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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O Irlandês - Scorsese


Mais um excelente filme de Martin Scorsese, uma obra prima contando a história de Jimmy Hoffa, e a atuação da Máfia nos sindicatos e sua influência no Governo Americano na metade do século XX.

O filme tem 3 horas e meia de duração, e um roteiro ótimo, uma história nada cansativa, e que vale a pena pelo contexto histórico e político. É baseado no livro "I Heard You Paint Houses" de Charles Brandt, lançado em 2003. A expressão título do livro é um código da Máfia que significa "ouvi dizer que você mata pessoas", e é explicado no filme com a cena de um homem sendo assassinado e seu sangue, que salta da cabeça, acaba "pintando" a parede.

Há alguns pseudo críticos na internet criticando a duração do filme, gente que só se acostumou a ver filmes de ação, e não consegue parar pra pensa, mas desconsidere as críticas, e veja com seus próprios olhos.

Um filme com Robert De Niro, Al Pacino, Harvey Keitel e Joe Pesci, dirigido por Scorsese, nunca vai ser menos que um sucesso, e já está na lista dos dez melhores filmes de 2019, da revista Times.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

#365Livros - #Livro56 - OS ÚLTIMOS MAFIOSOS (por Marvin)



Os Últimos Mafiosos
John Follain

John Follain, correspondente do The Sunday Times na Itália, nos presenteia com este documentário completo sobre a máfia italiana conhecida como Corleone. Deixando de lado o romantismo e a honra apregoados no filme The Godfather, o autor vai a fundo cobrindo toda a história dos camponeses mais violentos da Itália, desde o início, com o surgimento do Dr. Michele Navarra, até a queda do último poderoso chefão.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

#365Livros - #Livro43 - GOMORRA




Gomorra
Roberto Saviano

Roberto teve a audácia – e o desapego – de se infiltrar no venenoso universo da Camorra, a Máfia de Nápoles, Itália. Li em algum blog por aí que o livro é chato e lento. Sim, o livro é lento. Mas quem escreveu nesse blog provavelmente ou é um adolescente semi virgem e semi analfabeto, ou uma mulher, ou alguém que achava que leria um Poderoso Chefão 2. Não, meu bom Deus! É um livro jornalístico! Um livro jornalístico é quase um ensaio. A vida não é uma aventura, e, segundo a obra, a de Roberto correu riscos, e mais de uma vez. Portanto, se você espera um livro cheio de aventura, beleza, vá alugar um filme de Máfia do Scorsese. Se você quer realmente conhecer a Gomorra da Itália, leia. Até porque, com o passar das páginas, o livro se torna mais dinâmico. Roberto discorre sobre os aspectos mais profundos da Máfia, desde as origens até as influências da Máfia Napolitana no cenário atual – quem não lembra de um réveillon há alguns anos atrás, onde toneladas de lixo ficaram jogadas nas ruas de Nápoles? Além de citar as referências de vários filmes, desde os clássicos de Máfia, até as aventuras Tarantinescas – sim, esse filmes influenciam os mafiosos de hoje, tal como prega “Sopranos”. Em resumo, é um livro fantástico, real, e que, ao final da leitura, me deixou com vontade de tentar fazer alguma justiça numa terra sem lei.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

#365Livros - #Livro32 - O PODEROSO CHEFÃO (POR MARVIN)




O Poderoso Chefão
Mario Puzo

A ascensão da família Corleone na América. A luta de Vito Corleone, que perdeu os pais e saiu da Itália sem nada, mas chegou na América e tornou-se o Poderoso Chefão, um homem influente e protetor de sua família, que comandava o crime organizado sem deixar de cuidar dos seus. O livro mostra também a vida de Michael Corleone, que herdou os negócios do pai, venceu a guerra entre as cinco famílias italianas e comandou a organização com punho de ferro. Uma obra prima misturando personagens fictícios com um belo fundo histórico.

sábado, 31 de outubro de 2009

Máfia


Quem já assistiu "The Goodfather"? Quem lembra da famosa frase de Mike Corleone "Eu passei minha vida toda defendendo minha família"? Quem lembra das influências do poderoso chefão? Das ameaças, dos políticos que comiam na mão dele, dos seus soldados? Quem lembra da sua aproximação com a igreja na tentativa de se redimir? Uma ótima história, um ótimo livro, um ótimo filme. Apesar de todos seus crimes, a história da máfia italiana tem sua beleza e romantismo por tratar-se de um homem defendendo os interesses de sua família. Vito Corleone, interpretado por Marlon Brando, um italiano na América, na terra da oportunidade, um homem que se tornou infuente e poderoso, dono de hotéis, cassinos e prostíbulos, mas que se recusava a vender drogas por considerar isso incorreto...

Hoje observo algo assim se repetindo, uma organização como uma "família", obtendo vantagens, comprando cargos, protegendo seus interesses e membros influentes e eliminando os fracos e todos aqueles que se colocam em seu caminho. Um líder poderoso e economicamente influente, com bons contatos, protegendo aqueles que lhe são úteis. Uma sociedade invisível que não se mostra, mas sente-se a sua força, principalmente quando se está contra ela.
E o pior não é a atuação dessa "máfia", mas sim o local onde ela atua: dentro de outra organização que foi criada para ser o sal da terra e a luz do mundo,dentro da igreja, lugar onde os problemas espirituais, físicos e materiais da humanidade, bem como suas angústias e anseios deveriam ser solucionados, mas hoje somente serve aos interesses dessa "família" que suga as forças e o dinheiro de seus membros.

Don Corleone, quando tentava arrepender-se e consertar seus erros, disse: "A política e o crime são a mesma coisa" e eu digo: "A falsa religião e o crime são a mesma coisa."