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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Seja um Fracassado (Gustavo Reis)

O professor Gustavo Reis teve coragem para ser aquilo que realmente gosta de ser: um professor de matemática. Em todos os casos, para todas as pessoas, a vida deveria ser sempre mais importante que o trabalho, pois amar o que faz é essencial para o ser humano.

Ganhar pouco pode ser visto pelos outros como sinônimo de fracasso, mas se mesmo ganhando pouco nos sentimos bem onde trabalhamos, isso pode ser a nossa felicidade.

Em poucos minutos, Gustavo convida os demais professores a fazer algo que talvez nunca fizeram em suas vidas: ENSINAR DE VERDADE ALGUMA COISA A ALGUÉM.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Expressão

"A pesquisa básica é como atirar uma flecha ao ar e, onde quer que ela caia, pintar um alvo".
(Homer Adkins)

"O problema de fazer algo bem feito da primeira vez é que ninguém dá valor à dificuldade da empreitada".
(Anônimo)

"Todos aqueles que acreditam em telecinesia, por favor levantem a minha mão".
(Anônimo)

"Uma teoria afirma que, se uma pessoa descobrir exatamente o que é o Universo e porque está aqui, ele desaparecerá na hora e será substituído por algo ainda mais bizarro e inexplicável. Outra teoria afirma que isso já aconteceu".
(Douglas Adams, no Guia do Mochileiro das Galáxias)

"Suponha que definamos Religião como qualquer disciplina cujos alicerces estejam sobre elementos de fé, sem considerar quaisquer elementos de razão que estejam também presentes. A mecânica quântica seria uma Religião desse ponto de vista. Mas a matemática seria o único ramo da teologia que possuiria uma demonstração rigorosa do fato de que deveria ser classificada como Religião".
(Howard Eves)

"Os matemáticos praticam a liberdade absoluta".
(H. B. Adams)

"Qualquer estudante impaciente de matemática, que está cansado de tantos símbolos algébricos jogados sobre ele, deveria se virar sem nenhum símbolo por uma semana".
(Eric Bell)

"O matemático é um cego numa sala escura procurando um gato preto que não está lá"
(C. Darwin)

"A multidão precisou de só um momento para remover a cabeça dele; um século será insuficiente para reproduzi-la".
(Joseph Lagrange, sobre a morte de Lavosier)

"A todo momento morre um homem, mas nasce um dezesseis avos".
(Charles Babbage, contestando a afirmação de que, se para cada pessoa que nasce uma morre, a população não cresceria)

"O infinito é uma sala sem chão, sem paredes e sem teto".
(Anônimo)

"Há muitas perguntas que os tolos podem fazer e que os sábios não tem como responder".
(George Polya)

"No natal, os estudantes incluiram uma linha queixosa na oração: 'Senhor, dá-nos provas de fim de ano nas quais nossos professores consigam passar, ou dá-nos professores que consigam passar nas provas de fim de ano'".
(Paul Hamos)

"A mulher católica [e a religiosa extrema] tem permissão de recorre à matemática para evitar a gravidez, mas ainda está proibida de recorrer à química".
(H. L. Mencken)


Todas as frases foram retiradas da seção "Expressão", da revista de matemática Cálculo.


http://images.comunidades.net/faz/fazendo-arte1234/.....jpg

terça-feira, 25 de junho de 2013

#365Livros - #Livro176 - COSMOS




Cosmos
Carl Sagan

Nunca um cientista conseguiu inculcar na cabeça das pessoas os mistérios do Universo de forma tão leve e desprovida de rebuscamento quanto Carl Sagan. Em Cosmos, o gênio da astronomia abrange não só está ciência, mas também matemática, biologia e talvez até filosofia. Tentando desvendar o Universo, Carl Sagan discorre sobre o ser humano como parte deste Universo tão rico e fascinante, de forma agradável porém sem perder a seriedade da Ciência. A obra virou uma das mais famosas séries de ciência da história da televisão, tão fascinante que você assiste – ou lê – e nem percebe o tempo e o Universo passarem sobre você...

terça-feira, 18 de junho de 2013

#365Livros - #Livro169 - EINSTEIN, O ENIGMA DO UNIVERSO

 
 
Einstein, o Enigma do Universo
Huberto Rohden
 
“A substituição da tradicional palavra latina ‘crear’ pelo neologismo moderno ‘criar’ é aceitável em nível de cultura primária, (...) mas não é aceitável em nível de cultura superior, porque deturpa o pensamento. Crear é a manifestação da Essência em forma de existência. E criar é a transição de uma existência para outra existência. O Poder Infinito é o Creador do Universo – um fazendeiro é um criador de gado.”
 
Este pequeno trecho nos mostra porque este livro é considerado uma biografia filosófica de Einstein, sua vida e ideias. Uma abordagem do processo criativo do maior gênio do século XX. A prova da afinidade entre a Matemática, a Metafísica e a Filosofia Universica. A certeza da existência de um Uno que permeia o verso.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

#365Livros - #Livro91 - PIADAS NERDS - MATEMÁTICA

Piadas nerds – matemática
Ivan Baroni, Luiz Fernando Giolo e Paulo Pourrat
 
Como a bióloga, frustrada, mas bióloga, que sou, estou a procura do PIADAS NERDS – BIOLOGIA. Mas como Lages é uma cidade desgraçada, e eu estou mais dura do que ração de gato, por enquanto li apenas este, de matemática, e é claro que fiquei “boiando” em muitas piadas, mas muitas me fizeram rir. Sim, você tem que ter um mínimo de conhecimento de matemática, mas se você não tem esse conhecimento, que é básico, o que está fazendo num blog que fala de livros?
Dividido por temas, como aritmética, álgebra, calculo diferencial (!), o livro é uma salada de piadas de duplo sentido relacionadas à matemática. É muito divertido – apesar das piadas que você não entende – e é bem melhor aprender matemática rindo.
“O que o MMC estava fazendo no pé da escada? Esperando o MDC”.
“Qual animal tem 3,14 olhos? O piolho”.
(Eu não lembro das melhores, o livro está com o Marvin...)

domingo, 27 de janeiro de 2013

#365Livros - #Livro27 - O HOMEM QUE CALCULAVA




O Homem que calculava
Malba Tahan

O professor Julio César de Mello e Souza, sob o pseudônimo de Malba Tahan, conta a história onde o sábio Beremiz Samir, viajando pela Arábia, demonstra sua perspicácia matemática, resolvendo vários problemas, literalmente. Narrada pelo personagem Hank Tade-Maiá, que acompanha Beremiz, e ambientada na Arábia medieval, o livro é leve, divertido e inteligente, ensinando matemática de uma maneira muito eficiente para crianças e adultos. Situado história no berço das ciências, o Oriente Médio, e no contexto da Idade Média, a história se tornou mais rica e curiosa. As tradições e costumes islâmicos foram muito bem representados e respeitados, a despeito do final que alguns julgam moralista – provavelmente, fruto da época em que o livro foi lançado, início da década de 80 - mas que, de forma alguma, tira o mérito da obra. Um ótimo livro para todos, mas principalmente para aqueles que ainda acham que matemática é uma coisa chata. Não poderiam estar mais errados.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pérolas da Matemática (1)

"A principal função da raiz é se enterrar."

"Ângulo é duas linhas que vão indo e se encontram."

"Triângulo são os filhos trigêmeos do ângulo."

"Circunferência é uma roda chata. Para a sua fabricação usamos o compasso."

"Tangente é quando a bola passa raspando no jogo de futebol. Ela também tem o nome de trave."

"Conjunto vazio é aquele em que os músicos não sabem nada de música."

"Um paralelepípedo é um animal cujos dois pés são paralelos."

"Um número concreto é um número que vemos a olho nu."

"Triângulo é quando duas pessoas gostam da mesma, como vemos nas novelas o dito chamado ‘triângulo amoroso’."

"Quando abre o ângulo é seno e quando fecha é cosseno porque cola no seno."

sábado, 31 de julho de 2010

MATEMÁTICA FINANCEIRA: UM DESAFIO PARA OS PROFESSORES E ESTUDANTES

1. Introdução
A matemática financeira, enquanto disciplina, possui alguns desafios para o educando e educador no processo ensino-aprendizagem devido à necessidade de interpretação de fatos para obtenção de dados, aplicação e desenvolvimento de fórmulas matemáticas. Além desta problemática, a matéria em questão torna-se pouco atrativa quando não relacionada com a prática do dia-a-dia. (...) Desta forma deve-se evidenciar a importância da matemática financeira para o dia-a-dia das pessoas e das empresas, e como ela pode ser trabalhada de tal sorte que amplie o interesse dos estudantes e professores pela disciplina em questão.

2. Por que estudar Matemática Financeira?
Primeiramente, antes de explicar os porquês do estudo da matemática financeira e sua importância para vida cotidiana do cidadão e das corporações, há necessidade de se definir o que vem a ser este ramo de matemática amplamente utilizada no mercado. Para Assaf Neto (1998, p.13) matemática financeira é o "estudo do dinheiro no tempo, ao longo do tempo". Segundo Zentgraf (2003, p.2), além de estudar os aspectos temporais do dinheiro, tais estudos objetivam estabelecer relações entre quantias monetárias expressas em datas diferentes. Entretanto, a matemática financeira pode ser definida de forma mais simplificada sendo a aplicação da matemática para decisões gerenciais a respeito de operações financeiras. Para que as operações financeiras sejam executadas, faz-se necessário a aplicação de cálculos adequados, sendo que o estudo desses cálculos é o objeto de estudo da matemática financeira.
Objetivando minimizar custos, reduzir riscos e incertezas, gerados pelas constantes mudanças econômicas intensificadas pela sofisticada tecnologia presente em todos os mercados mundiais, os agentes econômicos buscam mecanismos que lhes proporcione uma maior segurança e fundamentação para tomada de decisão, favorecendo a maximização de resultados.
Os cálculos financeiros são ferramentas essenciais no processo de tomada de decisão e na gestão financeira de empresas e pessoas. O desconhecimento desse ferramental pode resultar em grandes perdas financeiras. Desta forma a matemática financeira passa a ser a principal ferramenta para mensurar o custo do dinheiro no tempo, seja este custo relacionado com efeitos inflacionários ou pelo custo de oportunidade e, ainda, segundo Hazzan (2001, p.1), ela "fornece instrumentos para o estudo e avaliação das formas de aplicação de dinheiro bem como de pagamento de empréstimo".
Portanto, é através da aplicação dos conceitos relacionados à matemática financeira que as decisões financeiras, desde as mais simples como as mais complexas, ficam mais claras evitando perdas monetárias, gerando o chamado: custos da ignorância da Matemática Financeira. Os custos da ignorância nesta área geralmente afetam diretamente o "bolso" dos diferentes agentes econômicos, causando prejuízos às empresas, comprometimento da renda, demissões de gerentes administrativos, problemas judiciais, violação do código de defesa do consumidor, multas e punições legais, comprometimento do bem-estar familiar, dentre outros.
Como todos os agentes econômicos estão expostos aos riscos de mercado ao realizarem operações financeiras, torna-se vasta a área de abrangência da Matemática Financeira, sendo que praticamente todos os agentes econômicos ativos necessitam desta ferramenta para tomada de decisão, das mais simples às mais complexas, podendo citar como principais usuários os consumidores, empresas, consultores, peritos financeiros, gestores em geral, etc.
Entretanto, independente do grau de complexidade uma determinada situação ou contrato financeiro, de acordo com Silva (2002, p.7), com a "utilização da matemática financeira o grau de incerteza para tomada de decisão é reduzido, assim torna-se possível à escolha de alternativas mais rentáveis com maior grau de segurança e um baixo coeficiente de erro na decisão tomada". Porém, não basta saber matemática, ou as fórmulas utilizadas pela matemática financeira e comercial, e sim a aplicabilidade de tais fórmulas e conceitos matemáticos, e a interpretação dos resultados gerados tomando decisões acertadas diante da bagagem de informações obtidas ou geradas a partir de tais aplicações.

3. Deficiências, dificuldades e desafios do ensinar e aprender matemática financeira
Os problemas gerados pela má interpretação de informações, a dificuldade de se aplicar às fórmulas matemáticas correta, e ainda, a deficiência existente em efetuar cálculos matemáticos simples, como por exemplo, frações, potências, proporcionalidades, cálculos percentuais, dentre outros, tem sido o grande desafio do aprender e ensinar matemática financeira.
Desta forma o educador deve, primeiramente, atentar para a capacidade de interpretação dos educandos, auxiliando os mesmos a compreender e extrair as informações financeiras existentes em um estudo de caso ou situação problema. Posteriormente, auxiliando-os a utilizar as fórmulas matemáticas corretas para resolução do caso e, em seguida, acompanhar o desenvolvimento de tais fórmulas de tal sorte que o estudante alcance o resultado correto.
Acredita-se que o problema de interpretação dos casos financeiros a serem resolvidos, através da aplicação de matemática financeira, pode ser minimizado ou totalmente sanado através de muitas leituras, e o mesmo vale para aplicação e desenvolvimento matemático das fórmulas. Porém, o maior desafio de todos é despertar no estudante a relevância de matemática financeira em sua aplicação prática, bem como a interpretação dos resultados, ou seja, o que significa o resultado obtido após a resolução de um problema financeiro e quais as decisões que devem ser tomadas. Porém, o sistema educacional atual não foi projetado para gerar tomadores de decisão, e sim pessoas operacionais, desta forma há de se desenvolver métodos objetivando desenvolver a característica de gestor decisor nos alunos através de estudo de casos práticos. Atualmente existem calculadoras financeiras e planilhas eletrônicas, como é o caso do Excel do pacote Office for Windows que resolvem todo e qualquer problema de matemática financeira, porém, para que isto ocorra, é preciso que o usuário saiba trabalhar com todas as informações disponíveis e necessárias para alcançar o resultado desejado. Porém de nada adianta o resultado se o estudante não sabe interpretar este resultado e tomar decisões baseadas nos valores obtidos.
Conseqüentemente, os professores e as instituições de ensino devem trabalhar os alunos, não só na aplicação da matemática pura, como também na análise e interpretação de resultado, e ainda na tomada de decisão, bastando para isso trabalhar com estudo de casos durante o processo ensino-aprendizagem. Recomenda-se para isso a utilização de casos reais do mercado financeiro, do dia-a-dia dos alunos, análise de panfletos de lojas calculando juros e taxas efetivas, avaliando as melhores aplicações e fonte de recursos em instituições financeiras. Visitas in loco de tais estudantes obtendo informações através de entrevistas com gerentes de tais instituições, simulações em sala de aula, dentre outras técnicas voltadas para o lado prático e real de mercado. (...)

Cássio Silveira da Silva