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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mossul livre

A segunda maior cidade do Iraque, Mossul, fica próxima da Síria e é muito rica em petróleo. Foi tomada pelo Estado Islâmico em 2014, pelo seu valor estratégico e simbólico. Foi ali que Abu Bakr al-Baghdadi proclamou seu califado.

Uma coalizão formada por soldados iraquianos, curdos, milícias sunitas e paramilitares xiitas, todos liderados pelos EUA (quem mais?) estão retomando a cidade.  O governo do primeiro ministro iraquiano, Haider al-Abadi tem financiado e treinado forças militares para resgatarem Mossul. Os EUA por sua vez, financiaram US$ 415 milhões para o pagamento de soldados e combustível. 

As forças do Estado Islâmico na cidade são aproximadamente oito mil homens, e a resistência começou a cair. Essa ofensiva dos aliados contra o ISIS em uma cidade tão importante pode causar ações desesperadas pelos terroristas, o que tem deixado países da Europa e também os EUA preocupados. Bagdá também tem sido vítima de atentados terroristas numa escala bem maior desde que os planos da retomada de Mossul começaram a ser traçados.

Mossul tem dois milhões de habitantes, e precisa ser liberta.

sábado, 14 de novembro de 2015

Terror em Paris

Mais de cento e vinte mortos, mais de trezentos e cinquenta feridos. Este é o saldo da nova ação terrorista que ocorreu na noite de 13 de novembro em Paris. Ato este que já foi assumido pelo Estado Islâmico. O presidente francês François Hollande, apesar da demora no tempo de resposta, ordenou o fechamento das fronteiras da França, e prometeu "reação implacável" contra os terroristas.

As ações terroristas foram bem planejadas e cronologicamente executadas. Os ataques ocorreram em locais públicos bem movimentados - bares, restaurantes, a casa de shows Bataclan e o estádio Stade de France. Oito terroristas foram mortos, sendo que sete deles detonaram os explosivos que traziam presos em seus próprios corpos antes de serem atingidos pela polícia. 

O presidente sírio teve a audácia de pôr a culpa dos ataques no governo francês, e declarou:

"As políticas equivocadas dos Estados ocidentais, particularmente a França, em relação aos eventos da região (do Oriente Médio), e o apoio de um número de seus aliados aos terroristas são razões que estão por trás da expansão do terrorismo".


O que me preocupa agora é a consequência disso tudo. A França dará uma resposta - e eu concordo plenamente - mas a Síria tem uma "queda", um "carinho" pelos terroristas, e seu presidente atual é apoiado pela Rússia. A Rússia combate o Estado Islâmico, mas não conhecemos as reais intenções do presidente da Síria. A França certamente terá o apoio da Inglaterra e dos EUA, e isso pode ser o princípio de uma guerra mundial com cunho religioso.

Cidadãos comuns, sejam eles de qualquer país, não podem ser alvos de terroristas, de fanáticos, que além de cruéis são covardes, pois matam civis desarmados, pessoas comuns, famílias inocentes, crianças e jovens. O Estado Islâmico merece uma resposta, uma resposta militar, rápida e certeira.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Azaghal Ameaçado Pelo ISIS?

Azaghal, o senhor da Oceania, nosso querido anão escrotizador, recebeu a mensagem abaixo e ficou intrigado... E agora? Não dá pra brincar com essa galera do ISIS. 

"Para todo o mundo, ISIS não perderá se Alá aceitar nosso trabalho."

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ataque à Revista Francesa Charlie Hebdo

Na manhã do dia 07 de janeiro doze pessoas foram covardemente assassinadas por extremistas islâmicos, fanáticos religiosos, ignorantes que se escondem atrás de uma religião. Entre os mortos, quatro cartunistas venerados na França e no mundo: Georges Wolinski, Jean Cabut, Stephane Charbonnier e Tignous. O motivo: charges a respeito de religiosos e suas maluquices. Nosso respeito às vítimas do ataque, às suas famílias e aos cidadãos franceses. Foi um ato covarde. Um ataque ao humor, à imprensa e à liberdade de opinião.

Esperamos que os governos do mundo não fiquem de braços cruzados. Quantas pessoas mais precisam morrer para que alguém reaja? Os assassinos gritavam "vingamos o profeta" e "Alá é deus". Que deus é este? Que o braço forte da justiça caia sobre os fanáticos de todas as religiões. Onde há fanatismo, o amor é esquecido. Ainda há alguns imbecis afirmando que o humor exercido pelos editores da Charlie Hebdo era agressivo demais. Agressivo? E atirar em pessoas com fuzis não é agressivo?


(Charge sobre o ataque, de Ruben L. Oppenheimer)

segunda-feira, 11 de março de 2013

#365Livros - #Livro70 - DIÁRIO DE GUANTÁNAMO




Diário de Guantánamo
Mahvish Rukhsana Khan

Sempre tem alguém no SKOOB perguntando qual autor você gostaria de conhecer. Eu tenho umas boas dúzias... e agora junto a eles uma jovem pashtun nascida nos EUA chamada Mahvish Rukhsana Khan. Esta jovem me emocionou com seu relato como intérprete de advogados dentro do inferno chamado Guantánamo. O lugar aonde os EUA jogam seus bodes expiatórios, já que não conseguem dar conta do seu serviço, deter a Al Qaeda. Mahvish me emocionou com sua humanidade, sua maneira de trazer a realidade dura dos prisioneiros para nossa vida confortável, a realidade de que sim, muitos dos prisioneiros de Guantánamo não são terroristas, são vitimas de um governo hipócrita que quer mostrar que está fazendo algo. De fato está, destruindo famílias de gente honesta e decente. Guantánamo não é o problema. Os homens que administram Guantánamo, estes são.

domingo, 27 de janeiro de 2013

#365Livros - #Livro27 - O HOMEM QUE CALCULAVA




O Homem que calculava
Malba Tahan

O professor Julio César de Mello e Souza, sob o pseudônimo de Malba Tahan, conta a história onde o sábio Beremiz Samir, viajando pela Arábia, demonstra sua perspicácia matemática, resolvendo vários problemas, literalmente. Narrada pelo personagem Hank Tade-Maiá, que acompanha Beremiz, e ambientada na Arábia medieval, o livro é leve, divertido e inteligente, ensinando matemática de uma maneira muito eficiente para crianças e adultos. Situado história no berço das ciências, o Oriente Médio, e no contexto da Idade Média, a história se tornou mais rica e curiosa. As tradições e costumes islâmicos foram muito bem representados e respeitados, a despeito do final que alguns julgam moralista – provavelmente, fruto da época em que o livro foi lançado, início da década de 80 - mas que, de forma alguma, tira o mérito da obra. Um ótimo livro para todos, mas principalmente para aqueles que ainda acham que matemática é uma coisa chata. Não poderiam estar mais errados.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

#365Livros - #Livro23 - O LIVREIRO DE CABUL




O livreiro de Cabul
Åsne Seierstad

Uma maravilhosa obra para tentar entender esse universo tão diferente do nosso, uma religião, uma cultura, uma vida totalmente oposta da nossa. A jornalista norueguesa Åsne Seierstad viveu três meses em Cabul, com uma típica família afegã, e produziu o diário de sua experiência, extremamente rico e bem escrito. Sultan Khan, seu anfitrião, foi preso e torturado durante o regime comunista, e teve sua livraria invadida e parte dos seus livros queimados. Mesmo assim, o livreiro se reergueu e manteve sua livraria. Além de acompanhar o dia a dia de Sultan, Åsne discorre sobre os demais membros da família e sua rotina. Åsne despiu-se de seus costumes ocidentais, respeitando a cultura do lugar onde estava. Um relato emocionante de personagens comoventes e reais, os costumes às vezes irracionais de uma sociedade fundamentalista. Tudo narrado com inteligência e veracidade, mas acima de tudo com respeito.