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terça-feira, 11 de abril de 2017

A guerra na Síria

O ataque com armas químicas promovido na Síria causou a morte de várias pessoas. A destruição na cidade não tem medidas. A tristeza e a desolação causadas na vida das pessoas é inacreditável.

Tudo começou em março de 2011, quando o levante contra o governo de Bashar al-Assad teve início. Os protestos pacíficos da Primavera Árabe foram tornando-se mais agressivos, a luta armada começou, desencadeando a guerra civil.

A Síria tem um único partido. Assad governa desde 2000 e usa a fome e a miséria para punir a população civil, que está descontente com sua opressão. A Rússia apóia o ditador sírio, e os EUA apoiam a oposição. Em meio a tudo isso, mais de 5 milhões de crianças tiveram suas vidas destruídas pela guerra. Há mais de 8 milhões de refugiados.

Crianças mortas. Pais chorando com seus filhos mortos em seus braços. Crianças soterradas nos bombardeios. Gases mortais. Bebês que perderam a vida. Crianças que nem sabem ainda que estão sozinhas no mundo.

Os governantes dos principais países poderiam, se quisessem, resolver esta situação. Mas não querem. EUA e Rússia também têm interesses econômicos. nada é feito por bondade ou misericórdia.

Talvez os países ricos tenham criado seus próprios inimigos terroristas, quando destroem vidas que não merecem, apenas porque elas estão no caminho de seu "progresso econômico".

Só é possível compreender o que motiva uma pessoa quando vivemos o que ela viveu. O ser humano é mau desde o princípio. Matar crianças não é terrorismo?

Sobrevivente com seus dois filhos mortos durante o ataque

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Trump muda o tom de conversa com Putin

Donald Trump, aquele "simpático" senhor que pretende ser presidente dos EUA, já trocou elogios com o presidente russo Vladimir Putin no passado. Usou essa pretensa amizade apenas até derrotar alguns concorrentes republicanos. Agora que os resultados da eleição presidencial se aproximam nos EUA, Trump vem substituindo seus elogios por ameaças à Rússia.

Quando Trump soube que aviões russos estavam manobrando próximos aos navios americanos no Mar Báltico, declarou que - se estivesse no lugar de Obama - teria ligado imediatamente ao presidente Putin pedindo explicações sobre estes vôos e lembrando a ele a possibilidade de abater esses aviões caso tal medida se tornasse necessária (e receber um míssil nuclear russo na cabeça logo em seguida!).

Se esse senhor nervosinho se tornar presidente dos EUA, as possibilidades de uma guerra nuclear, ou de uma nova guerra fria, se tornarão muito maiores...

sábado, 12 de dezembro de 2015

CBSNews apresenta Entrevista com Putin - parte 3

Esta é a última parte da entrevista com o presidente Putin. Mesmo sendo um pouco evasivo em suas opiniões sobre os EUA e o presidente Obama, Putin fala sobre a influência que os EUA tem no mundo, na economia e na política. 

domingo, 8 de novembro de 2015

CBSNews apresenta Entrevista com Putin - parte 1

Em tempos onde estamos à beira da Terceira Guerra Mundial, é bom saber o que pensa o líder da maior potência militar do planeta.

domingo, 4 de outubro de 2015

Rússia Ataca Estado Islâmico

No dia 30 de setembro a Rússia deu início aos ataques contra o Estado Islâmico, bombardeando alvos estratégicos onde haviam arsenais e instalações militares. A alta tecnologia russa é impressionante, os mísseis são lançados de aviões, mas tem seu curso corrigido por um sistema via satélite, melhorando o alcance e a precisão.

Em apenas 72 horas a Rússia efetuou 60 ataques contra os terroristas, e vem sendo duramente criticada pelos EUA e pela comunidade europeia.

O problema resume-se ao fato de que a Rússia apoia o regime dominante na Síria, do presidente Assad, e os EUA apoiam os rebeldes que fazem oposição ao presidente. A Rússia diz ter atacado o Estado Islâmico, e os EUA dizem que a Rússia atacou os grupos rebeldes treinados pela CIA.


A velha discussão. Ambos, EUA e Rússia, dizem combater o Estado Islâmico, mas com visões diferentes, interesses diferentes e objetivos diferentes. O mundo corre o risco de uma nova guerra mundial. 

O fato irônico é que após os EUA criticarem os ataques russos, acusando-os de matarem civis, o exército americano acabou bombardeando um hospital... ataque "cirúrgico"? Piadas à parte, não defendo nem o Obama e nem o Putin. A única diferença é que o Obama esconde suas intenções sempre. A bagunça é tão grande, e envolve tantos povos diferentes - curdos, árabes, sírios, russos, americanos, ingleses, franceses, judeus - que precisamos mesmo torcer para que tudo se resolva sem maiores estragos.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Putin - O Novo Czar

Terminei de ler hoje um livro que encontrei por acaso no último Salão do Livro que aconteceu em Lages - SC: "Putin, A Face Oculta do Novo Czar". Uma obra completa sobre o ex-agente da KGB que tornou-se a nova mão de ferro que rege a Rússia. Histórias interessantes de sua infância e adolescência em São Petersburgo, sua estada na Alemanha Oriental como agente, sua atuação ao lado de Sobchak, o prefeito. Sua acolhida pelo já decadente partido de Boris Yeltsin e sua ascensão ao poder. 

A maneira como ele estrangulou a mídia e afastou, prendeu ou executou seus opositores, sendo estes jornalistas, políticos ou mesmo milionários poderosos. Sua manipulação do poder, o fim dos partidos políticos, as ameaças, os falsos sequestros, os supostos ataques a bomba, a guerra na Chechênia o poder da FSB (a nova KGB) e o terror imposto ao povo, já cansado de tudo. 
Masha Gessen, a autora, relata com coragem a atmosfera da União Soviética, e as decepções de sua época. 

Os dois lados da moeda: Putin como mal necessário para conter a mania de supremacia americana, e também como carrasco da liberdade de seu próprio povo. 
Leiam o livro, é muito, muito interessante.

terça-feira, 12 de maio de 2015

09 de maio - O Dia da Vitória

No dia 09 de maio a Rússia comemorou o fim da Segunda Guerra Mundial. O evento foi ignorado e boicotado pelo Ocidente, mas a Rússia contou com outras autoridades que prestigiaram a festa. Mais de 16 mil soldados desfilaram na celebração, e a Rússia apresentou alguns novos veículos de combate. 

Obama citou o fim do conflito, homenageando todos que deram suas vidas nessa luta, mas não citou as forças russas, que foram decisivas para o fim do conflito. Quem estuda História sabe que o dia D foi importante para o fim da ditadura de Hitler, mas o avanço russo sobre Berlim foi o que realmente pôs fim ao conflito. 

Em 22 de junho de 1941 as forças alemãs invadiram a Rússia, na conhecida Operação Barbarossa. Tomaram várias cidades, e a força aérea russa foi esmagada pela Luftwaffe. Os céus de Stalingrado foram dominados, mas algumas mulheres operárias resolveram operar baterias de tiro contra os tanques alemães. Mesmo sendo empurrados para uma pequena faixa de terra de 900 metros próximo ao rio Volga, e sendo alvo de bombardeio constante, os soldados soviéticos seguraram a situação até o inverno, quando realizaram uma contra-ofensiva atacando pelos flancos, fechando as forças alemãs em Stalingrado. 

Snipers femininas do Exército Russo. Foto P. Bernstien

Os soviéticos ofereceram a oportunidade de rendição aos alemães, que foi recusada - porque os oficiais alemães sentiam muito medo de Hitler - e causou a eliminação completa do 6º Exército alemão. Esta batalha durou 199 dias. 

Após essa e outras derrotas do Reich em território soviético, os russos vieram sobre a Alemanha, dispostos a por um fim ao conflito mundial. A Operação Bagration retirou completamente as forças alemãs da Rússia, Bielorússia e Polônia. A ação resultou na completa destruição do 4º Exército alemão, 9º Exército Alemão e 9º Exército Panzer. Logo após, os russos entraram na Alemanha lançando vários ataques desde o Mar Báltico até a região dos Cárpatos. A batalha durou até o mês de maio, e no dia 09 deste mês, a Alemanha se rendia às forças soviéticas.

Mesmo ignorados pelas potências ocidentais, vale ser lembrado o patriotismo do povo russo, e sua força e união na hora de defender o país.

Bandeira da Vitória sobre Berlim. Foto Evgeny Haldei

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Putin - 15 Anos da Mão de Ferro sobre a Rússia

No dia 07 de maio de 2000 Putin foi empossado presidente da Rússia. A cerimônia - que era sempre no Palácio Estatal do Kremlin - foi transferida para o Grande Palácio onde viveram os czares.

O jovem encrenqueiro da velha Leningrado, o agente feroz da KGB, o coronel, o piloto de caça, assumia um país quebrado, sem promessas de esperança, intitulando-se com orgulho de "novo Stalin", como se isso fosse um elogio...

Alguns "interessantes" decretos de Putin, assim que assumiu o poder:

- Imunidade judicial a Boris Yeltsin;

- Nova doutrina militar, incluindo o direito de usar armas nucleares contra agressores;

- Treinamento militar obrigatório para os reservistas;

- Classificação de informações como secretas;

- Treinamento militar obrigatório nas escolas secundárias públicas e particulares;

- Aumento de 50% no orçamento da defesa - num país onde 80% da população afundava na miséria.

Vozes da oposição foram silenciadas, políticos e jornalistas encontraram a morte cedo demais, o recado fora dado aos russos e ao resto do mundo: "Não se metam comigo". 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

São Sérgio de Radonej - O Reformador Russo

Sergey Radonezhsky, era mestre e conselheiro de um monastério ortodoxo, e o mais importante reformador monástico da Rússia Medieval.

Veio de uma família nobre, nasceu em 1314 em Rostov. Aos 22 anos, se recolheu para meditação e estudos em um mosteiro isolado na floresta, onde um urso o acompanhava. Atuou em muitas missões diplomáticas para o príncipe Dmitry Donskoy.

Saint Sergius, the Builder - by Nicholas Roerich - 1925


Tornou-se um dos santos mais venerados da igreja ortodoxa e um dos patronos da Rússia. Morreu em 25 de setembro de 1392 e suas relíquias estão na Catedral da Santíssima Trindade, em Serguiev Possad, próximo a Moscou.

sexta-feira, 28 de março de 2014

O Plebiscito da Criméia

No dia 16 de março, 1,2 milhão de eleitores na Criméia - o que representa 98% da população eleitoral - votaram pela anexação ao país vizinho, a Rússia. Vladimir provou que Obama estava enganado, e que o povo da Criméia sente-se seguro fazendo parte da Rússia.
Obama conversou com o presidente russo poucas horas antes da votação, ameaçando a Rússia com sanções, e afirmando que a presença do exército russo na região em conflito apenas aumenta a tensão. O presidente americano torna-se hipócrita ao afirmar que a Rússia está violando o Direito Internacional. Vladimir Putin desconsiderou as ameaças do governo americano, pois percebe que os EUA já não tem a força de antes - e mesmo quando eram fortes militarmente não tinham a coragem necessária para bater de frente com a Rússia - e suas ameaças já não causam o efeito esperado. Putin prometeu resolver os problemas legais o mais rápido possível para que a Grande Mãe Rússia possa abraçar seus filhos da Criméia.
Enquanto Obama resmungava como criança teimosa, os cidadãos da Criméia gritavam nas ruas: "Vamos voltar para casa!"

Leia também A GUERRA FRIA NUNCA ACABOU.

(foto: contextolivre.com.br)

terça-feira, 18 de março de 2014

Atualizando: A Guerra Fria nunca acabou

Kiev. Novembro de 2013. A população vai às ruas para forçar o então presidente ucraniano Viktor Yanukovich a fechar um acordo comercial com a União Europeia - UE, acordo este que vinha sendo negociado há três anos. Mas Viktor deu as costas ao povo e aceitou um pacote - leia-se empréstimo - bilionário da Rússia e um desconto no preço do gás natural
O povo reagiu, ocupando a prefeitura de Kiev. O governo reagiu com violência excessiva, mas a revolta continuou.

(tropas russas se dirigindo às áreas de conflito - foto: Band)


Houve um acordo de paz no fim de fevereiro, que não durou 24 horas. Viktor deixou o país, e um governo pró-UE assumiu. A população se dividiu: ocidente da Ucrânia pró-UE e oriente pró-Rússia. A Rússia não reconheceu tal ato, e o conflito começou. Tropas russas começaram a exercer o controle das áreas afetadas pela revolta.
Na Criméia, que foi transferida para a Ucrânia pela União Soviética em 1954, mais da metade da população se considera de origem russa, e apóia as decisões do Governo Russo. Na verdade, isso reflete o que acontece no resto da Ucrânia, onde há muita gente que apóia a Rússia. É na Criméia que está localizada a sede da poderosa Frota do Mar Negro, que pertence à Rússia.

Aproximadamente 80% das exportações de gás da Rússia para a Europa passa pela Ucrânia. A Rússia fornece um terço do gás que a Europa consome. Uma guerra afetaria o abastecimento. Já a Ucrânia é a terceira maior exportadora de trigo e milho do mundo, produção esta que também sofreria sérios abalos.

Diante da crise, até países como a Suécia e Polônia estão pensando em mudar a política de defesa e reforçar o orçamento militar. Caças americanos pousaram na Lituânia, e Obama ameaça a Rússia com sanções. Vários países ocidentais enviaram pedidos para mediar a crise, mas foram ridicularizados pelo Kremlin. Putin justifica suas ações afirmando que está defendendo a população de origem russa da Criméia, que inclusive fala o idioma russo no dia-a-dia. O Parlamento Regional da Criméia aprovou uma moção em que pede para fazer parte da Rússia. Cidadãos nas ruas afirmam que sentem-se protegidos com as tropas russas que se aproximam, e com os 25 navios enviados ao Mar Negro. 

(marinheiro ucraniano observa navios russos na Criméia - foto: Band)


O primeiro ministro russo diz que teme o ressurgimento da Guerra Fria. Na minha opinião, ela nunca morreu.