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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Último Turno - Stephen King SEM SPOILERS

Provando que um ótimo autor de livros de terror pode ser um ótimo autor de livros policiais, Stephen King finaliza magistralmente a trilogia Bill Hodges com o terceiro livro, intitulado "Último Turno".

Comecei a ler esta trilogia por acaso, pois peguei o primeiro livro emprestado (Mr. Mercedes), e quando comecei a ler, não consegui mais parar. Logo de início, King nos conta quem é o assassino, e mesmo assim você continua lendo ávidamente página após página tentando entender como funciona a mente deste psicopata e qual sua influência em suas vítimas.

Já no segundo livro, "Achados e Perdidos", Bill Hodges, nosso querido detetive aposentado enfrenta um outro assassino, um fã obsessivo que mata por seu "amor" à literatura, enquanto o psicopata do primeiro livro está internado numa clínica de traumatismo à beira da morte...

No terceiro livro, "Último Turno" - título escolhido pela esposa de Stephen King - uma pequena dose de terror é acrescentada à trama policial, e nos vemos pulando de coisas inexplicáveis para fatos totalmente explicáveis. No fim, o mal é vencido, e os fatos se ajustam para o término da história de uma maneira que só Stephen King sabe fazer.

A trilogia nos deixa com saudade dos personagens, nos deixa torcendo pra que eles continuem tendo sucesso em outras histórias das quais não vamos saber. O livro nos faz entender e admirar pessoas que não são entendidas ou admiradas por puro preconceito. É policial, é uma pequena dose de terror, mas é também uma lição para fazermos sempre o que precisa ser feito.

sábado, 1 de novembro de 2014

The Queen of the Tearling - com Emma Watson

Imagine um filme que seja o encontro entre Guerra dos Tronos e Pulp Fiction. Gostou? Então você vai gostar de The Queen of the Tearling. O livro escrito por Erika Jonhansen ainda será lançado no Brasil em 2015, pela editora Suma de Letras, mas o que nos interessa é o filme, que terá como personagem principal Emma Watson. O roteiro foi adaptado do livro por Mark L. Smith, e o produtor será o mesmo de Harry Potter, David Heyman.


Três séculos no futuro, em um mundo marcado por uma grande catástrofe ambiental, apenas uma pequena parte da raça humana sobreviveu. Nesse background, Kelsea Glynn (Emma) deve recuperar o trono de sua falecida mãe e resgatar o reino de Tearling das mãos da tirana Rainha Vermelha, soberana de Mortmesne.


Uma heroína extraordinariamente humana resolvendo problemas reais, descobrindo fatos sobre o paradeiro de seu pai biológico, o verdadeiro poder das jóias reais e o passado da Rainha Vermelha. 

Emma, além de atriz, está exercendo a função de produtora executiva do filme. Também tem se dedicado muito às aulas de técnicas de luta e combate com facas, espadas e outras armas, além de aprender a caçar coelhos, andar a cavalo e praticar escaladas.

Será com certeza mais um filme de sucesso deste talento que vêm se destacando cada vez mais desde Harry Potter. Emma é incrível.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

#365Livros - #Livro228 - O ESPADACHIM DE CARVÃO


O Espadachim de Carvão
Affonso Solano

Em uma ilha sagrada, vive um jovem de pele totalmente negra e seu pai. O jovem, de nome Adapak, tem todo o conhecimento divino ao seu dispor, mas sabe que nunca sairá daquele local sagrado. Mas quando ele completa dezenove anos, vê sua ilha ser invadida por um grupo de assassinos, e foge para salvar sua vida. Então torna-se conhecido aos olhos do mundo e, aplicando sua sabedoria e suas técnicas de combate, resolve descobrir quem são aqueles que invadiram seu lar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Estudo de Capa "Angels of Death" de Eduardo Spohr

Olha só que trabalho excelente! O primeiro estudo de capa de "Filhos do Éden - Anjos da Morte". A partir de imagens conceituais. Arte de primeira de Stephan Stoelting. E o mais interessante é que nenhuma dessas imagens foi aprovada. Imagina só como será essa capa! Parabéns, Stephan e Eduardo Spohr!


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vem aí o novo livro de Eduardo Spohr: Anjos da Morte

"...das sangrentas praias da Normandia ao colapso da União Soviética..." o enredo promete. O novo livro de Eduardo Spohr, autor de A Batalha do Apocalipse, e Filhos do Éden, Herdeiros de Atlântida ainda não tem data para lançamento, mas já temos uma prévia do que será. Apesar de muitos ~entendidos~ em literatura criticarem o Eduardo, tenho grande apreço por este autor. Em primeiro lugar por ser um autor brasileiro que escreveu algo interessante, fugindo da nossa literatura chata e insuportável, e em segundo lugar por seu carinho e respeito com os leitores, pois atende a todos como pode, respondendo emails, twits e comentários. Desejo sucesso e parabenizo sua dedicação. Eduardo, um abraço.
Confira o post do Eduardo AQUI!



domingo, 16 de setembro de 2012

Formação de Escritores - Crônicas

Encerrou neste sábado dia 15 de setembro, o curso "Formação de Escritores - Crônicas", realizado no SESC e ministrado por Victor da Rosa, Mestre em Teoria da Literatura e cronista semanal do Diário Catarinense. Eu e a Wanessa fomos selecionados, participamos deste curso, e aguardaremos ansiosamente o lançamento da coletânea de crônicas escrita pelos participantes. Foi bastante proveitoso. Uma experiência.
 
Victor da Rosa editando nossos textos

domingo, 25 de julho de 2010

Dicas de Vivianne Fair

1- VOCÊ NÃO VAI SER FAMOSO DE CARA!
Não fique aí achando que vai escrever um livro e acabar como uma J.K.Rowling da vida ou uma Stephenie Meyers...As duas, assim como Meg Cabot e tantos outros autores consagrados receberam muuuitos "NÃOS", ou nem receberam resposta alguma. Mais de 30, algumas vezes! E demoraram anos para ser reconhecidos; sabia que Rowling vendia Harry Potter de porta em porta e Crepúsculo foi lançado em 2001(não lembro bem a data, mas faz tempo! rs)? Pode ser que seu livro faça sucesso ou pode ser que não. São lançados mais de 2000 livros no mercado todo mês, você sabia? Isso não é pra desanimar ninguém, viu? É só pra vocês verem que não é pra desistir na primeira tentativa! É difícil, mas não impossível. Eu sei que competir com livros estrangeiros não é fácil, ainda mais porque na infância fomos obrigados a ler coisas e autores que não gostávamos. Tsk!



2- SE INFORME, MELHORE SUA ESCRITA!
Eu não comecei sentando na cadeira e dizendo: vou ser escritoraaaaa e pari um livro...kkkkkk! Quando criança eu escrevi vários (oh, Deus, que vergonha deles!!), e sempre sonhava ser uma grande escritora (e detetive, artista, dançarina, cantora, atriz, professora - modelo não porque modelo não podia comer chocolate), mas não me limitava. Escrevia sem pensar em publicar. Não cobre muito de si mesmo, mas sempre busque melhorar. Eu li muitos livros sobre como ser um bom escritor, me informei sobre editoras, estudei redação, LI MUITO, li meus textos com olhos críticos, etc. Sempre me mantive informada em relação ao mercado.



3- NÃO MUDE SEU ESTILO PARA AGRADAR NINGUÉM!
Se você escreve romance melhor, manda brasa, ou ficção, policial, que seja. Não se force a fazer diferente para acompanhar o mercado, porque nunca vai parecer natural!



4- NÃO MANDE QUALQUER UM LER SEU TEXTO!
Não escolha pessoas como mãe, pai, irmão, primo, cunhado, amigos do peito. Eles vão dizer coisas pra te agradar. Escolha escritores, amigos mais distantes, colegas - que estejam prontos a te ajudar. Não entregue o texto completo - o roteiro é seu - entregue parte dele (umas dez a vinte páginas) para pessoa ver se é empolgante, a narração está boa, coisa assim. Se você entregar o texto todo é capaz da pessoa nem se animar a ler e dizer que gostou só pra fazer de conta que leu! rsrs!



5- ESTEJA PREPARADO PARA RECEBER CRÍTICAS.
É, eu sei, essa parte não é fácil! rsrsrs! Mas pensa assim, nem Jesus agradou a todos, certo? Nem todo mundo gosta de Crepúsculo e Harry Potter! Tem gente que ama livros que eu detesto!! Mas pense bem: não se deixe atingir por críticas negativas. As construtivas são ótimas, mas as negativas que só dizem 'não gostei' 'não achei legal', ignore. Não vão te fazer melhorar? Então não prestam. Isso também não quer dizer que você vai mudar porque recebeu uma ruim. Vê se mais pessoas concordam. Deixe bem claro que receber críticas é importante pra você e que você não vai se magoar. No começo é difícil, mas você se acostuma! rsrs



6- REGISTRE SEU TEXTO.
Essa pergunta é campeã: onde registro? Devo registrar? É bom que faça isso, mas não é de se desesperar, viu? Não fique achando que você escreveu e alguém vai te passar a perna no dia seguinte...rsrs! Para registrar é coisa super simples! Vá na biblioteca nacional e diga que você quer registrar uma obra. Aqui em Brasilia só preciso de xerox da carteira de identidade e cpf (acho) e o seu texto todo impresso e com todas as páginas rubricadas, a primeira e a ultima assinadas. É um saco, meus textos tem mais de 200 páginas...u.u Tem que pagar uma taxa de $30,00, acredito, mas o preço pode variar. Se quer sua consciência tranquila, é melhor, rsrs!



7- NÃO MANDE SEU TEXTO COMPLETO E SEM FORMATAR PRA NINGUÉM!!
Volta e meia eu recebo uns assim. Não faça isso! Eu sou uma boa pessoa (mamãe não acha, mas sou sim, viu??) mas você pode encontrar pessoas ruins por aí. Se quiser seu texto avaliado por alguém, mande só uma parte dele e formatado. Vai em word >> home >> prepare >> mark as final (o meu é em inglês, hehe) e manda só uns dois ou três capítulos. No caso de editoras você DEVE mandar inteiro. Mas antes, entre no site da editora e vê o que ela diz sobre mandar a obra: se está aceitando, - veja se a editora é confiável - como ela quer que mande...algumas editoras preferem os textos pelo correio, outras preferem por email. Pesquise antes de enviar, para você não perder o seu tempo nem o dela. E deixa eu te dizer: nem todas lêem e algumas o prazo de resposta é de até 1 ano. Então mande para muitas; não fique sentando esperando entrarem em contato com você! Mas preste atenção nas editoras para as quais você manda! NUNCA DISPONIBILIZE SEU TEXTO INTEIRO NA NET A NÃO SER QUE VOCÊ NÃO TENHA INTENÇÃO DE PUBLICÁ-LO. Editora alguma vai se interessar em publicar se ele já anda por aí. Afinal, caiu na rede é domínio público!



8- TIPOS DE EDITORA - importante
Existem dois tipos de editora; a tradicional, que é a que publica livros e os distribui para todo o Brasil e as editoras por demanda.
Qual é a melhor? Tem muitos autores que querem ser lançados para o Brasil todo - tipo eu também, rsrs; mas isso não quer dizer que seja o melhor!
Vantagens e desvantagens da editora tradicional:
 - a resposta demora ou nunca vem;
 - você ganha cerca de 7% a 10% em cima de cada livro. Coisa de $3,00;
 - você vai ser publicado em todo o território nacional;
 - você só recebe uma vez ou duas vezes por ano, rsrs
 - o seu livro pode sofrer alterações - normalmente eles te avisam sobre elas: capa, alguns capítulos, etc;
 - vantagens e desvantagens da editora por demanda:
 - seu livro vai ser distribuido por você mesmo e não para as livrarias do país;
 - você decide quanto cobrar e quanto receber; na maioria das vezes, você lucra muito mais vendendo por conta própria porque você decide quanto vai lucrar;
 - a divulgação é por boca em boca, ou por sites.
 - você decide exatamente como seu livro vai ser e o que vai ter;
Eu não acho que uma ou outra seja mais importante, embora eu ache que uma tradicional vai lançar você no mercado e fazê-lo conhecido! Tenho duas editoras: uma por demanda que é a Lexia, que eu adoro e a outra é tradicional, que é a Editora 21, que eu também adoroo, porque as duas confiaram no meu trabalho!



9- COMO COMEÇAR A ESCREVER UM LIVRO (meu método de trabalhar):
 - Anote todas as cenas que imaginar, nome de personagens, ideias para outros livros, etc. Tenha um caderninho sempre à mão. Não importa onde nem quando vir a ideia; anote! Pode ser que ela não volte! rsrs!
 - Procure organizar mais ou menos seu roteiro com um resumo. Exemplo, pensei em uma história sobre um alien vindo à Terra e se apaixonando (que?) por uma terrestre. Então escrevo mais ou menos no que consiste a história - ele cai de uma nave espacial, ela está na escola, ele pula o muro, eles se encontram, ela foge..etc. Se ainda não pensou num final, não se desespere. Ele acaba vindo. Se não está conseguindo mais seguir seu roteiro, ótimo. Isso também pode significar que seus personagens estão criando vida e fazendo escolhas, isso é bom! Por exemplo, eu planejava matar um personagem no meio da história, mas ele escapou...fiquei tão assustada que resolvi deixá-lo vivo...kkkk! Sim, é verdade...
 - Defina bem as características de seus personagens! Descreva-os, imagine-os, ponha o que els gostam e o que não gostam; lembre-se de pôr personagens que animem as pessoas; ninguém quer ter como protagonista um personagem que vive reclamando de tudo, por exemplo! Mas procure seguir a sua personalidade. Não ponha uma menina timida que pula o muro da escola pra matar aula!
 - Se surgir ideias para outros livros, apenas anote; anote tudo o que imaginar. Mas se as ideias não te deixarem, esqueça o que você estava fazendo antes e escreva esse. É sempre bom se concentrar em um livro só!
 - Fique pensando no livro, imaginando as cenas que escreveu, nos personagens, em o que ele fará se acontecer isso ou aquilo. Se a cena que você pensou vai fugir muito do seu roteiro; melhor esquecer. Não encha linguiça! Ninguém quer saber se sua personagem vai lixar as unhas enquanto assiste a novela e pensa no vestido da liquidação em 5 páginas!
 - Não copie livros existentes; mesmo que você tenha achado o assunto legal. Plágio é crime, mesmo que você o reescreva com suas palavras! Se você contar a história de um vampiro e um lobisomem que se apaixonaram por uma menina (*cofcofcrepúsculocofcof*) vai parecer falta de imaginação e você pode ser muito criticado por isso, chegando ao ponto de até ser desrespeitado. Se o texto que você escreveu é parecido com algum livro, leia este conselho: mude! =/



10- SEJA SIMPÁTICO E NÃO TENHA INVEJA DE QUEM CONSEGUIU!
Estranho esse, não é? rsrs Mas é verdade! Seja gentil com as pessoas sempre; mais por bom coração do que para ter a vantagem de que ela te divulgue ou coisa assim. Melhor que publicar e ver pessoas lerem seus livros é ter muitos amigos. Mas acima de tudo, respeite quem não gostar. Difíiicil não ficar triste, claro, mas fazer o quê? Não vá atrás dela dizendo para ela fazer melhor! hahaha! Se ela te desrespeitar, ignore. Não bata boca, mesmo porque se você ficar famoso não vai querer ficar conhecido como alguém que não respeita os outros, não é mesmo? Hum...isso me lembra que devo tomar conta do meu pavio curto em relação a outras coisas... kkkkkk! E você sabe que quem conta um conto aumenta um ponto. Pessoas que aparecem demais acabam por ser um exemplo para outras, você sabe. Olha a mídia!!
Não seja invejoso. Não é porque aquele autor conseguiu publicar e você não, você vai falar mal da obra dele ou não vai querer ler. Lembre-se de que um dia você pode estar na mesma situação. Não difame a obra sem nem ao menos ler ou conhecer, nem persiga o autor em sites fazenbdo resenhas negativas.

11- TERMINE SEU LIVRO, MAS NÃO SE FORCE!
Se as ideias não estão vindo, escreva pequenas cenas de seus personagens, com ou sem intençao de inclui-las na história. Não fique ansioso. Largue, simplesmente, por um tempo, se você não se empolgou. Aliás, se você não se empolgou, releia o texto. Pode ser que ele não esteja empolgando. Nesse caso, acrescente alguma coisa que dê um rumo à história e que te faça pensar pra fazer! Escreva várias ideias que vc pode incluir na história, até ideias loucas: a personagem é sequestrada por uma lata de lixo gigante; o mocinho descobriu que se apaixonou por sua imagem no rio, mas percebeu que de Narciso não tinha nada, invente! Sua mente vai começar a dar voltas e você acaba conseguindo!
Mas não largue totalmente!! Fique pensando na história, mesmo que não esteja escrevendo! Se largar de vez você não vai voltar pra pegar, acredite em mim! rsrs



12- DIVULGUE SEU TRABALHO!!!
IMPORTANTÍSSIMO!!! Você tem que divulgar, independente se sua editora é tradicional ou não. Se não tem tempo para manter e cuidar de um blog, mande seus livros para blogs para que façam resenha ou sorteio. Não faça spam na caixa de mensagens dos outros, mas pode mandar emails para alguns e pedir para passar pra frente! Use a imaginação para impulsionar as pessoas a lerem. Um bom livro vai fazer sucesso por si só!!



13- ACIMA DE TUDO, NÃO DESISTA!
Não é fácil, claro! Mas quando a gente quer algo, tem que lutar pra conquistar. Só depende de você tornar seu sonho real; não fique se lamentando se não deu certo; quando tiver que ser será!! Se acha que vai dar trabalho, então nem invista! Mas se é o que quer, lute! Confie sempre!! =D

Quer ser Escritor? (Thalita Rebouças)

1) Nunca é tarde para correr atrás de um sonho. Zélia Gattai começou a escrever aos 63 anos, furou as orelhas aos 80 e hoje é imortal. Mas comece logo. Agora, se possível, tenha você 15 ou 80 anos. Escrever um livro leva tempo, então por que esperar mais? Cada dia de espera é um dia perdido, não volta mais. Aliás, esta dica serve para qualquer sonho que você tiver. Acredite e comece a se mexer. Ficar em casa assistindo à Sessão da Tarde não ajuda nada.
Lembrei-me agora de uma passagem do primeiro livro do Amyr Klink, Cem dias entre Céu e Mar, em que ele conta uma coisa muito bonita. Seu medo maior não era das tempestades, dos tubarões ou da solidão. Seu medo era de nunca sequer partir para tentar realizar o seu sonho de cruzar o Oceano Atlântico remando. Não tentar pode ser muito, muito mais doloroso do que fracassar. Portanto, por mais difícil que possa parecer, NÃO DESISTA!

2) Não se preocupe se os seus primeiros textos não forem um primor. É muito difícil acertar a mão logo de primeira. Continue tentando, continue insistindo. Você vai melhorar. Como dizem os ingleses, "a prática traz a perfeição". Escreva e reescreva cada parágrafo, cada capítulo dezenas de vezes, se necessário. Eu só paro de alterar um livro quando a editora me obriga a entregar os originais para iniciar o processo de publicação.

3) Aliás... o ato de escrever se resume, basicamente, a duas etapas: a primeira consiste em despejar a história no papel. A segunda, minha preferida, em burilar esse texto "despejado". Lembre-se de que, como disse o filósofo francês Voltaire, escrever é a arte de cortar palavras. Acredite, é um dos melhores conselhos para quem quer viver de escrever. Não tenha pena do seu texto, corte, corte mais uma vez, mais uma. Limpe as arestas, enxugue as gorduras, mesmo, sem dó nem piedade. Assim, seu texto fica mais enxuto a cada leitura, a cada tratamento e, um belo dia, ele vai estar pronto, tinindo, apenas esperando que você dê a partida e o envie para as editoras.

4) Se você é do tipo que entra em pânico diante de uma tela de Word em branco, compre um gravadorzinho. É uma excelente ferramenta de trabalho, vivo com o meu para cima e para baixo para não deixar as idéias sumirem na memória. Muita gente me diz que o difícil é começar a escrever, que dá um branco, parece que tem uma barreira etc. Com o auxílio do gravador, você simplesmente conta a história para você mesmo. Acredite, depois fica fácil passar para o papel. Você começará apenas transcrevendo suas idéias mas, aos poucos, vai tomar gosto pela escrita e pelo processo de lapidação de texto. E posso adiantar uma coisa? Prepare-se, é uma delícia.

5) Uma forma bem bacana de praticar a escrita (e também de aprender a encarar as críticas numa boa) é criar um blog. Eles proliferam na internet e vieram ao mundo para mostrar o talento de muita gente que andava escrevendo escondida por aí. Além de ser uma maneira de mostrar a sua cara (e seu texto, claro), o blog pode te ajudar a ser encontrado por uma editora, já que cada vez mais a web se firma como celeiro de bons escribas. Se quiser conhecer o meu blog, clique aqui.

6) Não escreva sem saber aonde quer chegar, fica muito difícil. É claro que você pode – e deve – mudar a sua história ao longo do tempo, mas sempre tenha um objetivo definido. Um exemplo: quando comecei a pensar em escrever o Tudo por um Pop Star defini que seriam três amigas, fãs fanáticas (e desastradas), capazes de fazer as maiores loucuras para chegar perto de seus ídolos. Os detalhes vieram depois, nasceram enquanto eu escrevia.

7) Escolha um tema familiar, com o qual você se sinta à vontade. E pesquise o quanto for preciso para dar consistência ao seu romance. Com a Internet, pesquisar os mais diversos assuntos ficou bem mais fácil. E é uma das partes mais gostosas do trabalho de escrever um livro.

8) Se a história empacar, deixe o livro de lado por algum tempo, mas não desista. De tanto revisar uma parte, você pode acabar não vendo mais o que precisa ser corrigido. Deixe o texto descansar por algumas semanas e depois volte a ele com olhos renovados. Problemas que pareciam insolúveis se resolvem naturalmente.

9) Observe. Tudo. No carro, na portaria, no elevador, na night, observe tudo e todos. O cotidiano é uma infindável fonte de inspiração (bebem dela grandes autores, como João Ubaldo Ribeiro, Mário Prata e Fernando Sabino, só para citar alguns). Um comentário aparentemente inútil e sem importância que você ouviu no elevador pode render idéias saborosas para crônicas, contos e até romances. Fique de olhos e ouvidos bem abertos! Sempre.

10) Cuidado com a opinião de amigos ou mesmo de parentes. Ela pode ser desfavorável (ou não tão otimista quanto você esperava) e abalar a sua garra. Lembre-se de que a última coisa que os pais de Paulo Coelho desejavam era que ele se tornasse escritor. E quem vai dizer agora que ele estava errado? Além do mais, seu livro, por mais que você o ame e o ache perfeito, sempre desagradará a alguém. Nenhum livro (nenhum, mesmo!) tem aprovação unânime. Se alguém criticar seu texto, procure encarar com naturalidade. É difícil, mas é preciso.

11) Molho. Massa sem molho é uma lástima. Fica uma coisa sem graça, insossa, zero apetitosa. Texto sem molho é isso aí e mais um pouco. Escrever corretamente é uma coisa. Escrever com molho é outra. Uma boa história é capaz de prender o leitor. Mas uma boa história com molho pode conquistá-lo e ser o ingrediente que levará seu projeto de livro para frente. Luis Fernando Veríssimo, Fernando Sabino e João Ubaldo Ribeiro são ótimos exemplos de autores que sabem dar molho ao que escrevem.

12) Leia. Leia muito. Livros, jornais, revistas, bulas de remédio, manuais de máquinas fotográficas, blogs, gibis, não importa. É lendo que ficamos em contato com a matéria-prima de todo e qualquer escritor: a língua portuguesa. É como o treino para um jogador de futebol. Sem leitura, um escritor que podia ser craque vira apenas mais um perna-de-pau.

Para quem já está com seu primeiro original prontinho

1) Registre seus originais na Biblioteca Nacional antes de enviá-los a uma editora. O procedimento é simples e está descrito no site da instituição. Importante: este registro não precisa ser enviado para as editoras junto com os originais.

2) Envie, junto com uma carta de apresentação caprichada, um exemplar encadernado para todas as editoras que você acha que têm perfil para publicar o seu livro. Muita gente me pergunta se pode mandar os originais em formato digital. Melhor não. O ideal é que seus originais cheguem à editora impressos e encadernados. Mas isso é o óbvio, né?
Só que é preciso tomar alguns cuidados. Se você simplesmente enviar os originais num envelope pardo, pode ter certeza de que ele vai acabar numa pilha que, usualmente, vai do chão ao teto. As editoras simplesmente não conseguem avaliar todos os originais que chegam para elas.
Para que isso não aconteça, invente uma forma criativa de se destacar dos outros candidatos a escritor. Exemplos: mande os originais numa caixa enorme, cheia de balas. Ou mande numa caixa colorida. Ou o que mais você inventar para aparecer mais do que os outros.
Claro que você pode ter sorte, como teve ninguém menos que J. K. Rowlling, a criadora de Harry Potter, o bruxinho mais famoso e milionário do mundo. Foi do topo de uma pilha dessas que foi pego seu primeiro original, simplesmente porque um compromisso do agente foi cancelado. Mas, na dúvida, vamos sempre tentar dar uma mãozinha para a nossa sorte.

3) Coloque um pinguinho de cola a cada dez páginas dos seus originais. Assim, quando uma editora qualquer devolver seu texto alegando não ter interesse em publicá-lo, você poderá checar se ele foi ao menos lido e avaliado. Meu marido, o Cao, fazia isso quando não tinha ainda nenhum livro publicado e denominou a técnica de "colagem anti-depressão". Muito útil. Diversas vezes ele recebeu de volta os originais e pôde verificar que eles não tinham sido sequer folheados.

4) Se depois de um ano você não receber nada a não ser cartinhas do tipo "que pena, mas para os próximos meses nossa programação já está fechada", comece a cogitar uma pequena edição independente. Voltando ao exemplo do Cao, essa foi a decisão dele e, após a venda de 800 exemplares (nos bares, em pequenas livrarias etc.), ele acabou sendo convidado pela Editora Record para reeditar seu primeiro livro, O Brilho dos Pássaros, e, em seguida, lançar o segundo, A Janela Entreaberta.

5) Se for fazer sua edição independente, muitíssimo cuidado com a escolha da capa, do título e com o preço final para o leitor. Quanto mais barato um livro, mais fácil vendê-lo – principalmente quando se trata de um autor iniciante. O título e a capa, claro, devem ser bonitos e bem cuidados. Mas também precisam ser comerciais e espelhar bem o conteúdo do romance.
Um exemplo de livro com título poético e capa bonita que não funcionam bem comercialmente é O Brilho dos Pássaros, do Cao (mais detalhes em www.carlosluz.com.br). O livro conta o que acontece a um rapaz de 20 e poucos anos após a sua morte, mas se o provável leitor não pegar o livro e ler a contracapa jamais descobrirá. Acho que é só isso que ainda impede esse romance de se tornar um imenso sucesso, mas com o tempo ele chega lá, tenho certeza. Tudo teria sido muito mais rápido se o título escolhido tivesse sido, por exemplo, Depois que morri.

6) Por mais que você ame desenhar e seja um ótimo ilustrador, deixe a capa aos cuidados da editora. Não que você não possa opinar e dar sugestões quando chegar a hora, mas a palavra final nas capas dos livros costuma ser da editora.

7) Mandar os originais em formato de livro pronto também não impressiona as editoras. Elas são 100% responsáveis pela parte gráfica de um livro (tipo de letra, encadernação, capa, contracapa, tudo). A parte que cabe ao escritor é apenas o texto.

8) Muita gente me escreve perguntando como é feito o pagamento aos escritores. Normalmente, as editoras pagam 10% do preço de capa trimestralmente.
Por enquanto é isso, mas aos poucos eu boto mais dicas por aqui.
Mãos à obra e...
BOA SORTE!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Como Publicar um Livro

                     Publicar um livro no Brasil já foi tarefa mais difícil. Atualmente com a globalização e o acesso a Internet surgiram Editoras que apostam nas pequenas tiragens. Isso torna o escritor um autopublicador.
Eu optei por uma Editora sediada nos EUA denominada Lulu, e publiquei o meu primeiro romance. Na www.lulu.com você edita seu livro, armazena e vende de acordo com a demanda. Um exemplar só é impresso se alguém o compra. Ela trabalha com distribuição direta para diversos países, mas ainda não para o Brasil. O autor pode comprar a quantidade que preferir com o desconto correspondente aos direitos e receber via correios.
                    Comprei os meus primeiros exemplares, o preço é excelente para os escritores que querem publicar sem despesas disso e daquilo. Você compra a quantidade que quiser. A qualidade é excelente (digo porque estou com os exemplares aqui em mão) e o prazo de entrega é o menor dentre as editoras que pesquisei.
Você edita todas as fases do livro, até mesmo a capa, tudo através do site www.lulu.com. É em inglês, mas você pode usar um tradutor de página da internet.
Se você sentir dificuldade em diagramar o seu texto vai aqui um site onde você pode fazer o download com o título como diagramar o seu livro http://www.editoracorifeu.com.br/index.asp?pag=13
Qualquer dúvida deixe um comentário
                    Abaixo um pequeno merchandising do romance que está a venda pelo site http://stores.lulu.com/paulocavalcante
                    Algumas editoras colocam à venda os livros e até fazem a página do escritor nos seus sites. Esse tipo de divulgação é pouco, contudo. Os percalços ainda são muitos. É preciso gostar de escrever e querer compartilhar com os leitores.
Quando se assume uma autopublicação, a tarefa de divulgar o livro é do escritor. Isso concretamente. É necessária muita coragem, perseverança e a paixão pelo ato de escrever.
Entretanto essa possibilidade que surgiu através da internet faz mais sentido diante de tantas barreiras impostas pelas grandes editoras.
Boa sorte

Paulo Cavalcante