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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Um Novo Nome Para uma Velha História

A Reforma Trabalhista está às portas, e o fim de algumas poucas e boas vantagens do trabalhador também. Vemos e ouvimos que o Governo está aprovando tudo isso porque está "preocupado" com os trabalhadores. Mas como um Governo comprado e mantido por empresários pode estar preocupado com trabalhadores?

Hoje, para tirarmos férias - algo que é um direito nosso - já temos que brigar muito para conseguir! O tempo que passamos trabalhando para garantirmos nossas férias chama-se período aquisitivo. Trabalhamos um ano para termos direito a esses trinta dias e, mesmo assim, é preciso brigar quando chega o tempo de descansarmos. 

O chefe já escolhe quando nos dar férias, e na maioria das vezes ainda nos força a vender alguns dias, como se não tivéssemos família ou vida particular, e agora ainda será possível dividir o período de férias em TRÊS! Vão nos fazer vender quinze dias e nos darão três períodos de cinco dias cada, durante o ano, no tempo que for melhor para a empresa. Essa "negociação" com a gerência nós já sabemos como funciona: O chefe nos impõe sua vontade e pressão, e faz com que aceitemos suas propostas, seja por medo ou não, pois somos peças descartáveis na máquina empresarial.

É assim que a banda toca. Nos dedicamos anos e anos em um trabalho, e quando mais precisamos é preciso convencer meio mundo a  nos dar algo que - por direito -  já é nosso. E agora, com a reforma, vai ficar ainda pior.

Bira - FENASPS

domingo, 4 de junho de 2017

Relações de Trabalho

Há várias coisas, vários fatores atualmente, que tem me deixado confuso com relação às relações de trabalho. Quero citar aqui alguns deles:

- O empregador desonesto que se aproveita da necessidade do empregado para negar-lhe alguns de seus direitos;

- O empregador gente boa e honesto, que por ser bom demais acaba lesado por alguns de seus funcionários;

- O funcionário responsável, que sofre juntamente com o irresponsável porque o empregador não distingue um do outro;

- O funcionário irresponsável que prejudica a equipe toda por sua falta de interesse.

A culpa não está na lei trabalhista, nem mesmo na reforma que está sendo feita. O problema, como sempre, é o ser humano, que sempre quer tirar vantagem da situação em que está. Protecionismo nas empresas, ameaças, chantagens. Pessoas consideradas competentes apenas porque tem amigos influentes. Pessoas responsáveis que não crescem profissionalmente porque não estão dispostas a puxar o saco de ninguém ou puxar o tapete dos outros. Funcionários que não admitem que o chefe cobre suas tarefas. Chefes incompetentes que não enxergam a competência dos seus subordinados. Pessoas que não aguentam a pressão. Todos esses fatores tornam um ambiente de trabalho insuportável, prejudicando o bom funcionamento de uma empresa.

E ainda existem pessoas que querem que consideremos a empresa nossa "segunda família". Por favor, vamos ser mais realistas. Não existe interesse comum ou preocupação com os outros nas empresas. Devemos trabalhar honestamente e com competência, mas não devemos alimentar ilusões. Como já dizia um sábio provérbio: "O pássaro deve confiar nas asas, e não no galho onde senta".

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Feliz Dia do Trabalho - comemorem enquanto podem

No primeiro dia de maio de 1886 trabalhadores americanos fizeram uma paralisação por melhores condições de trabalho. Dois dias após este acontecimento, um enfrentamento com a polícia resultou na morte de vários trabalhadores. A ideia de utilizar o dia primeiro de maio para comemorar o dia do trabalho, ou mesmo protestar por condições melhores espalhou-se pelo mundo desde então.

Hoje, no Brasil, não é preciso armas para deter os trabalhadores. Não é preciso cassetetes nem escudos. Hoje o tipo de ataque mudou. Um homem que chama a si mesmo de presidente, mas chegou ao poder através de um golpe, idealiza uma "reforma" juntamente com sua corja de deputados e senadores, seus ministros e juízes, compra a imprensa - e até mesmo apresentadores que eu nunca achei que se venderiam saem por aí dizendo que a reforma é boa e necessária - e enfia suas novas leis goela abaixo na população brasileira. O povo é manipulado e enganado, acreditando que estamos "evoluindo", acreditando que estamos atrasados em relação ás leis trabalhistas de outros países, mas esquecendo-se que em outros países não existe a corrupção que existe aqui.

Matérias são divulgadas em rede nacional apontando os empresários como "coitadinhos" que são processados em todo tempo por seus funcionários, e isso os impede de "produzir". O que a imprensa não mostra é a opressão que esses mesmos empresários usam contra seus funcionários. Muitos empregadores não dão a seus funcionários nem mesmo o que é de direito. Muitos não concedem nem mesmo vale-transporte. 

O que os políticos querem é honrar seus compromissos com a classe empresária, que comprou-lhes a promessa da reforma trabalhista. O que os empresários querem é colocar os pobres em seu devido lugar. Para eles é necessário haver separação de classes. Os ricos não são ricos se todo mundo tem dinheiro. O rico não aceita o crescimento do pobre. Temer luta contra nossos direitos adquiridos, e quer aumentar o abismo social que havia começado a diminuir.

Os trabalhadores brasileiros não aprenderam que são eles que geram riqueza. Quem move este país não são os empresários, não são os "empreendedores". Quem move este país é você, trabalhador, que levanta cedo, deixa sua família e vai à luta por seu pão. Você não trabalha apenas por seu sustento, cada minuto de trabalho que você gasta, você está construindo a riqueza deste país. Os ricos são ricos graças o que você faz.

Precisamos aprender, precisamos colocar em nossa cabeça que há muito mais trabalhadores que empregadores. Nós somos a força deste país. Os empresários precisam de nós, e não o contrário. Nós temos a força que eles precisam. Não sejamos enganados. O Brasil somos nós. Não permita que joguem fora os direitos que você já tem.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A Depressão e a Pressão dos Bancários

Trago hoje um resumo da reportagem da revista FENAE AGORA, Edição 87, de junho de 2016, que fala sobre assédio moral, isolamento social, depressão e suicídio. Muito interessante e necessário nesses tempos de angústia em que vivem os trabalhadores, pressionados por metas e chefes hostis, desvalorizados cada dia mais por seus empregadores, que querem apenas aumentar seus ganhos. 

"Qual o castigo maior para um mortal que ousou burlar a morte, do que ser condenado a passar a eternidade realizando um trabalho inútil, sem sentido e sem esperança? Foi assim que pensaram os deuses gregos ao condenarem Sísifo a empurrar uma pedra até o topo de uma montanha. A pedra, então, rolaria para baixo e ele teria que começar tudo de novo. Por toda a eternidade.
Alber Camus em seu livro "O Mito de Sísifo", escrito em 1947, compara a mitologia com a vida laboral moderna, operários que trabalham a vida toda, fazendo tarefas para as quais não vêem utilidade. Camus defende que esse destino é mais trágico ainda se o trabalhador não tem consciência disso. Pode levar ao desespero e à desistência da vida. A maneira para combater isso é a revolta, a discussão sobre a desumanização do trabalho.

O pesquisador Marcelo Augusto Finazzi defendeu sua tese de mestrado - intitulada "Patologia da solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho" - na UNB, na qual afirma que o assédio moral, o incentivo ao individualismo e à competição foram fatores determinantes na decisão dos pesquisados em tentar o suicídio.

A reestruturação econômica dos tempos modernos mudou a relação de trabalho dos bancários com seus colegas e com o próprio trabalho. O enxugamento, a eficiência a qualquer custo, a pressão por produtividade e as metas abusivas, sem falar nos chefes hostis que cobram jornadas de 10, 12 e até 15 horas por dia, criam um clima de 'ninguém é amigo de ninguém'.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, entre 1993 e 2005 um bancário cometeu suicídio a cada 20 dias. O trabalhador passa a acreditar que ele é o problema, não percebendo mais que é o ambiente de trabalho que está oprimindo a ele e seus colegas.

São poucos os bancários que ainda não tomam antidepressivos e não estão sofrendo de síndrome do pânico, problemas psicológicos que acabam encontrando uma válvula de escape como doenças físicas, prejudicando a vida. E quando o desespero chega ao extremo, o trabalhador passa a contemplar o suicídio como uma opção convidativa. Triste realidade do capitalismo, da produção excessiva, dos lucros sem medida. Triste realidade das modernas relações de trabalho."


quinta-feira, 23 de março de 2017

Terceirização

Na noite de ontem, dia 22, os deputados aprovaram o texto base do projeto de lei da Terceirização num total de 231 a favor e 188 contra. A nova lei autoriza o trabalho terceirizado de forma irrestrita, ou seja, uma empresa poderá terceirizar não somente suas atividades-meio, mas também suas atividades-fim.

Essa lei não beneficia trabalhadores, ela cria uma falsa ilusão de geração de empregos, pois uma empresa que paga R$ 2.000,00 para um trabalhador poderá contratar dois pagando R$ 1.000,00 para cada um e terá o dobro do trabalho, infelizmente sabemos que é isso que acontece. Já vi aqui em nossa região pessoas serem demitidas e, após três meses, serem recontratadas pela mesma empresa recebendo um salário menor devido à terceirização.

Uma escola poderá terceirizar não somente a limpeza, mas também os professores e auxiliares. O trabalhador terá que aceitar ganhar menos para garantir que haja salário no fim do mês. É a classe empresária forçando um aumento em seus lucros, e tornando ainda maior a sua fatia do bolo.

É uma pena que os brasileiros só saiam às ruas quando a globo os incita. Quando é realmente preciso que haja uma manifestação, o brasileiro está ocupado bebendo e fazendo festa...

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Falhas na educação

Acabei de ver uma reportagem onde uma diretora de RH reclamava da dificuldade em conseguir selecionar um bom candidato para trabalhar. O motivo? As pessoas que se apresentam interessadas nas vagas disponíveis, apesar de seus diplomas e supostas qualificações, não sabem mais escrever nem se expressar! Parece brincadeira.

A facilidade da internet, das redes sociais e dos corretores ortográficos tem facilitado o desenvolvimento da ignorância. As abreviações usadas no WhatsApp e nas redes sociais impedem as pessoas de pensar. A velha busca por palavras no dicionário acabou. Assim fica tudo mais fácil, só que essa facilidade nos impede de aprender!

Passamos muito tempo nas redes sociais, recebendo enxurradas de informações sem filtro, inúteis ou erradas na maioria das vezes, e não lemos mais, não estudamos mais. O bom e velho contato com o livro, com a escrita, com o dicionário, impediria a proliferação da ignorância.

Eu continuo lendo, continuo recorrendo ao dicionário e pretendo manter minha filha nesse caminho. Reclamamos muito do sistema educacional, mas muita coisa deve começar dentro de casa, e depende de nós mesmos.

ilustração: Ziraldo

sábado, 11 de abril de 2015

Vamos Terceirizar o Brasil

O texto principal do projeto da lei da terceirização (PL4330) foi aprovado na Câmara nesta quarta-feira, por 324 votos contra 137. Depois de concluídas algumas alterações e a votação, o projeto de lei seguirá para o Senado.

A proposta permite que as empresas, inclusive públicas, possam terceirizar QUALQUER serviço, inclusive as atividades-fim. Os "benfeitores" por trás deste projeto são Arthur de Oliveira Maia (SD-BA) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O PT, os juízes e os procuradores trabalhistas são contra este projeto de Lei. Pois ele fará com que o desemprego aumente, as condições de trabalho sejam precarizadas, os salários sejam reduzidos, a qualidade dos serviços caia, e os trabalhadores percam seus benefícios.

Também acabarão os concursos públicos e as promoções por mérito, será o fim dos planos de carreira. Haverá apenas duas classes sociais: empresários e assalariados. 


Exemplo? Imagine que uma empresa possui 4 funcionários trabalhando 6 horas por dia, ganhando 2 mil reais mensais cada um. Com esta lei, poderá demitir todos eles, contratar 3 funcionários ganhando mil reais cada um e trabalhando 8 horas, e terá as mesmas 24 horas de trabalho pela metade do custo.

Empresários estão comemorando, e também realizando os cálculos do que poderá ser economizado com esta lei...

E o povo não viu isto acontecer... Não entendo como algumas pessoas ainda apoiam isso.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Você acredita no Pé Grande?



O site Bol fez uma interessantíssima matéria sobre entrevistas de emprego, abordando um ponto que deixa os candidatos de cabelo em pé sempre: as perguntas. Quando nos preparamos para uma entrevista de emprego, sempre pensamos nas perguntas óbvias e analisamos nossas possíveis respostas. mas o que responder quando o entrevistador te pergunta algo aparentemente fora de propósito, como "Você acredita no PÉ GRANDE?" Qual a necessidade disso?

Na verdade, segundo o site, os recrutadores utilizam esse tipo de pergunta para avaliar a capacidade de raciocínio rápido e posturas específicas de cada candidato. O caso da pergunta do Pé Grande avalia se o candidato aceita possibilidades diferentes e inusitadas, mesmo sem comprovação de eficácia. Não existem respostas certas ou erradas, mas um determinado tipo de resposta pode demonstrar o perfil de profissional que a corporação busca - ou evita.

Sim parece extravagante demais, mas surte efeito. Segundo a consultora de RH Juliana Araújo, esse roteiro heterodoxo é bastante utilizado por empresas "jovens" e dinâmicas. Podemos incluir neste grupo os Googles e Apples da vida, e demais empresas do ramo tecnológico, embora outras grandes corporações também estejam aderindo ao estilo flexível de entrevista.

Seguem mais seis exemplos de perguntas inusitadas - além da pergunta do Pé Grande - que podem te surpreender em uma entrevista de emprego.

1. Você é do tipo caçador ou coletor?

 Sede da Dell em Round Rock, Texas, EUA

Esta pergunta foi feita em entrevistas da Dell. Dependendo da resposta, o candidato demonstra se busca oportunidade e demonstra pró-atividade ou fica esperando o trabalho cair no colo. Responder que é um caçador ao procurar atingir metas e um coletor ao trabalhar em grupo demonstra uma atitude de trabalho em equipe e iniciativa.

2. Porque a bola de tênis é felpuda?

Sede da Xerox em Connecticut, EUA (g1.globo.com). 

Pergunta da Xerox, típica para testar a capacidade de raciocínio e improvisação. Responder "não sei" a esse tipo de pergunta é bastante negativo. O ideal e afirmar que os anos de pesquisa e prática do esporte demonstram que esse material é mais eficiente. É uma resposta aberta mas fruto de raciocínio.

3. Quão sortudo você é e porque?

A Airbnb é um serviço on line de anúncio de hospedagens.

Feita pela Airbnb, a pergunta sobre sorte intenciona claramente se a pessoa confia na sorte ou o esforço próprio.A resposta ideal deve demonstrar indiferença perante a sorte, preocupando-se com o trabalho e a dedicação. Infelizmente, quase ninguém pensa assim.

4. Qual a coisa mais engraçada que aconteceu com você recentemente?

O restaurante internacional Applebee's tem sede em Itupeva, SP (revistapegn.globo.com)

Pergunta da rede Applebee's, feita para saber a capacidade do candidato de enfrentar dificuldades com bom humor. Respostas que citam situações cotidianas em que cada um pode "pagar mico" e a pessoa demonstra encarar a situação com naturalidade e calma são positivas.


5. Se você fosse um entregador de pizza, como se beneficiaria com uma tesoura?

Sede da Apple em Cupertino, CA, EUA.

A pergunta feita pela empresa do tio Jobs testa instantaneamente a criatividade e capacidade de improviso do candidato.Uma resposta interessante, por exemplo, indicaria a utilidade da tesoura para abrir a embalagem.

6. Se estivesse numa ilha deserta e só pudesse levar três coisas, o que levaria?

Sede do Yahoo! em Sunnyvale, CA, EUA.

A pergunta capciosa do Yahoo revela, ainda que inconscientemente, as preferências do entrevistado, além de demonstrar a capacidade de tomada de decisões. Respostas ligadas ao simples divertimento soam vazias de capacidade de tomar decisões. Imagina responder que levaria um celular ou notebook para uma ilha deserta? Seria inteligente dar respostas ligadas a utensílios que auxiliariam a sobrevivência no ambiente inóspito.

Só para constar: a pergunta do Pé Grande é da Cruise Line, uma empresa norueguesa que opera cruzeiros marítimos.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Leis de Murphy avançadas

Murphologia de escritório

Lei do chefe
É mais fácil fazer perguntas do que corrigir erros idiotas.

Lei do recruta zero
Se lhe derem duas ordens contraditórias, obedeça a ambas.

Lei da recompensa
Que menos trabalha ganha a maior gratificação.

Lei da epidemia funcional
O numero de pequenas doenças entre os funcionários é inversamente proporcional à saúde da empresa.

Principio da organização
Se você arquiva um papel, sabe onde ele está mas nunca precisará dele. Se você não arquiva, vai precisar ele.

Corolário
Se você jogou fora um papel que guardou por seis meses e nunca usou, vai precisar dele no dia seguinte.

Lei do subordinado
Assim que você começa a tomar o café o chefe manda você fazer algo que só ficará pronto depois que o café esfriar.

Lei da pontualidade
O prazo inadiável de uma entrega é uma semana depois do prazo original.

Lei da negociação
Nunca negocie nada antes das dez da manha ou depois das quatro da tarde. Antes das dez você parecerá ansioso demais, depois das quatro você parecerá desesperado.

Lei do RH
O candidato ideal aparecerá um dia depois de preenchida a vaga.

Lei o esforço inútil
O elevador chega sempre no momento exato em que você, com os braços dormentes, coloca as caixas no chão.

Lei do jornal nacional
Seja sempre o portador de boas noticias, mesmo que falsas.

Lei do imprestável (no interior de SC, Lei Rúbia)
Faça um favor a alguém e isso vira obrigação.


Murphologia domestica

Lei da geometria caseira
Todo espaço disponível será ocupado por coisas dispensáveis.

Principio do abacaxi
As melhores partes de algo são sempre impossíveis de serem arrancadas das piores.

Lei do chão
Do chão ninguém passa.

Nota à lei do chão
As crianças levam três anos para aprender a lei do chão. Algumas, como a Poliana, levam bem mais. Gatos não aprendem nunca.

Axioma do controle de natalidade
Um filho não basta. Dois, os pais não dão conta.

Dilema da sopa
Todo cachecol atrai a sopa do dia.

Upgrade da manteiga
No Brasil, a manteiga nunca cai para baixo. O brasileiro come pão sem manteiga.

Lei da infalibilidade
Pratos rachados nunca quebram.

Lei dos animais de estimação
Na duvida, lave.

Lei do Danúbio Azul
Ao ligar o radio (?), sua musica favorita sempre está acabando.

Lei do microempresário
Quando a conta tem saldo, os cheques levam duas semanas para compensar. Quando não tem, compensam no fim do dia.

Lei do supermercado
A qualidade dos produtos da marca do supermercado é inversamente proporcional ao tamanho da rede.

Lei da infalibilidade
Se o rotulo diz “tamanho único”, não cabe em ninguém.

Lei da valorização subjetiva
Se você não consegue concertar, coloque na vitrine como antiguidade.

Primeira lei da edição
O livro que você acabou de comprar por 30 reais, dali a dois dias custará 10.

Leis do livro de Murphy
1. As livrarias que tem o primeiro volume não sabem que existe o segundo.
2. Nas que tem o segundo volume, o primeiro está esgotado.


[Do livro “As leis de Murphy, livro 3 (porque o sebo não tinha o 1 nem o 2), Arthur Bloch, traduzido e adaptado por Millôr Fernandes]

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Voando alto

Envolta numa esfera de sofisticação, a profissão de comissário de bordo é ansiada por muitos jovens que vêm na carreira a possibilidade de conhecer o mundo, e recebendo por isso. Outra facilidade são os poucos quesitos para ingressar nesse cargo: idade a partir de 18 anos, ensino médio completo e ser aprovado no curso de formação, promovido por escolas homologadas pela Agencia Nacional de Aviação Civil – Anac. Depois do curso, os candidatos podem fazer a prova oficial para tirar a licença de comissário. Depois de ter este documento em mãos, é hora de buscar as vagas nas companhias aéreas. Ao longo deste processo, porém, os candidatos percebem que há bem pouco glamour nessa carreira.
O curso todo de formação custa cerca de 2000 reais, e tem carga horária de 138 horas de aulas teóricas. A parte prática, de sobrevivência na selva, custa 350 reais e simula os possíveis desafios encontrados em caso de acidente. O dia de treinamento em uma chácara em Juquitiba, interior de SP, é agressivo: 14 horas de exercício, situações extremas e muita pressão. “Eu não vim aqui para fazer amigos”, grita o policial militar Everaldo, instrutor do curso.
Apenas com água, sal e açúcar na mochila, os aspirantes a comissários aprendem noções básicas de armadilhas contra animais, primeiros socorros, como obter água e fazer fogueira, entre outras práticas peculiares. “Foi a pior coisa para mim até agora, mas vale a pena o esforço para ser comissária”, disse Franciele, 23 anos, a quem coube a ingrata tarefa de degolar uma galinha e beber seu sangue. A justificativa para o molde militar do treino é simples. “Comissários devem saber gerenciar crises, desde a queda do café na roupa de um passageiro até a sobrevivência no meio da mata”, explica Cardoso, outro instrutor da Policia Militar.
Entre 217 alunos de 18 a 35 anos que tentam concluir o curso de formação de comissários e participam do dia de treino na mata, 80% são mulheres, na maioria das classes B, C e D. Segundo o Centro Educacional de Aviação do Brasil (Ceab) pelo menos 50% dos alunos terão emprego garantido. “Não existe um perfil preferencial das companhias, mas a apresentação pessoal conta muito. Normalmente pedem altura mínima (1,58 para mulheres e 1,65 para homens) e peso proporcional à altura”, diz Salmeron Cardoso, diretor do centro educacional e ex-comissário da Varig.
No Brasil, o piso salarial dos comissários é de cerca de 1300 reais, mas o salário médio da categoria é de 2500 reais, segundo o Ceab. De acordo com Sérgio Dias, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, a demanda por novos comissários tem aumentado. “Percebemos um déficit nos últimos anos. Agora as empresas voltaram a contratar”, explica ele. Somente em 2010, 2098 licenças de comissário foram autorizadas e emitidas pela Anac. Ao todo, o país tem cerca de 8 mil profissionais da área em dia com as exigências da agencia reguladora.
A jornada dos comissários no Brasil e de 9h30 por dia de voo, com limite de 5 pousos – por mês a carga máxima é de 85 horas de trabalho. Ainda este ano, porem, as companhias aéreas querem aumentar o encargo da tripulação (comissários e pilotos) para 110 horas por mês, o que vem gerando polemica no setor. A nova jornada é defendida pelas empresas como uma das saídas para aumentar a produtividade e evitar problemas de cancelamentos e atrasos nos aeroportos. Para o diretor do Sindicato dos Aeronautas, a medida é “absurda”. “Essa ideia está indo na contramão do mundo. A sobrecarga da tripulação não vai resolver os problemas de cancelamento de vôos e só vai servir para aumentar a chance de ocorrerem acidentes”, diz Dias. A proposta na mudança da lei deve ser encaminhada pelas companhias ao Congresso Nacional.
A maioria dos candidatos a comissários busca a profissão pelo suposto status. Gregory da Silva, 23 anos, deixou um emprego com salário de 800 reais para se dedicar ao curso. “Fui mecânico de aviões e sempre via meus colegas comissários arrumados, ganhando mais e conhecendo vários lugares. Então pensei: porque não eu? E ainda pretendo ser comandante”, afirma.
No final do árduo dia de tarefas na floresta, imundos e famintos, os aspirantes a comissários ainda têm que apagar chamas de 2 metros de altura, encarar um labirinto de fumaça e mergulhar numa piscina gelada. Quem não participar das atividades ou quebrar alguma regra – como comer escondido – é reprovado. Mas na luta por realizar o sonho de trabalhar nas alturas, ninguém parece disposto a desistir. No fim do treinamento em Juquitiba, somente uma pessoa não passou.

(Fonte: Folha Universal, edição 996, adaptado)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Alguem que pede socorro (Wanessa Potter)

Por favor!!!! Sou uma pessoa que precisa desesperadamente ganhar um dinheiro sem sair de casa, mas na internet você só ouve falar de piramide! Por favor!!!! Preciso de uma maneira legal e eficaz de ganhar dinheiro fora de um emprego ortodoxo. Não sou uma preguiçosa! Sou uma pessoa CANSADA de ser mandada por otários e velhacos. Preciso de um emprego que me de independência e liberdade, e que não seja uma pirâmide!!!

sábado, 20 de março de 2010

Como se Recolocar no Mercado de Trabalho (http://www.andersonhernandes.com.br/2009/04/13/como-se-recolocar-no-mercado-de-trabalho-2/)

Muitos profissionais têm dificuldades para recolocar-se no mercado de trabalho, e motivos para isso não faltam: o excesso de profissionais desempregados, a falta de qualificação e a alta competitividade são alguns deles. Mas como podem conseguir uma melhor recolocação?
O ponto inicial é avaliar suas qualificações profissionais e certificar-se de que elas estão adequadas à vaga pretendida. Isso se aplica aos cursos e habilidades pessoais do candidato. É muito comum que candidatos à vaga preparem currículos com qualificações e cursos totalmente desalinhados com a vaga pretendida. Recentemente, ao entrevistar uma candidata, fiquei decepcionado quando ela mencionou que pretendia fazer um curso de graduação numa área totalmente diferente da proposta da vaga. É claro que a vaga foi encaminhada para outra profissional.
Na entrevista, o profissional nunca deve se esquecer do marketing pessoal. Por mais óbvio que possa parecer, muitos profissionais ainda não se vestem adequadamente para uma entrevista. Para os homens: esqueça a barba por fazer, camisetas e calças jeans. Para as mulheres: minissaia, miniblusa e decotes acentuados nem pensar. É importante mencionar que o marketing pessoal pode ser decisivo.
Durante a entrevista, o candidato deve tomar muito cuidado com as pegadinhas, pois o entrevistador muitas vezes faz perguntas visando avaliar o seu comportamento. Nesses momentos, notamos que existem candidatos que relutam em falar sobre assuntos como erros cometidos, agindo como se isso nunca tivesse acontecido, o que não é verdade. Por isso, sempre fale a verdade ao entrevistador, procure citar exemplos que demonstrem suas habilidades ao lidar com adversidades e, por mais difícil que seja, mantenha a calma.
A empresa abre uma vaga de emprego para atender a uma necessidade dela. Para que você possa se recolocar no mercado de trabalho, as empresas devem compreender que você está preparado para atender a essas necessidades. Por isso, não basta saber fazer, você precisa demonstrar que sabe. Portanto, comunicar-se bem é fundamental. Assim, não deixe de treinar seu modo de falar para expressar-se com clareza, jamais usando gírias e procurando sempre falar com o olhar no entrevistador.
A recolocação no mercado de trabalho torna-se mais fácil para aqueles profissionais que investem no seu desenvolvimento. Portanto, leitura, cursos e palestras contam muito. Existem muitos cursos e palestras gratuitas promovidas por empresas, entidades de classe, prefeituras e escolas onde os profissionais poderão se equipar melhor para alcançar um bom emprego. Com tantos profissionais desqualificados, você estará um passo à frente por ter qualificação superior. Não se esqueça de que são poucas as empresas que estão dispostas a dedicar tempo para treinar seus profissionais em tudo que precisam.
Acima de tudo, a força de vontade é fundamental para ser contratado para um novo emprego. Não se pode esperar que o emprego caia sobre a sua cabeça. É preciso esforço. Portanto, não desista e certamente será bem-sucedido!