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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

EUA e IRÃ

Antes de considerar o Irã como terrorista, você deve aprender que:

- O Irã é um país e não uma organização;

- O Irã já apoiou grupos terroristas como vingança por atos cometidos por outros países contra sua soberania;

- O Irã tem uma soberania nacional a ser zelada, esta mesma soberania que Bolsonaro fala no caso do Brasil, mas que desconhece seu significado.

Tudo começou em 1953 quando a CIA (EUA) e o MI6 (Reino Unido) fomentaram a operação Ajax, que tinha por objetivo derrubar o primeiro-ministro iraniano Mohamed Mossadeq. Após sua queda, foi colocado em seu lugar o xá Mohamed Reza Pahlevi. O motivo? Mossadeq queria nacionalizar o petróleo, coisa que os EUA não permitiriam, mesmo que isso custasse a vida de muitos inocentes.

QUEM É O TERRORISTA?

Este golpe de Estado fomentado pelos EUA e Reino Unido gerou uma revolta tão grande na população que isso culminou na Revolução Islâmica de 1979, e o poder foi parar nas mãos do líder religioso Ruhollah Musavi Khomeini, que apelidou os EUA de Grande Satã (apelido que cai muito bem).

Houve sequestro de diplomatas americanos, e houve sanções contra o Irã em retaliação. Os presidentes americanos que têm exercido o poder desde então mantiveram estas sanções, e a briga entre Irã e EUA só vem aumentando a cada dia.

Durante a presidência de Obama, houve um acordo entre Irã, EUA, China, Rússia, Reino Unido e Alemanha: o Irã se comprometeu a suspender seu programa nuclear em troca da retirada das sanções econômicas impostas pelos americanos. Os demais países também se comprometeram a reduzir/suspender seus programas nucleares. O acordo vinha funcionando até 2018, quando a besta - digo - Donald Trump decidiu retirar os EUA do acordo, quebrando seu compromisso.


Com a morte do General Soleimani, a crise estourou de vez. O Irã retaliou atacando bases americanas com mísseis. Trump afirmou que não houve baixas, mas quem acredita nele?

Você sabia que durante a guerra Irã x Iraque em 1987, os EUA apoiaram o Iraque, e derrubaram um avião civil iraniano com 290 passageiros, dos quais 66 eram crianças? Quando foi questionado pelo ataque, o comando militar americano afirmou "que derrubou o avião por engano, pensando que fosse um caça". Basta ver a foto de um caça e de um avião de passageiros civil pra ver a gigante diferença que há entre ambos.

QUEM É O TERRORISTA?

Em 2019, o governo francês tentou mediar novo acordo entre EUA e Irã, mas Trump não aceita negociações. Os Estados Unidos têm em sua história diversas intervenções em países menores da América Latina, Ásia, África e Oriente Médio, sempre com interesses econômicos, alegando a velha história do "perigo comunista" (só imbecis ainda caem nessa). 

A CIA sempre fomentou golpes contra líderes populares que representam ameaças aos interesses americanos. Com o avanço da tecnologia e das redes sociais, os EUA têm influenciado o comportamento dos cidadãos mais ignorantes e suas intenções de voto, como fez no Brasil em 2018, colocando Bolsonaro no poder (veja "Privacidade Hackeada" - documentário disponível na Netflix que relata a história da Cambridge Analytica, agência especializada em manipulação de comportamento).

Após conhecer esta parte da história do Irã, conhecer suas causas, seus motivos, eu pergunto novamente: QUEM É O TERRORISTA?

sexta-feira, 20 de março de 2015

LEGO - Protegendo a destruição da natureza?

A gigante do petróleo e da destruição do Ártico, a SHELL, havia fechado um contrato com a LEGO - que divertiu tanta gente com seus incríveis bloquinhos coloridos e bonequinhos divertidos - para tentar limpar sua imagem perante a sociedade. 

Mas os protestos vieram, e vieram fortes e rápidos. Não se pode aceitar que uma empresa extremamente preocupada apenas com o LUCRO use a influência de outra, que marcou tanto a infância das pessoas, para esconder sua irresponsabilidade e crueldade. O vídeo abaixo mostra de maneira clara o real significado desta aliança.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Operação Lava a Jato - Petrobrás

Não vamos contar a "história da operação" porque o que importa é entender o que está ocorrendo, e não apenas saber datas. A Operação Lava a Jato foi deflagrada pela Polícia Federal em março deste ano, e está desmantelando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que já atingiu a cifra de R$ 10 bilhões. Mas tudo começou em Londrina, quando em 2008 o empresário Hermes Freitas Magnus, lesado numa "operação financeira", resolveu abrir o bico e relatar à Procuradoria da República o que estava acontecendo no país. E a PF, numa investigação mais profunda, identificou um grupo especializado em investimentos e desvios clandestinos que mantém a empresa estatal Petrobrás no centro do problema.

O esquema não é coisa nova: superfaturamento de contratos, licitações fraudulentas e pagamento de propina a políticos. E os "clientes" e "favorecidos" do esquema também "trabalham" com tráfico internacional de drogas e contrabando de pedras preciosas.

O chefe do esquema? Alberto Youssef,  o doleiro. E o ex-diretor de refino e abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, também está envolvido, tendo sido responsável pela compra da quebrada Refinaria de Pasadena, no Texas, pagando mais do que ela valia.

Segundo Costa, as diretorias do PT, PMDB e PP recebiam 3% de todos os contratos da Petrobrás, como financiamento de campanha. O ex-diretor afirma que tudo começou em 2006, mas na verdade, a história começa antes, lá em 1983, quando funcionários que passavam em concursos da empresa tinham que aguardar na fila, para que os "apadrinhados" do antigo "ARENA" - que tornou-se depois PDS, e por fim, PFL - assumissem seus cargos primeiro.

Nos tempos do ilustríssimo senhor Fernando Henrique Cardoso, a ordem era acabar com as empresas do sistema, e nos corredores da Petrobrás, assuntos de corrupção, desvio de verbas e desmanche da empresa eram conhecidos por todos, menos pelas autoridades, que estavam orientadas, junto com a mídia, a ignorar os fatos. FHC e PSDB tinham as pessoas certas nos lugares certos, e a ordem era quebrar à força a Petrobrás, pois haviam "investidores americanos" interessados na compra da estatal, e quanto mais rápido quebrasse, mais rápido seria vendida, sendo que o preço seria um no papel, mas outro bem diferente por baixo da bandeira ética do PSDB.

(Angeli)

Voltando aos nossos tempos, o erro de Lula foi não mexer com os "grandes" que habitam a Petrobrás desde muito tempo. Um exemplo é Renato Duque, que a imprensa diz ter sido indicado por José Dirceu. MENTIRA: Renato Duque entrou na Petrobrás em 1978 (!!!) e  há muito tempo já "mostra serviço" na área de corrupção. 

Agora, o próprio governo trás luz aos escândalos, e a PF vem trabalhando cansativamente no desmanche do esquema. Empreiteiros e políticos estão sendo presos e interrogados. Não duvido de que os nomes de Lula e Dilma não venham à baila, mas nessa queda, muita gente vai cair junto.

Saiba mais:



domingo, 6 de abril de 2014

Explicando a Compra da Refinaria de Pasadena

Um dos piores negócios já feitos pela Petrobrás. Assim podemos definir a compra da refinaria no Texas. A engenheira Maria das Graças Foster, ou Graça, como é conhecida, já veio a público várias vezes explicar as perfurações "erradas" e a queda de eficiência da estatal. Agora, veio à tona a compra da refinaria em Pasadena, no Texas, em 2006. 

A estatal comprou 50% da empresa, ficando a outra metade com a belga Astra Oil. A parceria acabou e a Petrobrás comprou a outra metade (cláusula prevista no contrato) por um preço absurdo. Traduzindo, a Petrobrás gastou 1,18 bilhão de dólares, e agora, quando decidiu livrar-se da refinaria velha e desafada, a única proposta recebida foi de 180 milhões de dólares. 

Quando ocorreu a compra, Dilma, que era chefe da Casa Civil, criticou a operação, mas não foi ouvida. Ao contrário, suas críticas foram rechaçadas pelo Conselho da estatal. O caso agora vai para o TCU, mais um objeto de investigação. A Petrobrás não parece ter cometido apenas um erro de gestão, há algo maior por trás disso tudo, pois a negociação foi muito atípica, com concessões feitas à empresa belga que geralmente a Petrobrás não faria. Mais uma conta que foi repassada ao bolso do consumidor brasileiro.


terça-feira, 18 de março de 2014

Atualizando: A Guerra Fria nunca acabou

Kiev. Novembro de 2013. A população vai às ruas para forçar o então presidente ucraniano Viktor Yanukovich a fechar um acordo comercial com a União Europeia - UE, acordo este que vinha sendo negociado há três anos. Mas Viktor deu as costas ao povo e aceitou um pacote - leia-se empréstimo - bilionário da Rússia e um desconto no preço do gás natural
O povo reagiu, ocupando a prefeitura de Kiev. O governo reagiu com violência excessiva, mas a revolta continuou.

(tropas russas se dirigindo às áreas de conflito - foto: Band)


Houve um acordo de paz no fim de fevereiro, que não durou 24 horas. Viktor deixou o país, e um governo pró-UE assumiu. A população se dividiu: ocidente da Ucrânia pró-UE e oriente pró-Rússia. A Rússia não reconheceu tal ato, e o conflito começou. Tropas russas começaram a exercer o controle das áreas afetadas pela revolta.
Na Criméia, que foi transferida para a Ucrânia pela União Soviética em 1954, mais da metade da população se considera de origem russa, e apóia as decisões do Governo Russo. Na verdade, isso reflete o que acontece no resto da Ucrânia, onde há muita gente que apóia a Rússia. É na Criméia que está localizada a sede da poderosa Frota do Mar Negro, que pertence à Rússia.

Aproximadamente 80% das exportações de gás da Rússia para a Europa passa pela Ucrânia. A Rússia fornece um terço do gás que a Europa consome. Uma guerra afetaria o abastecimento. Já a Ucrânia é a terceira maior exportadora de trigo e milho do mundo, produção esta que também sofreria sérios abalos.

Diante da crise, até países como a Suécia e Polônia estão pensando em mudar a política de defesa e reforçar o orçamento militar. Caças americanos pousaram na Lituânia, e Obama ameaça a Rússia com sanções. Vários países ocidentais enviaram pedidos para mediar a crise, mas foram ridicularizados pelo Kremlin. Putin justifica suas ações afirmando que está defendendo a população de origem russa da Criméia, que inclusive fala o idioma russo no dia-a-dia. O Parlamento Regional da Criméia aprovou uma moção em que pede para fazer parte da Rússia. Cidadãos nas ruas afirmam que sentem-se protegidos com as tropas russas que se aproximam, e com os 25 navios enviados ao Mar Negro. 

(marinheiro ucraniano observa navios russos na Criméia - foto: Band)


O primeiro ministro russo diz que teme o ressurgimento da Guerra Fria. Na minha opinião, ela nunca morreu.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Brasil não é autossuficiente

Esse papo de que o Brasil é autossuficiente no quesito petróleo é papo furado. Nós exportamos petróleo bruto e compramos combustíveis refinados, porque não damos conta de refinar todo o petróleo que extraímos aqui. É como se vendêssemos laranja e comprássemos suco... Pra nos tornarmos autossuficientes, precisamos de, no mínimo, mais cinco refinarias.