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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ebola - o Perigo da Epidemia Mundial

A OMS afirmou que o surto de Ebola que está assolando a África Ocidental vai precisar de meses de vigilância internacional. A Nigéria é o terceiro país a declarar estado de emergência por causa do vírus, depois de Serra Leoa e Libéria.

O surto teve início em dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, região de fronteira entre Libéria e Serra Leoa, e até agora, o problema tem crescido de maneira que a OMS não tem como controlar. A mobilidade internacional é o maior problema.

O médico Kent Brantly, americano que trabalhava no Oeste da Africa, foi infectado, mas já apresenta melhoras.
A missionária congolesa Chantal Pascaline, que trabalhava na Libéria, contraiu o vírus e veio a falecer no sábado, dia 09 de agosto, no Hospital São José de Monróvia.

Nas duas últimas semanas, a Organização Médicos sem Fronteiras (MSF) já tratou mais de 70 pessoas no leste de Serra Leoa, mas a preocupação são os casos escondidos, e a organização espera a conscientização da população, para que haja possibilidade de controlar o problema.



A doença, conhecida como Febre Hemorrágica Ebola, é provocada pelo vírus Ebola (nome de um rio na República Democrática do Congo), e seus sintomas tem início aproximadamente duas semanas após a infecção: febre, dores musculares, dores na garganta e cabeça, náuseas, vômitos, diarreia, insuficiência hepática e renal. Em fase mais avançada, também é possível haver casos de hemorragia.

A propagação se dá quando uma pessoa entra em contato com o sangue ou fluidos corporais de outro ser humano ou animal infectado, como os macacos ou morcegos. Não existe tratamento específico, e a doença possui elevada taxa de mortalidade – 90%.

A única forma de prevenção é a higiene pessoal e evitar o contato com secreções corporais de um infectado. A quarentena das áreas onde a doença já se espalhou tem se mostrado eficaz no controle e na redução da velocidade de propagação do vírus.


O vírus foi descoberto em 1976 pela equipe de Guido Van Der Groen, chefe do Laboratório de Microbiologia do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Porque Biologia - parte 2 - caracteristicas dos seres vivos


Agradecimentos: Biologia, volume único, 5ª edição, César, Sezar, Caldini. 2011
  
4. A percepção do mundo é essencial para qualquer ser vivo, desde uma bactéria até um animal de grande porte. Os animais respondem a estímulos através dos sentidos. As plantas também interagem com o ambiente, embora de forma menos perceptível para nós. Em geral, as plantas sempre tendem a crescer em direção a uma fonte de luz – uma janela, por exemplo. Da mesma forma, certas partes da planta tendem a crescer a uma determinada direção, independente da gravidade – a raiz, que cresce para o solo, e o caule, que cresce para cima, são exemplos. Esse tipo de interação da planta com o ambiente chama-se tropismo.

5. Todos os seres vivos possuem material genético, constituído por uma ou mais moléculas de ácidos nucleicos, o dna (acido desoxirribonucleico) e o rna (acido ribonucleico). As funções do material genético são controlar as atividades das células, e permitir a transmissão de características típicas dos indivíduos para seus descendentes. É a hereditariedade. Alem de suas funções básicas, o material genético apresenta duas propriedades importantes: a autoduplicação, que permite a transmissão das informações genéticas através das gerações de indivíduos, e a mutação, que permite a variabilidade genética.

 
6. Todos os seres vivos se reproduzem, permitindo a manutenção de sua espécie. Existem varias formas de reprodução, cada qual adequada ao tipo de ser vivo que a realiza. Existe a reprodução assexuada, realizada principalmente por seres vivos mais simples, como bactérias, mas também por outros seres mais evoluídos. Na reprodução assexuada, um único indivíduo consegue se reproduzir, sem o auxilio de outro ser de sua espécie. A reprodução sexuada é realizada principalmente por plantas e animais. Nesse tipo de reprodução, dois individuos fornecem células reprodutivas, os gametas, que se unem, formando um novo indivíduo.

 
7. Ao longo do tempo, as espécies sofrem certas modificações, no entanto, mantêm as características que as tornam aptas a sobreviver em determinado ambiente e reproduzirem.

E os vírus?

Os vírus são o limiar da vida. Não possuem células. Neles não existe nenhuma organela celular ou membrana plasmática. Apenas possuem material genético, envolvido por uma espécie de capa de proteína. Não possuem metabolismo próprio nem se reproduzem sozinhos. Precisam parasitar uma célula para conseguirem se reproduzir e ter metabolismo. Por terem a necessidade de parasitarem um ser para sobreviverem são chamados de parasitas obrigatórios. Ele utiliza todos os recursos da célula parasitada para sobreviver e gerar cópias idênticas a ele. Assim, a célula hospedeira é danificada, quase sempre destruída, e as copias do vírus infectarão outras células.
Apesar de não apresentarem as características citadas nesse artigo, que identificam um ser vivo, há um consenso entre boa parte dos biólogos. Possuem material genético, conseguem realizar suas atividades essenciais quando estão dentro de uma célula, e, assim, conseguem “evoluir”
No entanto... para mim, que não sou bióloga, os vírus não podem ser considerados seres vivos porque não absolutamente inertes fora de uma célula parasita. Eles não têm a autonomia apresentada pelos ditos seres vivos. Diante da classificação e das formas de vida que conhecemos, os vírus são uma categoria à parte.
Realmente, sem duvida alguma, esses “seres” representam o limite entre o vivo e o não vivo.

Foto de um microscópio eletrônico mostrando vírus (fagos) atacando uma célula bacteriana. Obtida em http://en.wikipedia.org/wiki/Virus, por cienciaonline.blogspot.com.br

Continua.