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sábado, 11 de junho de 2016

#366Acordes - Acorde #163 - 9ª sinfonia, em Ré Menor, de Beethoven

#163 – 11/06/16 – “9ª sinfonia, em Ré Menor”, de Beethoven
Composição: Ludwig van Beethoven

Gigante, sublime, dramática, completa, impecável, emocionante, tocante, majestosa. São muitos os adjetivos grandiosos que podemos atribuir àquela que, em minha opinião de quem não entende nada de música erudita, é a maior das obras da música clássica europeia, e uma das maiores da história da música. A Sinfonia nº 9 de Beethoven foi a última concluída pelo músico, em 1824 (calcula-se que ele levou 7 anos para compô-la). Em sua primeira apresentação, em Viena, em 7 de maio de 1824, Beethoven já estava completamente surdo, e dividiu a regência com Michael Umlauf. Composta em acorde menor, assim como a 5ª, divide-se em quatro movimentos, além da parte vocal no último, uma inovação para Beethoven. Hoje, no século XXI, a “Ode à Alegria”, presente no quarto movimento, foi rearranjada para se tornar o hino oficial da União Europeia. Em 2003, o manuscrito original da 9ª foi vendido por mais de 3 milhões de dólares. É considerada, ao lado de Hamlet e Rei Lear, um dos maiores feitos do ser humano. Não é exagero. Basta ouvir e perceber a perfeição de Ludwig van Beethoven, canalizada em sua arte. Não poderia encerrar de melhor forma nossas duas semanas de música clássica aqui no blog.



Scherzo a partir de 27 minutos




sexta-feira, 10 de junho de 2016

#366Acordes - Acorde #162 - Valsa das Flores

#162 – 10/06/16 – “Valsa das Flores”
Composição: Piotr Ilitch Tchaikovsky

O que torna a Valsa das Flores tão sublime é sua cadência singular, que tempera a doçura característica da valsa, com um toque Tchaikovskyano de dramaticidade e, eu diria até, de sensualidade. A Valsa das Flores está presente no segundo ato do balé O Quebra-Nozes. Este  foi o último balé escrito por Tchaikovsky. Estreado em 1892, tem uma temática fantástica: é baseado num conto infantil de Alexandre Dumas, passa-se numa noite de Natal, na casa da menina Clara, e envolve romantismo, fantasia e soldadinhos de chumbo. Quando Clara passeia pelo reino mágico, ouvimos a beleza, singeleza e perfeição da Valsa das Flores. Absolutamente belíssima.






Valsa das Flores a partir de 1h13min. 



quinta-feira, 9 de junho de 2016

#366Acordes - Acorde #161 - As Quatro Estações


#161 – 09/06/16 – “As Quatro Estações”
Composição: Antonio Lucio Vivaldi

Para quebrar a hegemonia alemã indiscutível da música erudita, Antonio Lucio Vivaldi vem do século XVII com uma das obras mais primorosas – e famosas – da música clássica. Nascido em 1678, em Veneza, Vivaldi não foi apenas músico. Em 1703, foi ordenado padre, mas jamais deixou de lado sua paixão pela música. Reza a lenda que foi excomungado porque abandonou uma missa no exato momento da consagração eucarística (o momento mais importante da missa), para anotar uma melodia que lhe surgiu naquele instante. Vivaldi teve uma vida pobre, mas isso não o impediu de curtir a vida adoidado. Teve muitos casos amorosos, alguns, inclusive, envolvendo as jovens para quem ensinava música. Calcula-se que tenha composto mais de 500 concertos. O mais famoso deles é a tetralogia para violino Le quattro stagioni – As Quatro Estações. Compostos em 1723, fazem parte de uma série maior, de 12 concertos, Il cimento dell'armonia e dell'inventione. As Quatro Estações originalmente eram acompanhadas de quatro sonetos, no primeiro violino, ilustrando cada estação. Os poemas teriam sido compostos pelo próprio Vivaldi. Os quatro concertos são: Concerto nº 1, em Mi Maior (Primavera); Concerto nº 2 em Sol Menor (Verão); Concerto nº 3 em Fá Maior (Outono); e Concerto nº 4 em Fá Menor (Inverno). Cada um dura em média 10 minutos, com exceção de Inverno, que dura entre 8 e 9 minutos. Nota-se que as estações “extremas”, Inverno e Verão, são representadas por acordes menores, enquanto Primavera e Outono tem como base acordes maiores, por isso soam mais “alegres”, enquanto Verão e Inverno tem musicalidade mais dramática. As quatro Estações são mais uma dentre tantas obras primas da música erudita, que não devem ser esquecidas jamais.




 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

#366Acordes - Acorde #160 - 5ª Sinfonia, em Dó Menor, de Beethoven


#160 – 08/06/16 – “5ª Sinfonia, em Dó Menor”, de Beethoven
Composição: Ludwig van Beethoven

Talvez nenhum acorde da música clássica seja tão conhecido – até por quem diz que não gosta de música clássica – quanto o pam-pam-pam-pam da 5ª Sinfonia de Beethoven. Escrita entre 1804 e 1808, é a primeira sinfonia de Beethoven em acorde menor, o que viria a se repetir vinte anos depois, em outra sinfonia muito famosa. Reconhecida pela opulência, homogeneidade e excelência orquestral, é considerada a grande obra prima da música erudita europeia. É dividida em quatro movimentos, o primeiro, pomposo e dramático; o segundo, solene e comovente; o terceiro, contrito e envolvente; o quarto, triunfante e grandioso. São aproximadamente 33 minutos, que transformaram 200 anos de música.





 

terça-feira, 7 de junho de 2016

#366Acordes - Acorde #159 - Cavalgada das Valquírias


#159 – 07/06/16 – “Cavalgada das Valquírias”
Composição: Wilhelm Richard Wagner

Wilhelm Richard Wagner nasceu em 1813, em Leipzig, Alemanha. Foi um dos maiores compositores alemães e de toda a música erudita, inovador em técnicas musicais para este estilo, além de notório antissemita, o que demonstra que a Genialidade não necessariamente caracteriza alguma moral ou ética, já que Wagner não tinha nenhuma das duas. Era arrogante a ponto de desprezar, de certa forma, a obra de outros compositores, o que contribuiu para tornar suas composições bastante características, com harmonias e orquestrações complexas, e adotar temas associados à pessoas, lugares, ideias ou eventos. Um exemplo, dentre tantos, seria Die Walküre – A Valquíria. Integrante de Der Ring des Nibelungen – O Anel do Nibelungo, (leiam Paraíso Perdido, de Eduardo Spohr), uma série de quatro óperas fincadas na mitologia germânica. Extremamente rica em enredo e de uma dramaticidade bastante fantástica, a parte mais famosa, sem dúvida, é o início do terceiro ato, onde encontramos a consagrada Walkürenritt ou Ritt der Walküren, a majestosa Cavalgada das Valquírias, uma brilhante obra épica, que se tornou mais conhecida apenas em sua versão instrumental, sendo utilizada largamente em filmes, games e séries, como Apocalypse Now, Watchmen e O Senhor das Armas.



Filarmônica de Berlim. M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!!!!!




segunda-feira, 6 de junho de 2016

#366Acordes - Acorde #158 - Morning Good


#158 – 06/06/16 – “Morning Good”
Composição: Edvard Grieg

A grandiosidade da Paz em sua plenitude. É isso que pode representar Morning Good (Bom dia, ou Bela manhã, em tradução livre), de Edvard Grieg. Grieg nasceu em Bergen, Noruega, em 1843, também despontando seu talento musical na infância. Assim como Tchaikovsky, Grieg seguiu uma corrente nacionalista (norueguesa), batendo de frente, principalmente, contra a dominação alemã da música erudita. Mesmo assim, isso não o impediu de ser influenciado por compositores como Chopin e Mozart. Sua peça mais conhecida talvez seja a suíte Peer Gynt. No primeiro movimento da suíte, foi incluída Morning Good (Morgenstemning, em norueguês). A calmaria que a composição transmite é fascinante, tal qual o crescendo da peça, que sobe, se tornando grandiosa, para voltar à lentidão. Morning Good foi composta para representar o nascer do sol, e acredito que não poderia ser mais perfeita neste intento.

 


 

domingo, 5 de junho de 2016

#366Acordes - Acorde #157 - Balé "Lago dos Cisnes"


#157 – 05/06/16 – Balé “Lago dos Cisnes”
Composição: Piotr Ilitch Tchaikovsky

Nem só de Europa Ocidental viveu a música clássica. A Pátria da Desordem, a Mãe Vermelha, a Terra de Ninguém, nossa amada Mãe Rússia produziu grandes compositores eruditos, entre eles, Piotr Ilitch Tchaikovsky. Nascido em 1840, em Kamsko-Wotkinski (vila que, em 1954, foi transformada em cidade e batizada como Tchaikovsky, em sua homenagem) o compositor também já mostrava talento para a música desde a infância, característica recorrente na música erudita. Tchaikovsky formou-se em Direito e virou funcionário público (tamo junto) do Ministério da Justiça russo. Em 1863, Tchaikovsky abre mão da carreira pública, decisão que tem que voltar atrás três anos depois, pelo mesmo motivo que todos nos estamos presos em carreiras que nos escravizam, as dificuldades financeiras. Ainda assim, não abandonou a música. Nos próximos anos, viajaria pela Europa, teria contato com o Grupo dos Cinco, movimento de compositores russos que tinha intento de criar uma música folclórica russa, mas com influências italiana e francesa. Entre altos e baixos, ao final da sua vida, Tchaikovsky já era reconhecido como um grande compositor. Sua musicalidade altamente russa fez a diferença em suas obras. Era homossexual, apesar de ter contraído matrimônio, o que se mostrou mais uma dificuldade em sua vida, em plena Rússia do século XIX. Tchaikovsky faleceu em 1893, aos 53 anos. Ao longo de sua curta vida, compôs diversas obras, sinfonias e concertos, mas talvez sua maior fama seja pelos seus balés, entre eles O Lago dos Cisnes. Composto entre 1875 e 1876, dividido em quatro atos, foi o primeiro balé do compositor, estreado no teatro Bolchoi em 1877, e tornou-se um dos mais famosos de sua carreira.