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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Treehouse of Horror XXIV (Casa da Árvore dos Horrores XXIV), por Guillermo del Toro


A Casa da Árvore dos Horrores XXIV: Uma abertura impressionante criada por Guillermo del Toro, com referências de muitos outros filmes que ele dirigiu, homenageando vários mestres, como Stephen King e Edgar Alan Poe. A Casa da Árvore dos Horrores XXIV foi ao ar nos EUA dia 06 de outubro, mais uma temporada de sucesso de Os Simpsons. 

O corvo do início da abertura parece o corvo de três olhos de Game of Thrones, mas não é;

Soldados do filme coreano R-Point (2004) e do filme inglês Deathwatch (2002) lutando contra zumbis;

A torre do relógio marca 10:04, horário de De Volta para o Futuro (Back to the Future, 1985);

O jaeger Gypsy Danger contra o kaiju Knifehead (Pacific Rim) lutam ao fundo; O ônibus escolar modificado como o da refilmagem de Madrugada dos Mortos (Dawn of Dead, 2004);

Um raio atinge e traz à vida o boneco gigante de Lard Lad Donuts, como os objetos de Comboio do Terror (Maximum Overdrive, 1986), e depois é devorado pelo Chefe Wiggum como o cíclope de Simbad e a Princesa (The 7th Voyage of Sinbad, 1958);

Alfred Hitchcock brinca com Os Pássaros (The Birds, 1963);

Bart escreve o texto do livro de Jack em O Iluminado (The Shining, 1980) enquanto o mestre do horror Stephen King o assusta;

O zelador Willie como Hellboy (2000) luta contra Karl Kroenen; Homer se transforma no monstro vampiro de Blade II (2002) e Carl vira Blade, o Caçador de Vampiros;

A versão original dos Simpsons está enterrada, assim como Godzilla, e abaixo estão o Sr. Burns como o Homem Pálido de Labirinto do Fauno (Pan’s Labirynth, 2006), e Smither como a fada, do mesmo filme;

Maggie está na esteira sentada ante os escaravelhos de Cronos (1993) e o número que aparece na caixa registradora é 666.

Marge é o inseto gigante de Mutação (Mimic, 1997);

Quatro versões de O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, 1925/1943/1962/2004)

Retrado da Maggie com tentáculos da Casa da Árvore do Terror IX (Treehouse of Horror IX);

Bart anda de skate pelos tentáculos do demônio Cthulhu;

Os autores H.P. Lovecraft (criador do Cthulhu), Edgar Allan Poe, Ray Bradbury (e seu Uma Sombra Passou Por Aqui (Illustrated Man, 1969), Richard Matheson (perto do personagem Mathias, do filme A Última Esperança da Terra (The Omega Man, 1971).

Bart e outros personagens são perseguidos pelos famosos monstros da Universal Studios: Frankenstein, Drácula, o Monstro da Lagoa Negra, Lobisomem, a Noiva do Frankenstein, o Homem Invisível, a Múmia e os alienígenas de Guerra entre Planetas (The Island Earth, 1955);

Maggie dirige o Lincoln Continental Mark III customizado do filme O Carro, Máquina do Diabo (The Car, 1977);

Millhouse é devorado pelo peixe mutante de três olhos da primeira temporada de Os Simpsons. A bicicleta parece com a de Os Goonies (The Goonies, 1985);

Rod Serling é segurado pelo robô da série Perdidos no Espaço (Lost In Space, 1965);

A planta Elemental (o Deus da Floresta) do filme Hellboy II (2008) aparece ao fundo;

Um morlock de A Máquina do Tempo (The Time Machine, 1960) surge atrás do Xenomorfo de Alien, O Oitavo Passageiro (Alien, 1979);

Lon Chaney em Londres depois da Meia Noite (London After Midnight, 1927);

Hans Moleman desenha a silhueta de Alfred Hitchcock;

A nave de Kang e Kodos (os alienígenas da série Os Simpsons) bate na nave de Os Primeiros Homens na Lua (First Men in the Moon, 1964);

Ro-Man, o Monstro Robô (Robot Monster, 1953) – (o gorila com um capacete) Alienígenas verdes de Invasion of the Saucer Men (1957), e O Monstro do Ártico (The Thing From Another World, 1951).

A Mosca da Cabeça Branca (The Fly, 1958), filme com Vincent Price;

O exército de esqueletos de Jasão e o Velo de Ouro (Jason and the Argonauts, 1963)

O lagarto monstro de Vinte Milhões de Léguas da Terra (20 Million Miles to Earth, 1957);

Nosferatu, o primeiro vampiro do cinema (1927);

O robô Gort de O Dia Em Que A Terra Parou (The Day the Earth Stood Still, 1951);

Johnny Eck e Schlitzie de Monstros (Freaks, 1932);

A Múmia e o Homem Invisível (novamente)

Daniel Clay de Plano 9 do Espaço Sideral (Plan 9 from Outer Space, 1959) ao lado da Morte;

No sofá Homer é Santi, o fantasma órfão de A Espinha do Diabo (The Devil’s Backbone, 2001);

Lisa cai no buraco do coelho, igual ao filme Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 1951);

O Sapo Hipnótico (Hypnotoad) de Futurama;

A recriação completa do final de Labirinto do Fauno (Pan’s Labyrinth, 2006), com Bart como Pan.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

#365Livros - #Livro289 - UM GATO ENTRE OS POMBOS


Um gato entre os pombos
Agatha Christie

O trabalho de um escritor, mais do que simplesmente escrever, é transmitir sua maneira de pensar, suas ideias, ainda que, muitas vezes, disfarçadas sob histórias de ficção. Não há um escritor que não se inspire em predecessores. Jo Rowling, por exemplo, transborda suas principais inspirações em sua maneira de escrever: Tolkien, Lewis, Dickens e outros mais, são inspirações presentes em seu estilo de escrever, não só e HP mas também em seus romances posteriores. Agatha Christie lia, além de Lewis e Dickens (Tolkien era seu contemporâneo, e LOTR nem existia na época de Agatha), Allan Poe, Doyle, Julio Verne e Alexandre Dumas, além de muitos outros, evidentemente. Sua irmã, Madge, era sua companheira de leitura de histórias de detetive. Essas influências são visíveis em seu trabalho também, o longo caminho percorrido até Agatha criar Hercule Poirot, presente em pelo menos 30 das mais de 80 obras policiais de Agatha.
O estilo policial lógico dedutivo semeado por Poe e regado por Doyle foi colhido por Agatha, independente de seu protagonista, Agatha enfatiza que pensar com lógica é muito mais útil do que sair correndo atrás de pistas. As “células cinzentas” de Poirot viraram um chavão na literatura da escritora, e assim Poitor trabalha, como nas obras dos dois escritores anteriormente citados, resolvendo o que a policia não consegue descobrir. Em Um gato entre os pombos, a policia britânica segue as pistas das jóias despachadas por um príncipe árabe que morre num acidente de avião. As pistas levam a um colégio interno para moças, Meadowbank, onde estuda a noiva e prima do príncipe. Quando mais nenhuma pista leva a lugar nenhum, Poirot entra em cena. E assim como Sherlock Holmes, mostra que a inteligência é maior do que a força do poder.

sábado, 12 de outubro de 2013

#365Livros - #Livro285 - ASSASSINATOS NA RUA MORGUE






Assassinatos na Rua Morgue
Edgar Allan Poe

Edgar Poe nasceu em Boston, em 19 de janeiro de 1809, foi escritor, editor, crítico literário, considerado o primeiro americano a “ganhar a vida” exclusivamente da literatura. Poe ficou órfão de pai e mãe cedo. Freqüentou a Universidade da Virgínia, onde teve uma vida bastante desregrada, para ser simpático. Casou-se em 1835 com Virginia Clemm, sua prima de apenas 13 anos. Em 1847, Virgínia morre de tuberculose. Dois anos depois, Poe é encontrado abandonado e em estado de delírio nas ruas de Baltimore. Quatro dias depois, Poe morre. A causa de sua morte nunca foi esclarecida, e, dada sua vida pregressa, pode ter sido sífilis, raiva, overdose, até tentativa de suicídio.
A genialidade e a contribuição desse gênio grande e louco para a literatura mundial é imensurável. Poe é o pai do terror, criou o terror psicológico – também pode ser chamado de suspense. Sua bibliografia ultrapassa os setenta títulos. Entre eles, Os assassinatos na Rua Morgue. Essa é a obra mãe, que gerou filhos como Sherlock Holmes e Hercule Poirot, os maiores detetives de todos os tempos, além de ter influenciados escritores como o grande H. P. Lovecraft, apenas para citar alguns exemplos. Neste conto de Poe, mãe e filha são violentamente assassinadas, e o Dr. Auguste Dupin – o pai de Sherlock e Poirot – usa sua inteligência e capacidade de observação – características aproveitadas do Doyle e Christie para criar suas histórias – para encontrar o criminoso. O conto traduz tudo que significa a obra de Poe: o terror implícito, que caracteriza o suspense, o terror psicológico, o medo do desconhecido. Poe é o pai desse estilo, e fez escola. Os exemplos acima são apenas alguns, da grande influência desse gênio.