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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Pokémon Go - Tudo que é demais...

Tentei, mas não consegui deixar de dar minha opinião sobre a febre do momento: Pokémon Go. Como sempre, a novidade criou polêmica e dividiu a opinião na internet. Muita gente criticando, afirmando que essa caça aos pokémons é para desocupado, muita gente defendendo, os famosos e influentes da internet postando suas defesas bem escritas a favor dos adoráveis bichinhos.

Ouvi depoimentos de avós que afirmam ter agora um motivo para sair com seus netos e se divertir. Li textos sobre pessoas depressivas que agora encontraram um motivo para viver. Assisti entrevistas sobre doentes em hospitais que agora caminham pelos corredores e pátios em busca de pokémons, pessoas com vida sedentária que agora suam como atletas olímpicos atrás de bichinhos imaginários, tudo isso muito bonito. 

Mas.

Isso mesmo, esse "mas" é tão sério que merece um parágrafo só para ele. Uma avó ou um avô que precisa de pokémons para ter um motivo para sair com seus netos não é um avô ou avó de verdade, não se dedica aos seus netos com amor. Isso vale também para os pais. Um "depressivo" que por causa de um simples pikachu está tendo um novo motivo para viver não estava realmente depressivo. A depressão não se cura com pokémons. Enfermeiros que arrastam doentes pelos corredores de hospitais por causa dos pokémons deveriam também se dedicar a conversar com os pacientes, ler um bom livro para eles, levá-los a caminhar pelo hospital, cantar com eles. Será que faziam isso antes da febre pokémon? Duvido!

Tudo que é demais é prejudicial (inclusive facebook e outras redes). Eu, por exemplo, gosto de ler. Gosto muito. mas se deixar de cuidar de minha filha, se deixar minhas responsabilidades de lado e apenas ficar em um sofá lendo, isso deixa de ser um bom hábito e torna-se um maldito vício. A menina corre a cidade inteira atrás de pokémons enquanto sua mãe - quem sabe idosa, ou sem tempo, ou doente - limpa a casa e lava a louça. O menino corre quarteirões caçando pokémons, mas não sabe quanto é três vezes sete, e nunca leu um bom livro. Isso é saudável? Não, não é.

Ainda me falam de interação social... eu mesmo sou antissocial, mas que tal tomar um café e rir com os amigos (verdadeiros), desligar todas as telas possíveis e abrir a mente, falar de coisas mais simples e sinceras. Que tal um almoço em família seguido de um jogo de tabuleiro? Que tal adotar um pobre animal de rua, em vez de caçar monstrinhos virtuais por aí?

Se sou antiquado, se sou alienado, se sou chato, tudo bem, entendo vocês. Mas prefiro ser alienado a ser obrigado a viver essas "modinhas" que o ser humano cria apenas para parecer "atual".

P.S. O valor de mercado da Nintendo passou de sete milhões para quinhentos milhões de dólares desde o lançamento do jogo. O aplicativo tem acesso a TODOS OS DADOS DE LOCALIZAÇÃO DE SEUS USUÁRIOS, e isso é um problema.

Vamos caçar pokémons?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Uso de Redes Sociais nas Empresas - Christian Barbosa

"As redes sociais entraram para ficar na vida das pessoas e das empresas, e isso obviamente afetou o nosso tempo de alguma forma. Se usar bem essas ferramentas, você pode aproveitar dos benefícios, agora se usar mal, vai conseguir mais um ladrão de tempo para você se perder na sua rotina.
Muitas empresas me questionam se devem ou não liberar o acesso às redes sociais na empresa, e digo que deve ser proibido apenas se sua empresa revista os funcionários e proíbe a entrada de celular. Caso contrário, tem de estar liberado! Rede social é parte da vida e do tempo de todo mundo, ajuda a impulsionar muitos negócios, gera networking, contrata pessoas, busca informações, ajuda a pessoa a relaxar, a se comunicar, etc."

Christian Barbosa
Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade. É fundador da Triad Consulting, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Dá treinamento e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. É Facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/ONU-Empretec e autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em reunião e Mais tempo mais dinheiro. www.triadps.com e www.maistempo.com.br

sábado, 31 de outubro de 2009

Há Uma Vida Virtual?


Há Uma Vida Virtual?

Andamos às voltas com novas tecnologias que surgem todos os dias, facilitando (?) nossas vidas, encurtando (?) distâncias, aproximando (?) pessoas. Apesar de toda a correria e frenesi não conseguimos nos atualizar, não conseguimos acompanhar o mundo em sua revolução tecnológica, não conseguimos receber e assimilar tanta informação. No trabalho somos uma combinação de números no sistema de gestão de pessoal, na escola ou faculdade somos uma pasta de arquivos cheia de notas e avaliações no note book do professor, no banco somos uma seqüência numérica em um cartão magnético. Perdemos nossa personalidade?
Vivemos dependentes de ipods, iphones, celulares, palm tops, note books e tanta coisa mais... Escrever sobre isso num blog soa irônico, mas afinal, como atingir as massas? Temos várias ferramentas à mão: blogs, podcasts, webcasts, fóruns, chats, conferências on-line e muito mais, e como se isso não bastasse, apelamos para uma segunda vida, uma vida virtual (quem sabe assim poderemos atingir o objetivo maior da humanidade que é ser feliz?). A humanidade está mudando, evoluindo, caminhando, mas para onde? Estamos conectados a milhares de pessoas e ao mesmo tempo sozinhos trancados em um quarto, sentados em frente ao computador. Temos vários seguidores no twitter e vários amigos em nossas redes sociais, mas não conhecemos o vizinho do apartamento ao lado. Temos alguém pra ficar ao nosso lado quando parte de nossa vida real desaba? É algo pra se pensar...

“Ali vai um ser humano, solitário entre milhões de outros seres humanos.”