FINALMENTE! Saiu o trailer oficial de Ghost in the Shell - O Vigilante do Amanhã. O mangá japonês genial criado por Masamune Shirow - que virou anime dirigido por Mamoru Oshii nos anos 90 e ganhou vários prêmios - agora ganhou sua versão para o cinema, que será dirigida por Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador). A Major Motoko Kusanagi será interpretada por ninguém menos que Scarlett Johansson. Depois de interpretar personagens como Viúva Negra e Lucy, nada mais justo, no lugar dela só seria aceitável Milla Jovovich.
A história transcorre em 2029, onde Major trabalha para uma organização governamental, e está caçando um hacker conhecido como Mestre das Marionetes, que rouba segredos do Governo e tem a capacidade de manipular a mente das pessoas. Major é a líder do Esquadrão Shell, e teve seu corpo tão modificado que dela restou apenas um "fantasma", uma sombra do que ela era.
A obra é uma referência em ficção científica, e responsável por influenciar vários filmes de sucesso, como Matrix. O filme é esperado há muito tempo, e finalmente a Paramount resolveu nos presentear com uma obra que - pelo trailer - promete ser muito boa.
Infelizmente, a música japonesa está distante do
mainstream brasileiro, o que, muitas vezes, nos afasta de grandes talentos. Garimpando
um pouco, encontramos verdadeiras pérolas. Uma das grandes cantoras da música
japonesa é Rie Fu. A jovem de 31 anos passou um período da infância nos EUA, onde
ganhou inspiração musical, além de aprender a falar inglês fluentemente. Essas características
lapidaram o estilo musical da cantora. Foi em 2004 que lançou seu primeiro
single, Rie Who, mas foi Life Is Like a Boat, também lançada no mesmo ano, que fez sua voz ser amplamente conhecida, quando foi escolhida
como tema do anime Bleach. Trazendo uma característica
marcante da cantora, de mesclar versos em inglês e japonês, a música tem uma
letra profundamente delicada sobre a vida, o vazio que às vezes sentimos, a solidão que dá tanto medo, mas a
esperança de seguir navegando mesmo diante de todas as tempestades. A melodia suave complementa com perfeição a obra
de arte. Uma das canções mais belas que eu já ouvi. Poucas vezes uma canção
falou tão fundo comigo.
(Ao vivo)
(Original)
Nobody knows who I really am I've never felt this empty before And if I ever need someone to come along Who's gonna comfort me and keep me strong?
We are all rowing the boat of fate The waves keep on coming and we can't escape But if we ever get lost on our way The waves will guide you through another day
Tooku de iki wo shiteru Toumei ni natta mitai Kurayami ni omoeta kedo Mekakushi sareteta dake
Inori wo sasagete Atarashii hi wo matsu Azayaka ni hikaru umi Sono hate made ee
Nobody knows who I really am Maybe they just don't give a damn But if I ever need someone to come along I know you will follow me and keep me strong
Hito no kokoro wa utsuri yuku Nukedashitaku naru Tsuki wa mata atarashii shuuki De mune wo terashidasu
And every time I see your face The oceans lead out to my heart You make me wanna strain at the oars And soon I can see the shore
Oh, I can see the shore When will I see the shore?
I want you to know who I really am I never thought I'd feel this way toward you And if you ever need someone to come along I will follow you and keep you strong
Tabi wa mada tsuzuiteku Odayaka na hi mo Tsuki wa mata atarashii shuuki De mune wo terashidasu
Inori wo sasagete Atarashii hi wo matsu Azayaka ni hikaru umi Sono hate made
And everytime I see your face The oceans lead out to my heart You make me wanna strain at the oars And soon I can't see the shore
Unmei no fune wo kogi Nami wa tsugi kara tsugi e to Watashi-tachi wo osou kedo Sore mo suteki na tabi ne Dore mo suteki na tabi ne
(A vida é como um bote)
Ninguém sabe quem eu realmente sou Eu nunca senti este vazio antes E se eu em algum momento necessitar de alguém, que permaneça comigo Quem irá me confortar, e me manter forte?
Nós estamos todos remando o barco do destino As ondas ficam vindo em nossa direção e nós não podemos escapar Mas se nós nos perdermos em nossos caminhos As ondas irão guiá-lo através de um outro dia
Tendo apenas um suspiro distante Parecendo ter crescido transparente Embora eu pudesse ver na escuridão Apenas fui cegada
Ofereça suas preces E espere por um dia novo Para chegar até aquela costa Onde o mar vívido brilha
Ninguém sabe quem eu realmente sou Talvez eles apenas não liguem Mas se eu em algum momento necessitar de alguém que permaneça comigo Eu sei que você me seguiria, e manteria forte
Os corações das pessoas se movem Desejando estar livres A lua acompanha outra vez o barco Em um enfoque novo
E cada vez que eu vejo seu rosto Os oceanos transbordam do meu coração Você me faz querer apressar os remos E em breve, eu poderei ver a costa!
Oh, eu posso ver a costa Quando verei a costa?
Eu quero que você saiba quem eu realmente sou! Eu nunca pensei que me sentiria desta maneira com você E se você, de repente, necessitar de alguém que permaneça com você Eu te seguirei, e te manterei forte
A viagem continua ainda Mesmo em dias calmos A lua ilumina ainda o barco Em um enfoque novo
Ofereça suas preces E espere por um dia novo Para chegar até aquela costa Onde o mar vívido brilha
E cada vez que eu vejo seu rosto Os oceanos transbordam do meu coração Você me faz querer apressar os remos E logo eu posso ver a praia
Continue remando no barco do destino Embora as ondas fluam para o futuro E ameacem nos oprimir Esta viagem é também uma viagem maravilhosa Uma viagem maravilhosa em cada viagem
Encontrei no Youtube esse maravilhoso animecyberpunk criado por Masamune Shirow. Vale a pena conferir essa obra, na qual se basearam sucessos como Matrix.
Ghost in the Shell se passa aproximadamente em 2029, e abrange o tema da fusão do cérebro humano à máquina e ao conhecimento da rede mundial de computadores, o trans-humanismo. A protagonista é a jovem Motoko Kusanagi, da Comissão Nacional Japonesa de Segurança Pública, que possui habilidades sobre-humanas devido ao seu corpo cyborg - cybernetic organism.
O livro de Célia Sakurai diferencia-se dos demais livros que falam sobre o Japão (os quais já são poucos) pelo fato de abordar aspectos culturais e até cotidianos da
sociedade nipônica. Nesta excelente pesquisa, a autora fala sobre a história, a
cultura, o panorama geográfico, os costumes e curiosidades do Japão.
Indispensável para quem deseja conhecer mais sobre o povo japonês, este livro
não é apenas mais um livro acadêmico de história, mas é dirigido a todos, numa linguagem
clara e acessível.
Por um capricho do destino, da natureza, de Deus, seja lá de quem for, Kokura foi salva.
E outra cidade foi condenada.
Encontrando Kokura encoberta por nuvens, o Major Charles W. Sweeney, já com pouco combustível no avião, partiu em direção ao plano B, por sinal, a maior comunidade cristã do Japão.
Na manhã de 9 de Agosto de 1945. Cerca das 07:50 soou um alerta de raide aéreo na cidade, mas o sinal de "tudo limpo" (all clear, em inglês) foi dado às 08:30. Quando apenas dois B-29 foram avistados às 10:53, os japoneses imaginaram que os aviões se encontravam em missão de reconhecimento, e nenhum outro alarme foi dado.
Alguns minutos depois, às 11:00, o B-29 de observação, baptizado de The Great Artiste (em português "O Grande Artista"), pilotado pelo Capitão Frederick C. Bock, largou instrumentação amarrada a três pára-quedas. Esta continha também mensagens para o Professor Ryokichi Sagane, um físico nuclear da Universidade de Tóquio que tinha estudado na Universidade da Califórnia com três dos cientistas responsáveis pelo bombardeamento atómico. Estas mensagens, encorajando Sagane a falar ao público acerca do perigo destas armas de destruição maçica, foram encontradas pelas autoridade militares, mas nunca entregues ao académico.
Às 11:02, uma aberta de última hora nas nuvens sobre a cidade permitiu ao artilheiro do Bockscar, Capitão Kermit Beahan, ter contacto visual com o alvo. A arma Fat Man, recheada com plutónio-239, foi largada sobre o vale industrial da cidade. Explodiu 469 metros sobre o solo, a cerca de meio caminho entre a Mitsubishi Steel and Arms Works (a sul) e a Mitsubishi-Urakami Ordnance Works (a norte), os dois principais alvos na cidade. De acordo com a maior parte das estimativas, cerca de 40.000 dos 240.000 habitantes foram mortos instantaneamente, e entre 25.000 a 60.000 ficaram feridos. No entanto, crê-se que o número total de habitantes mortos poderá ter atingido os 80.000, incluindo aqueles que morreram, nos meses posteriores, devido a envenenamento radiativo.
Um relato japonês do bombardeamento descreveu-a como "um cemitério sem uma única lápide de pé."
Kokura foi salva. Em seu lugar, uma cidade-irmã de Santos, no Brasil, foi condenada.
Era uma manhã como a de hoje. O dia amanheceu ensolarado, agradável e sem ventos, mas às 8h15min, um relâmpago cruzou o céu. O Sol foi ofuscado por uma gigantesca nuvem negra em um surreal formato de cogumelo, tapando todo o céu num espaço de vários quilômetros. Na flama branca de calor e fogo, milhares de seres vivos vaporizaram-se instantaneamente; outros milhares ficaram sofrendo e morrendo lentamente. A mais horrorosa era humana havia começado.
Até 3,5 quilômetros de distancia do centro da explosão, todos os edifícios foram reduzidos a destroços, e os soldados de um destacamento japonês que estivera trabalhando numa colina cavando um abrigo subterrâneo, saíram do interior da terra feridos e estonteados, com sangue a escorrer pelo rosto, costas e peitos. Agora, grandes rajadas de vento sopravam em todas as direções, aumentando e espalhando a onda de radiação, atiçando os incêndios, destruindo o que restava e envenenando mais ainda as pessoas. Uma simples centelha era suficiente para por fogo em um edifício inteiro. Mesmo a quilômetros do epicentro, a explosão cobria pessoas, animais e destroços de cinzas, cinzas de destroços e de pessoas.
Os refugiados, os mais afortunados e os moribundos foram saindo da cidade, cambaleando ou rastejando, procurando abrigo num parque dos arredores. As suas roupas converteram-se em trapos, e a pele das mãos e do rosto, visceralmente queimada, deixara-os em carne viva. Quase todos estavam mortalmente feridos, não parando de vomitar ou soltar gemidos e gritos de dor angustiantes. No parque, cerca de vinte soldados, talvez membros de uma unidade aérea, estavam deitados no chão, imóveis, simbolizando o horror. Haviam olhado para o céu no momento da explosão, e agora, caídos, continuavam olhando para cima, com os olhos vazios. Estavam mortos. Soldados que tentavam salvar as pessoas agarravam mãos e pés de debaixo dos escombros, mas na maioria das vezes viam apenas corpos despedaçando-se em suas mãos.
Os que tiveram a sorte ou o azar de sobreviver arrastavam-se como cobras semimortas pelo parque, morrendo em grupos compactos entre arbustos. Então começou a chover pesadamente, uma chuva de radiação, veneno, poluição, uma água viperina e traiçoeira, e um vento terrível soprou assustadoramente por toda a região uma tempestade de força devastadora. Arvores enormes foram arrancadas pela raiz, as mais frágeis voavam como folhas de papel. O apocalipse era real e total.
O horror durou todo dia e toda noite, e ainda o dia seguinte. A cidade, que às 8h14min da manhã, abrigava 245 mil pessoas, convertera-se, às 8h15min da manhã num intolerável necrotério para 100 mil mortos e desaparecidos, afora os moribundos. Das fumegantes ruínas, outros 100 mil haviam fugido, a maior parte levando consigo as sementes da morte prematura da radiação, do câncer, da leucemia. A era atômica nasceu ás custas da humanidade.
Essa foi sua origem, no mais verdadeiro dos sentidos, pois as bombas atômicas de 1945 foram as mais rudimentares e elementares de todas as armas da nova era da ciência nuclear. As bombas da segunda guerra mundial, as que devastaram Londres, Roterdã, Hamburgo e Berlim, tinham apenas 2000 libras de poder explosivo. A bomba atômica de 6 de agosto explodiu com a agressiva força de 20 mil toneladas de TNT. Hoje, porem, essa bomba é insignificante se comparada com bombas que podem destruir instantaneamente uma cidade do tamanho de Los Angeles. São insignificantes, da mesma forma que as bombas da segunda guerra tornaram-se insignificantes perto do horror visto pelo povo do Japão.
A tristeza tem um nome hoje.
Hiroshima.
(Fonte: O estado militarista, Fred Cook, adaptado)