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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Marcha para... Jesus?

A marcha para Jesus surgiu em 1987 em Londres, no Reino Unido, organizada pelo pastor Roger Forster e em 1990 já havia se espalhado por vários países. Não vou me aprofundar muito na história da primeira marcha para Jesus porque na verdade não importa mais, seu sentido foi totalmente deturpado.

A primeira marcha para Jesus no Brasil foi em 1993, organizada pela igreja Renascer em Cristo, comandada por Estevam Hernandes, sim, ele mesmo, o que foi condenado juntamente com sua esposa, a "bispa" Sonia, devido à sujeira e corrupção cometida pela dupla.

Já dá pra ver que tipo de "Marcha para Jesus" que seria a nossa, a brasileira. As grandes igrejas evangélicas têm se sujado na lama do dinheiro arrancado dos fiéis, da lavagem cerebral e da corrupção. Pastores morando em apartamentos de luxo, andando por aí com seus carrões, enquanto os fiéis deixam de comprar um litro de leite pra entregar a oferta na igreja.

Atualmente, temos na política algumas bancadas que atrapalham o desenvolvimento da nação e estão no Congresso e/ou Senado apenas por interesses próprios, forçando leis que beneficiam seus interesses. Uma destas bancadas é a bancada evangélica, sustentada por pastores sem ética nem moral, que apregoam uma falsa cristianização da Nação, iludindo os membros de suas igrejas, que são pobres ovelhas cegas e manipuladas.


São estes "evangélicos" -  que pregam Cristo sem ter o amor de Cristo no coração - que apoiaram e apoiam homens como Bolsonaro, que defendem a violência e a posse de armas, oprimem as minorias querendo subjugá-las, não entendem que a democracia é para o interesse e defesa das minorias, e não apoiam quem se importa com os mais pobres - como Jesus se importou quando esteve neste mundo.

E na marcha para Jesus deste ano, lá estava Bolsonaro, com toda sua hipocrisia, defendendo a frase "bendita é a Nação cujo Deus é o Senhor". Bolsonaro sabe exatamente o que está fazendo. A bancada evangélica sabe exatamente o que está fazendo. O povo é que não sabe, e continua sendo gado marcado. Se há um Deus, ele vai tratar um dia com estes homens que estão no poder, usando a Bíblia para justificar seus crimes. 

"E disse Jesus aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!" (Lucas 17:1)

quarta-feira, 13 de março de 2019

Suzano

O massacre de Suzano. Estamos importando o que há de pior dos EUA? Que influências são essas? Parece que todo tipo de calamidade segue o Brasil este ano. "O mal nunca vem sozinho", já dizia minha avó.

Quando vamos aceitar que a segurança deve ser exercida pelo Estado, e que as armas devem ter um controle rigoroso por parte do Estado?

Você acredita mesmo que se todos tiverem acesso a uma arma, a situação vai melhorar? O cidadão não deve ser responsável por sua própria segurança. O Estado deve priorizar a paz em seu território, para que não tenhamos medo dos bandidos e dos "cidadãos de bem" que, por terem uma arma na cintura, acreditam que podem e devem ter razão em qualquer situação.

Que o povo ignorante possa ser esclarecido a respeito deste assunto, que ainda tenhamos esperança, e que nossos filhos possam estudar sem medo.

PAZ...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Mais um Silva

Difícil acreditar que um dia eu pararia para assistir o programa da Regina Casé. Mais difícil imaginar que eu pararia para escrever sobre isso. A morte é algo que nos paralisa, e quando a morte vem aliada a violência e a nossa impotência para agir, além de nos paralisar, nos entristece e nos revolta. O dançarino Douglas Rafael Pereira da Silva, conhecido como DG, foi assassinado no morro do Pavão Pavãozinho. Quase que identicamente à morte que ele viveu num curta metragem chamado Made in Brazil.

O DG era mais um Silva. Quando a Regina Casé perguntou à plateia quem era Silva, instintivamente eu quase levantei a mão. O Sérgio é quase um Silva também, porque sua mãe era Silva. Sua filha podia ser Silva. A morte desse rapaz ganhou a repercussão que ganhou pela sua fama, mas infelizmente é mais uma morte, como tantas nesse país, nos morros, nas favelas, nas cidades grandes e pequenas. Não são casos isolado, a morte dele não e mais ou menos triste do que tantas e tantas outras. A morte desse moço é mais uma tragédia, e ao mesmo tempo é única, como todas as outras, porque tragédia é sempre tragédia, morte é sempre morte, e violência é sempre violência. A mãe dele é mais uma mãe enterrando o filho morto pela violência do Brasil, a filhinha dele é mais uma criança a crescer sem pai. Imagina você perder seu filho, imagina você perder seu pai ou sua mãe, ou qualquer ente querido seu. Imagina você, pai de família, ver sua família destruida por uma bala, uma briga, uma injustiça que nos cala e nos prende, e nos revolta. Até quando vamos ver essa violência destravada nesse país sem pulso, essa violência que é somente um reflexo de um país sem freio, sem prioridades, de um país corrupto, até quando? E não adianta insistir em criticar somente políticos, a polícia, qualquer coisa, e não fazermos a nosso parte, educarmos nossos filhos, educarmos para o bem e a paz, educarmos para a justiça, exercermos nossa cidadania na frente da urna, nas ruas, em toda parte.

Esse rapaz é mais uma vítima, mais um de muitos sem nome, sem rosto. Mais um, como Joel Linhares da Costa, meu tio, assassinado aos 26 anos na saída de um baile Aqui, no interior de SC. Isso foi há 28 anos. O tempo passou e é difícil alguém que não conheça alguém que foi vítima da violência. 

Segundo site da revista Época (http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/os-25-paises-mais-violentos-do-mundo-brasil-e-o-18o), o Brasil é o 16° país mais violento do mundo. A maioria dos demais são nossos vizinhos da América Latina. E não é só arma de fogo que mata e agride. No dia 12 de abril, na cidade de Rio do Sul, a lageana Maristela Stringhini foi arrastada por 800 metros por um carro dirigido por uma criatura que eu não posso qualificar aqui. Maristela sobreviveu por um milagre, teve os seios mutilados e as mãos e braços queimados. Por causa de uma briga de transito. Maristela também é mais uma pessoa que foi arrastada por carros, algo que parece estar virando moda nesse país.

DG, Maristela, Joel, tantos e tantos e tantos outros. Temos medo de sair de casa, de viajar, e sermos assaltados, tenho medo de ver a pessoa que eu amo, que é bancário, ser assaltado em seu trabalho, ou coisa pior. Até quando seremos reféns do nosso país, da nossa sociedade, até quando?






UPDATE: após editar essa matéria, obtive uma informação contundente a respeito de certas ações do rapaz Douglas. Não muda o fato de que a violência é gritante em nosso país, não muda nenhuma das queixas que expus acima. Mas vamos averiguar esses fatos a respeito do rapaz assassinado, e me comprometo a trazer em breve essas informações aqui.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

#365Livros - #Livro182 - LARANJA MECÂNICA





Laranja Mecânica
Anthony Burgess

Famosa pela adaptação de Stanley Kubrick para o cinema, Laranja Mecânica é um clássico da literatura realista-fatalista. Alex e sua gangue perpetuam a violência: batem, estupram, sem medo e sem peso na consciência. Quando preso, Alex é tirado como cobaia de um tratamento de choque behaviorista contra a violência, no qual seu comportamento é condicionado ao que ele mesmo fazia, ou seja, Alex é confrontado a mesma violência que ele próprio provocava, e isso lhe causa o efeito que ele também provocava. Assim, com a violência combatida com violência, e amparada pelo governo, Alex se regenera. Seu titulo é baseado numa expressão anglo-saxã: as queer as a clorkwork orange. Laranja mecânica é uma crítica de Burgess à sua sociedade, ao seu tempo, ao próprio comportamento condicionado. Não é a overdose de violência de Kubrick, mas também é violento, também é a demonstração clara de que a violência é algo implícito da sociedade, algo que, a meu ver, consuma um ciclo vicioso do mundo em que vivemos, das pessoas, um caminho, a despeito do fim do livro, sem saída. Tal qual 1984, é um clássico social.

domingo, 30 de outubro de 2011

Faca na Caveira!

Republicando a notícia de Wesley Oliveira de Barros:

"A casa caiu!!!

Resolveram assaltar logo um Policial Civil do D.O.E (Departamento de Operações Especiais) na Caixa Econômica no SIA trecho 2/3 (Brasília), renderam o policial sem saber quem ele era e levaram a grana dele que estava em uma mochila. Quando iam fugir em uma moto roubada levaram bala até dizer chega. Dois foram mortos na hora e o que ficou vivo levou tiro de .40 nos dois braços. Agora só falta aparecer um jornalista idiota afirmando que os "meninos" não deviam ser tratados assim, ou alguém dos "direitos humanos para vagabundos" dizendo que a sociedade deveria fazer algo por esses "meninos"... Bandido tem de ser tratado assim... "COM TODO CARINHO".
Graças a Deus, tem Policias Competentes em nosso pais!"


sábado, 5 de março de 2011

Quando a liberdade de imprensa vira abuso de imprensa

Nesta primeira semana do mês de março de 2011, a menina Lavínia, de 6 anos, foi assassinada no Rio de Janeiro pela amante de seu pai. Mais um crime amaciado pelo risível código penal brasileiro, pois uma psicopata não tema menor condição de viver em sociedade. Deveria no mínimo passar o resto da vida na cadeia. Da mesma forma, mais uma vez a imprensa faz seu papel de “alarmadora” e “espalhadora” de pânico e sensacionalismo. O “caso Lavínia”, o “caso Isabela”, o “caso Bruno”, são todos frutos não de assassinos, mas da imprensa. Sim, a imprensa faz questão de distorcer sua função primordial, de informar com imparcialidade inquestionável, transformando-se em mais um veículo de entretenimento barato.
Digo isso porque vi, nesta manhã de sexta feira, 4 de março, um familiar de Lavínia no lastimável programa de Ana Maria Braga, na emissora dona do Acre. E, da mesma forma, daqui pra frente nossas televisões, sejam em qual emissora estiverem, verão uma enxurrada de “caso Lavínia” para todos os lados. Isso ajuda? Não! A imprensa SEMPRE atrapalha investigações policiais. Isso informa? NÃO! Chega um ponto em que qualquer pessoa de bom senso se cansa de ver violência a todo instante em seu televisor, em qualquer canal que sintonize. O grande problema são exatamente as pessoas desprovidas desse bom senso, que tem uma atração natural pela desgraça dos outros. Não estão nem um pouco interessadas se o código penal brasileiro é justo ou não, elas querem ter a visão do escândalo, da tristeza alheia, por que o ser humano é cruel por genética. A família não tem culpa dessa exposição, afinal está desesperada, clama por justiça, e apela, com razão, para essa camuflagem de preocupação social da imprensa geral. Estão preocupados sim com seu bolso! Com a audiência, apelando para esse senso de desgraça implícito no ser humano, e mais intensamente ainda no brasileiro. É uma pena que a imprensa, que desenvolvida corretamente, poderia ser uma arma do povo, uma voz do cidadão, mas acaba virando uma janela indiscreta aberta para todos os lados. Da mesma forma, esse povo que deveria unir-se, na internet, nas ruas, na própria imprensa, exigindo medidas realmente práticas, como a mudança ampla e urgente do código penal do Brasil, contenta-se em fazer manifestações que só causam barulho, ou pior, assistir, esparramado no seu sofá, mais uma inundação de informação inútil, para alimentar suas conversas ignorantes e patéticas com parentes e vizinhos. De fato, um país que incentiva o pior do ser humano não vai para frente mesmo.