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domingo, 30 de março de 2014

O que aconteceu com o avião desaparecido da Malaysia Airlines?

(essa postagem é dedicada ao Sérgio, que faz aniversário hoje, sei que ele não liga para isso, e talvez até fique bravo comigo, mas esse dia é muito importante para mim. Feliz aniversário Sérgio, você é muito especial.)

Não podemos deixar passar em branco um dos maiores mistérios da história moderna, que há algumas semanas vem instigando o mundo todo. O desaparecimento do avião da Malaysia Airlines completa três semanas com muitas perguntas, nenhuma certeza, mas algumas análises bem pessimistas.

(http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/03/teorias-tentam-explicar-mudanca-de-rota-e-fim-da-comunicacao-do-mh370.html)


Os fatos

Em 8 de março de 2014 um boeing 777-200 decolou às 0h41, hora local, 13h41 de 7 de março, hora de Brasília, da capital da Malásia, Kuala Lumpur. Levava 239 pessoas. Às 1h30 houve o último contato com a torre. Esses são os fatos. Só esses, porque, diante de tanto desencontro de informações, eu não acredito em mais nada que a empresa e o governo malaio possam falar.

Os disparates

(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140326_mh370_dez_questoes_fn.shtml) 


Ao longo das semanas, especulações, teorias, desculpas, falta de organização - proposital, eu diria - de autoridades, permearam as vidas dos familiares das 239 pessoas que estavam no voo. No dia 24, o premiê da Malásia afirmou, diante de nenhum destroço, que o avião caiu no Oceano Índico, e que ninguém sobreviveu. Eu não vou me abalar a comentar esse disparate. Nenhum corpo, dezenas de objetos encontrados oceano adentro, Pacífico e Índico, nenhum confirmado de pertencer ao Boeing, e um primeiro ministro tem a cara de pau de afirmar que um avião caiu no oceano, sem destroços, e, sem corpos, dizer que ninguém sobreviveu?

As perguntas e as teorias

Diante dos rastros encontrados ao longo das semanas - vestígios no radar, por exemplo - algumas perguntas foram formuladas? Porque o avião saiu da rota? Porque não se tomou nenhuma medida quando se percebeu que o transponder foi desligado? Porque caças militares não estão participando ativamente das buscas? - e, aqui, eu digo, porque a maior potência do mundo está tão atenta olhando apenas para a Crimeia e quase ignorando o desaparecimento do avião? Muito conveniente a situação da Crimeia, a propósito. Além disso, porque os celulares dos passageiros tocam e depois a ligação cai? Familiares e autoridades tentaram ligar para os celulares dos passageiros e foi isso que ocorreu. Algumas pessoas em comentários nos sites disseram que isso ocorre porque é o tempo que a operadora leva para localizar a linha, independente desta estar ativa ou não. Não sei se essa informação é correta, sei que é mais um ponto para se pensar sobre esse "acidente" Esse artigo da BBC em português é bastante amplo a respeito dessas questões. Em frente a todas elas, teorias sobre o acidente é o que mais apareceram.

Descontando a hipótese de intervenção alienígena - que nenhum site de respeito se abala a falar, mas é possível, afinal, onde esta a prova de que vida inteligente fora da Terra não existe? - algumas teorias são bastante significativas. Uma das mais comentadas na semana anterior é a publicada no site Business Insider, que falava que um pneu poderia ter estourado e a fumaça contaminado a cabine, matando os pilotos e deixando a aeronave a própria sorte. O que mais rebate tal teoria é que, se isso ocorresse, a fumaça também atingiria os passageiros, que poderiam tomar alguma providência, além do fato de que a fumaça acionaria as máquinas da cabine.

Pode também, ter ocorrido uma pane elétrica, que desligaria o transponder. A hipótese de sequestro, ato terrorista, seja por passageiros ou pilotos não pode ser descarta, embora, no caso de sequestro ou ato terrorista, alguém já teria entrado em contato com o governo malaio, ou algum grupo terrorista já teria assumido a autoria do atentado, afinal, esse é o objetivo desses grupos, mostrar aos quatro cantos do mundo seus atos de terror.

Uma explosão no ar ou suicídio dos pilotos também são teorias validas, por mais estranhas que possam ser. O site G1 explana essas teorias, e mais um artigo da BBC trás algumas teorias, com lugares onde o avião possa estar, e algumas bem interessantes, como a de que o avião está pousado em algum lugar e será usado em um ataque terrorista, o que absolutamente assustador só de pensar, mas, sim, e possível!

O que é fato é que nenhuma dessas páginas de grandes portais fala que esse avião pode ter sido abatido, seja por engano ou propositalmente, não sei qual das duas é pior. Basta pensar um pouco: porque tanta desorganização das autoridades? Como, meu bom Deus, um boeing de mais de 100 toneladas desaparece, e ninguém sabe onde foi? Mais uma vez: porque os EUA não estão nem aí para esse avião? É porque não havia um americano sequer nele, ou porque é conveniente que esse avião não apareça? Repito, não importa o que o governo malaio diga, não importa mais que esses destroços apareçam, que as vítimas apareçam, se essa aeronave foi abatida, provas podem ser plantadas da maneira que quiserem. É massa de manobra, assim como o caso da Crimeia. A própria imprensa é cada vez mais evasiva ao falar do caso. Todas essas teorias, o comportamento das autoridades, tudo, só leva a crer duas coisas: ou realmente as autoridades não tem a mínima ideia do que aconteceu com o boeing, ou, ao contrário, eles sabem exatamente o que aconteceu.

domingo, 28 de agosto de 2011

Saint-Exupéry

Antoine Jean Baptiste Marie Roger Foscolombe de Saint-Exupéry foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial. Terceiro filho do Conde jean Saint-Exupéry e da Condessa Marie Foscolombe, nasceu em Lyon em 29 de junho de 1900 e morreu no Mar Mediterrâneo em 31 de julho de 1944.

Estudou no colégio jesuíta de Notre-Dame de Saint-Croix, em Mans, de 1909 a 1914. Transferiu-se com seu irmão para o colégio dos Maristas em Friburgo, na Suíça, onde ficou até 1917. Em abril de 1921 Antoine ingressou para o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo. Em 1922 torna-se piloto militar e subtenente da reserva. Após quase 25 meses na América do Norte trabalhando como piloto civil, retornou à Europa para voar pela França. Entrou em depressão e começou a beber muito quando Charles de Gaulle o acusou publicamente de estar apoiando a Alemanha.

Foi dado a Saint-Exupéry um último trabalho. Ele deveria coletar informações sobre a movimentação das tropas alemãs em torno do Vale do Rhone antes da invasão aliada do sul da França, a Operação Dragão. Ele decolou na noite de 31 de julho de 1944 de uma base aérea na Córsega e não retornou. Vários dias depois um corpo não identificado usando cores francesas foi encontrado a leste do arquipélago Frioul, sul de Marselha e sepultado em Carqueiranne em setembro.

O alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos tiros que derrubaram o avião de Saint-Exupéry. Os destroços do avião só foram encontrados em 2004 na costa de Marselha.

Sua principal obra, O Pequeno Príncipe, de 1943, foi escrito nos EUA durante seu exílio. Seus personagens são cheios de simbolismo: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa... O pequeno príncipe vivia sozinho num pequeno planeta todo seu. Cuidava de uma rosa de extrema beleza, porem o orgulho da rosa arruinou a tranquilidade do seu pequeno mundo e fez com que o Pequeno Príncipe começasse uma viagem que o trouxe à Terra. Aqui, ele entrou em contato com diversas personagens e começou a repensar o que é realmente importante na vida: Nos tornamos adultos, mas não devemos nos entregar às preocupações diárias e nos esquecermos da criança que realmente somos.


Livros:

  • O Aviador – 1926
  • Correios do Sul – 1929
  • Voo Noturno – 1931
  • Terra dos Homens – 1939
  • Piloto de Guerra -1942
  • O Pequeno Príncipe – 1943 
  • Carta a um Refém – 1943/1944




              “A perfeição não é alcançada quando não há mais nada a ser incluído, mas sim, quando não há mais nada a ser retirado.” (Saint-Exupéry)

              “Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa só. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso.” (Saint-Exupéry)

              Leiam  O Pequeno Príncipe. Eu já li. O livro é pequeno, é simples, mas toca em nossa alma. Mexe no nosso íntimo. Nos faz pensar. É uma ótima opção de leitura.






              segunda-feira, 20 de junho de 2011

              Voando alto

              Envolta numa esfera de sofisticação, a profissão de comissário de bordo é ansiada por muitos jovens que vêm na carreira a possibilidade de conhecer o mundo, e recebendo por isso. Outra facilidade são os poucos quesitos para ingressar nesse cargo: idade a partir de 18 anos, ensino médio completo e ser aprovado no curso de formação, promovido por escolas homologadas pela Agencia Nacional de Aviação Civil – Anac. Depois do curso, os candidatos podem fazer a prova oficial para tirar a licença de comissário. Depois de ter este documento em mãos, é hora de buscar as vagas nas companhias aéreas. Ao longo deste processo, porém, os candidatos percebem que há bem pouco glamour nessa carreira.
              O curso todo de formação custa cerca de 2000 reais, e tem carga horária de 138 horas de aulas teóricas. A parte prática, de sobrevivência na selva, custa 350 reais e simula os possíveis desafios encontrados em caso de acidente. O dia de treinamento em uma chácara em Juquitiba, interior de SP, é agressivo: 14 horas de exercício, situações extremas e muita pressão. “Eu não vim aqui para fazer amigos”, grita o policial militar Everaldo, instrutor do curso.
              Apenas com água, sal e açúcar na mochila, os aspirantes a comissários aprendem noções básicas de armadilhas contra animais, primeiros socorros, como obter água e fazer fogueira, entre outras práticas peculiares. “Foi a pior coisa para mim até agora, mas vale a pena o esforço para ser comissária”, disse Franciele, 23 anos, a quem coube a ingrata tarefa de degolar uma galinha e beber seu sangue. A justificativa para o molde militar do treino é simples. “Comissários devem saber gerenciar crises, desde a queda do café na roupa de um passageiro até a sobrevivência no meio da mata”, explica Cardoso, outro instrutor da Policia Militar.
              Entre 217 alunos de 18 a 35 anos que tentam concluir o curso de formação de comissários e participam do dia de treino na mata, 80% são mulheres, na maioria das classes B, C e D. Segundo o Centro Educacional de Aviação do Brasil (Ceab) pelo menos 50% dos alunos terão emprego garantido. “Não existe um perfil preferencial das companhias, mas a apresentação pessoal conta muito. Normalmente pedem altura mínima (1,58 para mulheres e 1,65 para homens) e peso proporcional à altura”, diz Salmeron Cardoso, diretor do centro educacional e ex-comissário da Varig.
              No Brasil, o piso salarial dos comissários é de cerca de 1300 reais, mas o salário médio da categoria é de 2500 reais, segundo o Ceab. De acordo com Sérgio Dias, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, a demanda por novos comissários tem aumentado. “Percebemos um déficit nos últimos anos. Agora as empresas voltaram a contratar”, explica ele. Somente em 2010, 2098 licenças de comissário foram autorizadas e emitidas pela Anac. Ao todo, o país tem cerca de 8 mil profissionais da área em dia com as exigências da agencia reguladora.
              A jornada dos comissários no Brasil e de 9h30 por dia de voo, com limite de 5 pousos – por mês a carga máxima é de 85 horas de trabalho. Ainda este ano, porem, as companhias aéreas querem aumentar o encargo da tripulação (comissários e pilotos) para 110 horas por mês, o que vem gerando polemica no setor. A nova jornada é defendida pelas empresas como uma das saídas para aumentar a produtividade e evitar problemas de cancelamentos e atrasos nos aeroportos. Para o diretor do Sindicato dos Aeronautas, a medida é “absurda”. “Essa ideia está indo na contramão do mundo. A sobrecarga da tripulação não vai resolver os problemas de cancelamento de vôos e só vai servir para aumentar a chance de ocorrerem acidentes”, diz Dias. A proposta na mudança da lei deve ser encaminhada pelas companhias ao Congresso Nacional.
              A maioria dos candidatos a comissários busca a profissão pelo suposto status. Gregory da Silva, 23 anos, deixou um emprego com salário de 800 reais para se dedicar ao curso. “Fui mecânico de aviões e sempre via meus colegas comissários arrumados, ganhando mais e conhecendo vários lugares. Então pensei: porque não eu? E ainda pretendo ser comandante”, afirma.
              No final do árduo dia de tarefas na floresta, imundos e famintos, os aspirantes a comissários ainda têm que apagar chamas de 2 metros de altura, encarar um labirinto de fumaça e mergulhar numa piscina gelada. Quem não participar das atividades ou quebrar alguma regra – como comer escondido – é reprovado. Mas na luta por realizar o sonho de trabalhar nas alturas, ninguém parece disposto a desistir. No fim do treinamento em Juquitiba, somente uma pessoa não passou.

              (Fonte: Folha Universal, edição 996, adaptado)