas nações, mas as diferenças continuaram existindo no meio do povo ucraniano devido às influências que sofreu sob domínio de tantos povos diferentes, muitos ucranianos desejam retornar ao controle da Rússia, que consideram sua pátria mãe, e outros desejam trilhar o caminho ocidental, abandonando as tradições herdadas da velha Rus de Kiev.

Ucrânia e suas fronteiras

 

Rússia e OTAN

A OTAN surgiu em 1949 com 12 membros iniciais, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Itália, Portugal, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, Islândia e Luxemburgo, com o objetivo de frear a expansão da União Soviética, a velha história (que é usada ainda hoje por governos autoritários para manter seus eleitores ignorantes) da “ameaça comunista”.

O principal fundamento da Otan é a defesa mútua, não é um acordo comercial ou cultural ou de qualquer outro interesse, é um acordo militar. Com a queda da União Soviética, eu pergunto: por que a Otan ainda existe?

Hoje a Otan possui um número de membros muito maior, e cada membro investe 2% de seu PIB em gastos relacionados à defesa. Desde o fim da União Soviética, a Otan já incorporou a Polônia, a República Tcheca, a Romênia, a Bulgária, a Eslováquia, a Eslovênia, a Estônia, a Lituânia, a Letônia, a Albânia, a Croácia, Montenegro e Macedônia. A Otan se tornou uma ferramenta americana de ameaça contra a Rússia, pois os Estados unidos possuem grande interesse nos recursos da região, principalmente o gás.

Putin, ex-agente KGB, assumiu o comando da Rússia em 2000, e levou 8 anos para consolidar seu poder interno e levantar a Rússia de sua precária situação econômica, mas em 2008 começou a reagir com mão forte para virar o jogo imposto pela Otan.

A Rússia sempre quis criar um cordão sanitário em volta de suas fronteiras para evitar más surpresas, como a instalação de mísseis em áreas próximas, e por isso Putin critica tanto o fim da União Soviética, chamando de “a pior tragédia geopolítica da História”.

Não podemos negar que Putin age como o novo czar da Rússia, e manipula as informações dentro de seus muros, reprime manifestações contra seu governo e influência até mesmo fora de suas fronteiras, como no caso das eleições americanas que levaram Trump ao poder.

 

Estados Unidos

Os Estados Unidos têm influenciado, manipulado, invadido e destruído vários países sempre com a desculpa de proteger os interesses do povo americano ou de levar democracia a outros povos. Seja através da CIA, ou de invasão militar, ou ainda com sanções econômicas e políticas, os EUA perturbam a ordem e a soberania de países que consideram potencialmente perigosos. Mesmo hoje, enquanto criticam a ação da Rússia na Ucrânia, os EUA mantêm forças militares em vários países como Síria, Iêmen, Afeganistão, Iraque, Somália, Líbia e outros.

Também através da CIA os EUA têm fomentado golpes de estado e derrubada de governos democraticamente eleitos, como ocorreu na própria Ucrânia com Viktor Ianukovitch, presidente pró Rússia que foi derrubado depois de intensos protestos e ataques de grupos neonazistas como o Batalhão de Azov, todos fomentados pelos Estados Unidos.

 

A Situação Atual

O que você, leitor, acha que os EUA fariam se a Rússia criasse um pacto de defesa mútua com países como México, Venezuela, Cuba, Brasil, e utilizasse estes países como base de lançamento de mísseis intercontinentais? Os Estados unidos não interfeririam? Eu não tenho dúvidas.

Outra questão é o pacote de sanções econômicas sofridas pela Rússia, e por outros países que por qualquer motivo contrariam os interesses americanos, como Cuba e China. Quando os Estados Unidos invadem países, matam supostos terroristas e apoiam a derrubada de governos legítimos eu não vejo nenhuma sanção econômica sendo imposta. Já ouvi defensores do sonho americano afirmando que os EUA são o centro econômico do mundo e por isso não pode m sofrer sanções. Mas ser o centro econômico do mundo não dá o direito de influenciar ou subjugar outros países de acordo com sua vontade. 

Neste momento a economia russa está sendo estrangulada, as ações do principal banco da Rússia, o Sberbank, caíram 90%. A bolsa está fechada. Os juros foram aumentados. Mesmo assim a Rússia continua fazendo uma guerra de pressão contra a Ucrânia, cansando as defesas ucranianas e ainda sobra fôlego para ameaçar a Finlândia e a Suécia. O presidente da Ucrânia diz que seu exército não está cedendo, mas ao mesmo tempo afunda seus próprios navios com medo de perdê-los para a Rússia. A situação vai se prolongar.

 

Principados de Rus de Kiev

Possíveis Saídas

Mesmo com todas as sanções impostas à economia russa, ainda demora uns seis meses para que o sapato comece a apertar no pé russo. Acredito que seria viável a Ucrânia tornar-se um país neutro, não participando da OTAN. Da mesma forma a Rússia poderia aceitar a participação da Ucrânia na União Europeia, por não se tratar de um pacto de defesa, mas sim econômico. A independência das províncias de Donetsk e Lugansk poderiam ser reconhecidas pela Ucrânia, e um acordo de paz poderia ser assinado.

Ou na pior hipótese, a guerra pode se prolongar até a Rússia quebrar, o que pode fazer com que Putin aperte o cerco antes e force uma invasão total na Ucrânia, sendo que este fato pode acabar forçando também outros países a entrarem militarmente no conflito, enviando tropas, levando a guerra para o patamar mundial, o que na verdade ninguém quer, pois basta um líder “nervoso” escorregar o dedo no botão nuclear num momento de “aposto tudo” e só Deus sabe o que restaria da humanidade.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

EUA e IRÃ

Antes de considerar o Irã como terrorista, você deve aprender que:

- O Irã é um país e não uma organização;

- O Irã já apoiou grupos terroristas como vingança por atos cometidos por outros países contra sua soberania;

- O Irã tem uma soberania nacional a ser zelada, esta mesma soberania que Bolsonaro fala no caso do Brasil, mas que desconhece seu significado.

Tudo começou em 1953 quando a CIA (EUA) e o MI6 (Reino Unido) fomentaram a operação Ajax, que tinha por objetivo derrubar o primeiro-ministro iraniano Mohamed Mossadeq. Após sua queda, foi colocado em seu lugar o xá Mohamed Reza Pahlevi. O motivo? Mossadeq queria nacionalizar o petróleo, coisa que os EUA não permitiriam, mesmo que isso custasse a vida de muitos inocentes.

QUEM É O TERRORISTA?

Este golpe de Estado fomentado pelos EUA e Reino Unido gerou uma revolta tão grande na população que isso culminou na Revolução Islâmica de 1979, e o poder foi parar nas mãos do líder religioso Ruhollah Musavi Khomeini, que apelidou os EUA de Grande Satã (apelido que cai muito bem).

Houve sequestro de diplomatas americanos, e houve sanções contra o Irã em retaliação. Os presidentes americanos que têm exercido o poder desde então mantiveram estas sanções, e a briga entre Irã e EUA só vem aumentando a cada dia.

Durante a presidência de Obama, houve um acordo entre Irã, EUA, China, Rússia, Reino Unido e Alemanha: o Irã se comprometeu a suspender seu programa nuclear em troca da retirada das sanções econômicas impostas pelos americanos. Os demais países também se comprometeram a reduzir/suspender seus programas nucleares. O acordo vinha funcionando até 2018, quando a besta - digo - Donald Trump decidiu retirar os EUA do acordo, quebrando seu compromisso.


Com a morte do General Soleimani, a crise estourou de vez. O Irã retaliou atacando bases americanas com mísseis. Trump afirmou que não houve baixas, mas quem acredita nele?

Você sabia que durante a guerra Irã x Iraque em 1987, os EUA apoiaram o Iraque, e derrubaram um avião civil iraniano com 290 passageiros, dos quais 66 eram crianças? Quando foi questionado pelo ataque, o comando militar americano afirmou "que derrubou o avião por engano, pensando que fosse um caça". Basta ver a foto de um caça e de um avião de passageiros civil pra ver a gigante diferença que há entre ambos.

QUEM É O TERRORISTA?

Em 2019, o governo francês tentou mediar novo acordo entre EUA e Irã, mas Trump não aceita negociações. Os Estados Unidos têm em sua história diversas intervenções em países menores da América Latina, Ásia, África e Oriente Médio, sempre com interesses econômicos, alegando a velha história do "perigo comunista" (só imbecis ainda caem nessa). 

A CIA sempre fomentou golpes contra líderes populares que representam ameaças aos interesses americanos. Com o avanço da tecnologia e das redes sociais, os EUA têm influenciado o comportamento dos cidadãos mais ignorantes e suas intenções de voto, como fez no Brasil em 2018, colocando Bolsonaro no poder (veja "Privacidade Hackeada" - documentário disponível na Netflix que relata a história da Cambridge Analytica, agência especializada em manipulação de comportamento).

Após conhecer esta parte da história do Irã, conhecer suas causas, seus motivos, eu pergunto novamente: QUEM É O TERRORISTA?

sábado, 12 de outubro de 2019

Angélique Namaika

Dungu, uma cidade na Província Oriental da República Democrática do Congo - RDC - , um lugar devastado pela guerra e pelo terror causado por vários grupos armados, entre eles o "Exército de Resistência do Senhor (LRA)". Eles matam civis, estupram mulheres, queimam vilas e expulsam os sobreviventes.

É neste lugar devastado que a irmã Angélique Namaika faz seu trabalho, percorrendo com coragem as ruas de sua cidade, de bicicleta, procurando dar apoio às mulheres vítimas da violência. Ela mesma fugiu de sua comunidade em 2009 durante um ataque do LRA, se escondendo mata adentro por quase cem quilômetros.

Mesmo fugindo da violência, ela não pretende abandonar seu país, buscando sempre apoiar as mulheres vítimas da guerra, da violência e do abuso sexual. Angélique é co-fundadora do Centro para Reintegração e Desenvolvimento, que atende atualmente 150 mulheres, mas já atendeu mais de duas mil desde sua fundação em 2008. O Centro ajuda na recuperação das mulheres, alfabetiza e também ensina algumas profissões.

A irmã Angélique Namaika recebeu em 2013 o Prêmio Nansen para Refugiados. Num mundo onde os poderosos não se importam com os menos favorecidos, pessoas como a irmã Angélique fazem a diferença dando um exemplo de bondade, coragem e empatia. 

domingo, 7 de abril de 2019

Fascismo e Nazismo

Atualmente se discute muito sobre a origem do fascismo e do nazismo, e muito do que se fala não tem embasamento histórico. Foi pensando nisso que resolvi esclarecer de vez as origens dessas duas malditas ideologias que tanto prejudicaram os povos submetidos a elas e tantas mortes causaram na história da humanidade.

O FASCISMO surgiu na Itália, no início da década de 1920, quando vários problemas - principalmente de ordem econômica - ocorriam no país. A Itália, apesar de ser um dos países vencedores da Primeira Guerra Mundial, enfrentava sérias dificuldades sociais e econômicas.

A Itália era governada pelo rei Vitor Emanuel III e seu Primeiro Ministro Giolitti. Benito Mussolini era do Partido Socialista Italiano, mas foi expulso quando apoiou a entrada da Itália na Primeira Guerra. NESTE MOMENTO, VOCÊ, EXTREMISTA DE DIREITA, PODE PENSAR QUE O FASCISMO VEIO DO COMUNISMO, MAS CALMA, A AULA AINDA NÃO ACABOU.

Após ser expulso do Partido Socialista Italiano, Mussolini criou uma organização paramilitar que, após o fim da Primeira Guerra, obteve apoio de ex combatentes. Esta organização era chamada Fascio de Combatimento. Daí surgiu o Partido Nacional Fascista, que promoveu a Marcha Sobre Roma em 26 e 27 de outubro de 1922, cujo objetivo era forçar o rei Vitor a indicar Mussolini como primeiro ministro. No dia 30, o rei cedeu às pressões fascistas e encarregou Mussolini de "reorganizar" o país.

Em 1925 o fascismo já se mostrava ditatorial, e criou o sindicalismo corporativista - não porque se importasse com os trabalhadores, mas para controlá-los. Mussolini assumiu o título de Duce e conduziu a Itália à Segunda Guerra Mundial. Importante lembrar que o rei Vitor Emanuel III continuava vivo,mas era apenas uma sombra, deixando todas as decisões políticas nas mãos do Duce.

Objetivos do fascismo:

- Patriotismo e exaltação da Itália;

- Obediência cega ao Duce;

- Cerceamento da liberdade civil;

- DERROTA DOS MOVIMENTOS DE ESQUERDA.

(Faixa exposta no primeiro discurso de Hitler em 1933 onde se lê "Faça a Alemanha livre do Marxismo!")

O NAZISMO surgiu na Alemanha, tendo herdado muitos aspectos do fascismo italiano. Após a derrota na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha enfrentou grave crise econômica com inflação altíssima, o que facilitou a revolta da classe média e também dos trabalhadores alemães. 

Havia um pequeno grupo, conhecido como Partido Trabalhista Alemão, criado por um mecânico ferroviário, ao qual Hitler se juntou em 1919. Na verdade, Hitler entrou para o partido para "acompanhar" o desenvolvimento do mesmo e informar os militares sobre o que acontecia nas reuniões. Era uma espécie de espião.

Hitler foi se interessando realmente pelo lado político "da coisa" e com sua oratória inflamada, em 1920 já era a principal figura do partido, e começou a distorcer os ideais e transformar o grupo. O capitão Ernest Roehm incorporou ao partido grupos paramilitares, as SA - seções de Assalto. Hitler mudou o nome do partido para Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. O programa do partido desprezava estrangeiros, denunciava judeus, marxistas, comunistas, ciganos, poloneses e minorias, e prometia trabalho e o fim das reparações de guerra.

Hitler e seu grupo tentaram um golpe em Munique, em 1923, mas falharam. Hitler foi preso e escreveu Mein Kampf (Minha Luta) na prisão. Hitler cumpriu somente oito meses de sua pena, e ao sair, reorganizou e aprimorou o partido, criando estruturas hierárquicas e administrativas. Além das SA já existentes, criou as SS (brigadas de segurança) e também um jornal.

Hitler se tornou chanceler da Alemanha, ficando abaixo somente do presidente Von Hindenburg. Em 1933 o Parlamento Alemão foi incendiado e Hitler atribuiu o incêndio aos comunistas, exigindo de Hindenburg mais poder para "combater os comunistas". Em 1934 Hindenburg faleceu e Hitler tomou para si o posto de presidente, chamando a si mesmo de Führer (líder), e o governo tornou-se totalitário. O nazismo era racista, xenófobo, extremista, totalitário, violento, anticomunista e apresentava um patriotismo exagerado.

Apesar de também criticar o capitalismo, Hitler passou a receber apoio financeiro de empresas e da burguesia de extrema direita, a elite da época, que temia o avanço do partido comunista alemão e a perda de seus privilégios. 

Hitler conduziu a Alemanha à destruição e à vergonha com a Segunda Guerra Mundial, e suicidou-se para não cair na mão dos russos quando estes tomavam Berlim, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Obs.: Há uma história que sempre reaparece na internet sobre um broche alemão de comemoração ao dia do trabalho, onde uma águia segura uma foice e um martelo. Este broche é citado pelos eleitores de extrema-direita (e extrema ignorância) como suposta prova de que o nazismo era de esquerda. A verdade é que o broche foi criado em comemoração ao dia do trabalho em 1933, no qual Hitler queria ganhar o apoio dos trabalhadores e controlá-los também, evitando as diversas manifestações operárias que já ocorriam em toda a Alemanha. Enquanto o símbolo comunista usa a foice e o martelo cruzados, o broche alemão mostrava a águia nazista segurando a foice e o martelo, controlando a classe trabalhadora do campo (a foice) e a classe trabalhadora da cidade (o martelo). Logo após a comemoração do dia do trabalho em 1933, Hitler intensificou as perseguições aos sindicatos e desmontou todas as organizações operárias.



Bibliografia:

A Chegada do Terceiro Reich - Richard J. Evans
As Origens do Totalitarismo - Hanna Arendt
O Carisma de Adolf Hitler - Laurence Rees

LINKS INTERESSANTES:

TRECHOS DE DISCURSOS DE HITLER, ONDE ELE CRITICA OS MOVIMENTOS DE ESQUERDA

BIBLIOTECA DO EXÉRCITO - NAZISMO É DE EXTREMA DIREITA

NAZISMO - MOVIMENTO DE EXTREMA DIREITA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A Imposição da "Democracia" Norte Americana.

Você já percebeu como os norte americanos são preocupados com a democracia em outros países? Sempre que há um "ditador" comandando algum país, logo os EUA começam a impor sanções com a desculpa de derrubar governos mal intencionados, "comunistas". E assim que o país está quebrado economicamente, as tropas norte americanas invadem com para "derrubar o ditador" e "impor a democracia". Que povo maravilhoso, que se preocupa com as nações que sofrem, não? 

NÃO!

O governo norte americano não está preocupado com nenhum outro povo, e às vezes não se preocupa nem mesmo com seu próprio povo, pois envia jovens para a morte em vários lugares do planeta.

O governo norte americano não se importa se um país é regido por uma ditadura ou por um governo democrático. Não se importa se as pessoas estão sem emprego ou com fome. Não se importa se o governo é comunista, fascista, de direita, esquerda, centro ou de qualquer outra ideologia. O governo norte americano se importa com DINHEIRO, PETRÓLEO, RECURSOS MINERAIS E NATURAIS. 

Trump alega querer ajudar a Venezuela, enquanto barra a entrada de alimentos  e remédios. Se ele quisesse mesmo ajudar o povo venezuelano, enviaria remédios e alimentos. Mas ao contrário disso, os norte americanos querem quebrar a Venezuela para depois tomar-lhes o petróleo. Eles invadem com a desculpa de derrubar o governo de Maduro, criam um governo provisório, mandam suas empreiteiras reconstruírem o que eles mesmo destruíram, e roubam o petróleo com alguma desculpa esfarrapada. Foi assim no Iraque, exatamente assim. Não havia armas de destruição em massa. Nunca houve.

Em 1846, os EUA invadiram o México e anexaram o Texas, por causa do ouro que havia lá.

Em 1906, os EUA invadiram CUBA para combater o povo, durante as eleições.

Em 1912, os EUA invadiram a Nicarágua com a desculpa de combater guerrilheiros e ficaram no país por 20 anos.

Em 1915 tropas norte americanas invadiram o Haiti e transformaram o país numa colônia por 19 anos, esgotando seus recursos. A pobreza que se vê hoje no Haiti é culpa dos norte americanos.

Em 1919, os EUA invadiram Honduras, colocando no poder um governo fantoche.

Em 1925, os EUA invadiram o Panamá para combater uma greve de trabalhadores.

Em 1954 os EUA invadiram a Guatemala, derrubaram o governo de Jacobo Arbenz, eleito democraticamente, e impuseram uma ditadura militar a seu serviço.

Em 1961 invadiram novamente Cuba, mas aí foram rechaçados.

E houveram outras invasões nestes mesmos países por vários anos, e também em outros lugares, como El Salvador, Porto Rico, Granada, Bolívia, Hawaí, Paraguai, Chile, Venezuela, Equador, BRASIL (através da CIA, os EUA apoiaram o golpe de Castelo Branco), isso sem falar  no Oriente Médio, no Vietnã, e tantos outros lugares. E em todos estes lugares os EUA exploraram o povo e roubaram recursos com desculpas esfarrapadas.

Entrar em um país e sequestrar seu presidente conduzindo-o à forca ou à prisão é crime contra a soberania do país. Se ilude quem acha que os Estados Unidos estão preocupados com os demais países. Tudo é interesse e ambição. E se for preciso matar uma população inteira para extrair recursos, os norte americanos farão isso.

sábado, 13 de maio de 2017

Sergei Ivanovich

Sergei Ivanovich é membro integrante da poderosa marinha russa, e nos próximos dias, estará em águas mediterrâneas participando da missão de apoio ao conflito sírio.
 
Ele herdou o nome do criador do famoso rifle russo Mosin-Nagant - (Sergei Ivanovich Mosin) - e sua família já participou de outras missões, trabalhando em navios de guerra russos. Ele é amigo de toda a tripulação do navio, e todos afirmam que ele tornará suas missões no mar mais divertidas.

Autorizado pelo Ministério da Defesa Russo, Sergei embarcará em breve em um dos cruzadores de mísseis guiados "Moskva", onde tocará os sinos do navio. Sergei é um simpático gato de pelo laranja.


domingo, 16 de abril de 2017

Coréia do Norte versus EUA

Aumentam as tensões entre Coréia do Norte e Estados Unidos. Kim Jong-un pretende realizar um teste com armas nucleares nos próximos dias, e os EUA já estudam uma resposta militar às provocações do ditador.

Os Estados Unidos estão contando com a China e a Coréia do Sul para enfrentar o ditador norte coreano, mas dessa vez, caso haja uma guerra, Kim Jong-un não vai perder a chance de atacar os EUA em casa. O ditador não tem escrúpulos nem limites, e Trump se arrisca muito ao resolver enfrentar a Coréia do Norte.

Milhares, talvez milhões de civis, estarão em risco de uma guerra nuclear. Que o mundo seja sensato, e que a diplomacia seja a melhor arma.

Kim Jong-un realizou um desfile militar ontem, na comemoração do Dia do Sol, demonstrando o poderio do exército e armamento norte coreano, fazendo deste evento uma ameaça ao mundo. O ser humano corrompe o poder, e esquece de que é passageiro. A vida do homem é um sopro, independente de quanto poder ele tenha em mãos.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

MOAB - A mãe de todas as bombas

Os militares americanos, os governantes americanos, os parlamentares americanos, todos gostam de vangloriar-se por possuir a melhor arma, a melhor munição, a melhor tecnologia, a maior bomba, isso deve ser pra compensar alguma outra coisa... 

E hoje no Afeganistão eles lançaram uma bomba chamada GBU-43B Massive Ordnance Air Blast - MOAB. Sua sigla também combina com Mother of all bombs, mãe de todas as bombas.

Essa bomba pesa 9,8 toneladas, uma explosão equivalente a 11 toneladas de TNT e perde apenas para as bombas nucleares. Foi testada pela primeira vez em 2003 na Flórida, e hoje foi lançada sobre um sistema de túneis e cavernas - assim espero - utilizado pelos soldados do Estado Islâmico.

Esperamos que os militares americanos não tenham errado o alvo, como "acontece às vezes", e não tenham matado civis que nada têm a ver com a guerra e que nada devem ao ISIS e muito menos aos americanos.

Foto CNN

terça-feira, 11 de abril de 2017

A guerra na Síria

O ataque com armas químicas promovido na Síria causou a morte de várias pessoas. A destruição na cidade não tem medidas. A tristeza e a desolação causadas na vida das pessoas é inacreditável.

Tudo começou em março de 2011, quando o levante contra o governo de Bashar al-Assad teve início. Os protestos pacíficos da Primavera Árabe foram tornando-se mais agressivos, a luta armada começou, desencadeando a guerra civil.

A Síria tem um único partido. Assad governa desde 2000 e usa a fome e a miséria para punir a população civil, que está descontente com sua opressão. A Rússia apóia o ditador sírio, e os EUA apoiam a oposição. Em meio a tudo isso, mais de 5 milhões de crianças tiveram suas vidas destruídas pela guerra. Há mais de 8 milhões de refugiados.

Crianças mortas. Pais chorando com seus filhos mortos em seus braços. Crianças soterradas nos bombardeios. Gases mortais. Bebês que perderam a vida. Crianças que nem sabem ainda que estão sozinhas no mundo.

Os governantes dos principais países poderiam, se quisessem, resolver esta situação. Mas não querem. EUA e Rússia também têm interesses econômicos. nada é feito por bondade ou misericórdia.

Talvez os países ricos tenham criado seus próprios inimigos terroristas, quando destroem vidas que não merecem, apenas porque elas estão no caminho de seu "progresso econômico".

Só é possível compreender o que motiva uma pessoa quando vivemos o que ela viveu. O ser humano é mau desde o princípio. Matar crianças não é terrorismo?

Sobrevivente com seus dois filhos mortos durante o ataque

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

ONU - Crise Humanitária Mundial

Com a guerra na Síria, a fome no Sudão, o furacão no Haiti e os refugiados da Síria, Iraque e Iêmen a ONU se encontra numa crise financeira, pois neste ano precisará de 22,2 bilhões de dólares para financiar suas operações. Desde o final da Segunda Guerra nunca houve tantas pessoas em risco no mundo, enfrentando guerra, fome e desastres naturais.

São mais de 128 milhões de pessoas afetadas por esses problemas, mas quem se importa? Rússia e EUA estão mais preocupados em aumentar os seus domínios através destas guerras. A China tenta dominar o mundo através da economia sem se preocupar com problemas humanitários. A Alemanha faz sua parte acolhendo e ajudando refugiados, mas não vai resolver tudo sozinha. O mundo mudou.

Ano passado a ONU recebeu apenas 52% da verba necessária e arcou com um rombo gigante em suas finanças. Logo não haverá mais recursos e as pessoas que necessitam de socorro estarão totalmente desamparadas.

A nós, pobres civis sem poder político, só resta torcer por uma mudança radical de pensamento naqueles que tem o poder nas mãos. Chamam esses problemas atuais de crise humanitária. Eu chamo de falta de humanidade.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Estado Islâmico e Osama Bin Laden

Você sabia que o próprio Osama demonstrava preocupação com o Estado Islâmico? Ele criticava um avanço muito forte contra os inimigos da causa islâmica, alertando que isso poderia arrastá-los para uma guerra.

Osama também criticava as táticas violentas e a impaciência do grupo Estado Islâmico, e se preocupava com o enfraquecimento da Al-Qaeda.

Essas críticas e preocupações estavam registradas em documentos - a maioria datada de 2010 - encontrados na casa de Osama pelos Navy Seals quando invadiram o Paquistão e o mataram.

Osama Bin Laden pedia a seus seguidores que focassem o combate contra os EUA, considerando este país como "o tronco da árvore perversa".

Terrorismo é sempre terrorismo. O que me incomoda é o fato de os EUA sempre criarem uma cobra em seu seio para depois lutar contra ela. Treinaram o próprio Osama na guerra contra o Afeganistão e "criaram" o Estado Islâmico quando tiraram Sadam do poder e deixaram o Iraque entregue ao caos. Colhemos o que plantamos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Obama passa a "Bola Nuclear" para Trump

Na sexta-feira dia 20 de janeiro, um assessor militar acompanhou Obama à cerimônia de posse de Donald Trump. Este assessor carregava uma maleta onde há um aparelho digital conhecido como "o biscoito". Este aparato contem os códigos de lançamento de armas nucleares que podem provocar a morte de milhões de pessoas em várias partes do planeta. 

Essa cerimônia de transição da maleta é parte comum da posse de cada novo presidente que assume o controle dos EUA. O que preocupa agora é saber que a maleta está em poder de um homem como Trump, que tem sérios problemas de julgamento de situações, pouquíssima diplomacia e, além disso, tem afirmado sempre que os Estados Unidos devem "fortalecer e expandir" suas capacidades nucleares.

Mas voltando ao funcionamento da "bola nuclear", dentro dela está um "livro negro" com opções de ataque (provavelmente uma lista de países que os EUA não conseguiram dominar totalmente ou dos quais sentem medo). Depois de confirmar sua identificação com um cartão plástico especial, o presidente seleciona uma opção. Então a ordem é passada pelo presidente do Grupo de Chefes de Gabinete para o Pentágono, e daí para o Quartel General do Comando Estratégico dos Estados Unidos na base da força aérea de Offutt, em Nebrasca. 

Mais do que nunca, precisamos nos tempos atuais de um "mal necessário", um país poderoso que faça frente às loucuras dos EUA e de seu presidente sem escrúpulos, ou corremos o risco de ver o céu queimar e a humanidade chegar a um fim.

(foto BBC)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mossul livre

A segunda maior cidade do Iraque, Mossul, fica próxima da Síria e é muito rica em petróleo. Foi tomada pelo Estado Islâmico em 2014, pelo seu valor estratégico e simbólico. Foi ali que Abu Bakr al-Baghdadi proclamou seu califado.

Uma coalizão formada por soldados iraquianos, curdos, milícias sunitas e paramilitares xiitas, todos liderados pelos EUA (quem mais?) estão retomando a cidade.  O governo do primeiro ministro iraquiano, Haider al-Abadi tem financiado e treinado forças militares para resgatarem Mossul. Os EUA por sua vez, financiaram US$ 415 milhões para o pagamento de soldados e combustível. 

As forças do Estado Islâmico na cidade são aproximadamente oito mil homens, e a resistência começou a cair. Essa ofensiva dos aliados contra o ISIS em uma cidade tão importante pode causar ações desesperadas pelos terroristas, o que tem deixado países da Europa e também os EUA preocupados. Bagdá também tem sido vítima de atentados terroristas numa escala bem maior desde que os planos da retomada de Mossul começaram a ser traçados.

Mossul tem dois milhões de habitantes, e precisa ser liberta.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A Guerra Fria Ressurge

Na abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, ouvimos os repórteres da Globo dizendo que a Rússia entrou na arena de cabeça baixa, envergonhada, devido aos "escândalos" relacionados ao doping, e embora tenhamos visto a alegria dos russos durante a entrada de sua delegação, acreditamos na Globo, por sermos ignorantes e termos nossa mente moldada pela mídia. Mas o que ocorre é algo bem mais intrincado, e o vídeo a seguir é esclarecedor. 

A diferença entre o Brasil e a Rússia é que o povo russo sempre lutou por seu país, e nunca vai abaixar a cabeça para a colonização cultural, para as mentiras da elite e para o imperialismo americano.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Trump muda o tom de conversa com Putin

Donald Trump, aquele "simpático" senhor que pretende ser presidente dos EUA, já trocou elogios com o presidente russo Vladimir Putin no passado. Usou essa pretensa amizade apenas até derrotar alguns concorrentes republicanos. Agora que os resultados da eleição presidencial se aproximam nos EUA, Trump vem substituindo seus elogios por ameaças à Rússia.

Quando Trump soube que aviões russos estavam manobrando próximos aos navios americanos no Mar Báltico, declarou que - se estivesse no lugar de Obama - teria ligado imediatamente ao presidente Putin pedindo explicações sobre estes vôos e lembrando a ele a possibilidade de abater esses aviões caso tal medida se tornasse necessária (e receber um míssil nuclear russo na cabeça logo em seguida!).

Se esse senhor nervosinho se tornar presidente dos EUA, as possibilidades de uma guerra nuclear, ou de uma nova guerra fria, se tornarão muito maiores...

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Você Sabia?

- O abismo social está aumentando, mesmo nos países ricos?
- Em 2050 a população mundial será de 9 bilhões de pessoas, sendo 98% do crescimento em países pobres?
- A utilização de energia aumentará em 50 % nos próximos vinte anos?
- O petróleo vai acabar em 20 anos?
- O planeta já perdeu 30% da capacidade produtiva?
- 3 bilhões de pessoas vivem com menos de US$ 2 por dia?
- Com exceção da China e da Índia, a renda per capita está caindo?
- Doenças infecciosas estão causando 30% das mortes?
- A AIDS já contaminou mais de 42 milhões de pessoas?
- Nos últimos dez anos, surgiram trinta novas doenças infecciosas?
- A indústria que mais cresce no mundo, com lucro estimado de US$ 500 bilhões anuais é a indústria do crime transnacional?
- Mais de um bilhão de pessoas não têm água potável para beber?
- 500  mil crianças morrem de fome a cada ano?

Isso só prova que a raça humana caminha para a ruína, ruína criada por ela própria.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Capitão América: Guerra Civil - novo trailer

Saiu o novo trailer de Capitão América: Guerra Civil. Fomos presenteados com a aparição do cabeça de teia, em seu novo uniforme.

Após os eventos vistos em ambos os filmes dos "Vingadores", o governo resolve controlar os heróis forçando-os a registrar-se. Tony Stark apoia esta ideia, mas o Capitão América defende a liberdade e a preservação da identidade dos heróis. Essa divergência gera um conflito que ficou famoso nos quadrinhos, onde envolvia todos os heróis da Marvel. Saiba mais clicando aqui. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A Vida é Bela - Uma Lição

Em 1997, surgiu o filme La Vita é Bella, um filme italiano dirigido e protagonizado por Roberto Benigni. Com música de Nicola Piovani, fotografia de Torino Delli Colli, direção de arte e figurino de Danilo Donati e edição de Simona Paggiesta esta obra ganhou o Oscar nas categorias melhor filme estrangeiro, melhor ator protagonista e melhor trilha sonora. Não podemos esquecer a brilhante atuação de Giorgio Cantarini como o menino Giosué. 

Na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, o judeu Guido é enviado a um campo de concentração junto com seu filho Giosué, que é ainda uma criança. Guido é um homem simples, inteligente e bem humorado, que resolve com determinação e amor fazer com que seu filho acredite que eles estão participando de um jogo, evitando que o menino perceba os horrores da guerra e a terrível situação em que se encontram.

Abaixo há um trecho do filme, onde Guido traduz com bom humor ordens estritas dos nazistas, fazendo o menino divertir-se em meio a uma situação tão preocupante. O filme foi aclamado pela crítica, e além do Oscar, recebeu vários prêmios e foi indicado a muitos outros.

Nas palavras dos próprios críticos, "esta história oferece a possibilidade de esperança em face do horror inabalável." 

sábado, 14 de novembro de 2015

Terror em Paris

Mais de cento e vinte mortos, mais de trezentos e cinquenta feridos. Este é o saldo da nova ação terrorista que ocorreu na noite de 13 de novembro em Paris. Ato este que já foi assumido pelo Estado Islâmico. O presidente francês François Hollande, apesar da demora no tempo de resposta, ordenou o fechamento das fronteiras da França, e prometeu "reação implacável" contra os terroristas.

As ações terroristas foram bem planejadas e cronologicamente executadas. Os ataques ocorreram em locais públicos bem movimentados - bares, restaurantes, a casa de shows Bataclan e o estádio Stade de France. Oito terroristas foram mortos, sendo que sete deles detonaram os explosivos que traziam presos em seus próprios corpos antes de serem atingidos pela polícia. 

O presidente sírio teve a audácia de pôr a culpa dos ataques no governo francês, e declarou:

"As políticas equivocadas dos Estados ocidentais, particularmente a França, em relação aos eventos da região (do Oriente Médio), e o apoio de um número de seus aliados aos terroristas são razões que estão por trás da expansão do terrorismo".


O que me preocupa agora é a consequência disso tudo. A França dará uma resposta - e eu concordo plenamente - mas a Síria tem uma "queda", um "carinho" pelos terroristas, e seu presidente atual é apoiado pela Rússia. A Rússia combate o Estado Islâmico, mas não conhecemos as reais intenções do presidente da Síria. A França certamente terá o apoio da Inglaterra e dos EUA, e isso pode ser o princípio de uma guerra mundial com cunho religioso.

Cidadãos comuns, sejam eles de qualquer país, não podem ser alvos de terroristas, de fanáticos, que além de cruéis são covardes, pois matam civis desarmados, pessoas comuns, famílias inocentes, crianças e jovens. O Estado Islâmico merece uma resposta, uma resposta militar, rápida e certeira.