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sábado, 12 de março de 2022

Rússia e Ucrânia

Ucrânia

Kiev, a atual capital da Ucrânia, foi o centro do primeiro estado eslavo, criado por um povo que se autodenominava “Rus”, isso em meados do século IX.

Foi a partir deste estado medieval que surgiram a Rússia e a Ucrânia, argumento este utilizado pelo presidente Putin para identificar a Rússia e a Ucrânia como povos irmãos, e que não está totalmente errado. A este estado medieval os historiadores chamaram “Rus de Kiev”.

São Vladimir Svyatolasvich, “O Grande”, consolidou o reino Rus, que se estendia no território que hoje corresponde à Belarus, Rússia e Ucrânia.

A região já foi dominada pelo Império Mongol no século XIII, foi dividida entre o Grão-Principado de Moscou e o Grão Principado da Lituânia no século XIV, e a partir de então, a Ucrânia sofreu influências diferentes relativas a cada dominador. Uma parte da região oeste foi influenciada pela dinastia dos Habsburgo, já a Crimeia teve influência dos povos gregos e tártaros, e teve períodos sob o domínio otomano e russo.

Em 1764, Catarina, a Grande, passou a avançar sobre terras ucranianas que eram dominadas pela Polônia. Com lo século XX veio a revolução russa e a União Soviética, que mexeu novamente com as fronteiras e com a influência sofrida pela Ucrânia.

Isso resume as mudanças e influências que a Ucrânia como povo vem sofrendo ao longo de séculos em busca de identificação e independência, sem falar do sofrimento como Holodomor, a grande fome imposta por Stalin para forçar camponeses ucranianos a se unirem ao regime comunista, e a transferência de soviéticos para a Ucrânia tentando uma dominação cultural.

Quando os nazistas invadiram a Ucrânia, muitas pessoas os tomaram por libertadores, que os libertariam do regime de Stalin, e deram seu apoio às forças alemãs. Hoje ainda existem muitas células neonazistas na Ucrânia, como o Batalhão de Azov, envolvidas diretamente com o Governo da Ucrânia e que foram criadas e armadas pela CIA na Guerra Fria, pois a CIA aproveitou-se deste sentimento de apoio ao nazismo que surgiu durante a Segunda Guerra.

Após o colapso da União Soviética, um tratado entre Rússia e Ucrânia definiram as fronteiras das duas nações, mas as diferenças continuaram existindo no meio do povo ucraniano devido às influências que sofreu sob domínio de tantos povos diferentes, muitos ucranianos desejam retornar ao controle da Rússia, que consideram sua pátria mãe, e outros desejam trilhar o caminho ocidental, abandonando as tradições herdadas da velha Rus de Kiev.

Ucrânia e suas fronteiras

 

Rússia e OTAN

A OTAN surgiu em 1949 com 12 membros iniciais, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Itália, Portugal, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, Islândia e Luxemburgo, com o objetivo de frear a expansão da União Soviética, a velha história (que é usada ainda hoje por governos autoritários para manter seus eleitores ignorantes) da “ameaça comunista”.

O principal fundamento da Otan é a defesa mútua, não é um acordo comercial ou cultural ou de qualquer outro interesse, é um acordo militar. Com a queda da União Soviética, eu pergunto: por que a Otan ainda existe?

Hoje a Otan possui um número de membros muito maior, e cada membro investe 2% de seu PIB em gastos relacionados à defesa. Desde o fim da União Soviética, a Otan já incorporou a Polônia, a República Tcheca, a Romênia, a Bulgária, a Eslováquia, a Eslovênia, a Estônia, a Lituânia, a Letônia, a Albânia, a Croácia, Montenegro e Macedônia. A Otan se tornou uma ferramenta americana de ameaça contra a Rússia, pois os Estados unidos possuem grande interesse nos recursos da região, principalmente o gás.

Putin, ex-agente KGB, assumiu o comando da Rússia em 2000, e levou 8 anos para consolidar seu poder interno e levantar a Rússia de sua precária situação econômica, mas em 2008 começou a reagir com mão forte para virar o jogo imposto pela Otan.

A Rússia sempre quis criar um cordão sanitário em volta de suas fronteiras para evitar más surpresas, como a instalação de mísseis em áreas próximas, e por isso Putin critica tanto o fim da União Soviética, chamando de “a pior tragédia geopolítica da História”.

Não podemos negar que Putin age como o novo czar da Rússia, e manipula as informações dentro de seus muros, reprime manifestações contra seu governo e influência até mesmo fora de suas fronteiras, como no caso das eleições americanas que levaram Trump ao poder.

 

Estados Unidos

Os Estados Unidos têm influenciado, manipulado, invadido e destruído vários países sempre com a desculpa de proteger os interesses do povo americano ou de levar democracia a outros povos. Seja através da CIA, ou de invasão militar, ou ainda com sanções econômicas e políticas, os EUA perturbam a ordem e a soberania de países que consideram potencialmente perigosos. Mesmo hoje, enquanto criticam a ação da Rússia na Ucrânia, os EUA mantêm forças militares em vários países como Síria, Iêmen, Afeganistão, Iraque, Somália, Líbia e outros.

Também através da CIA os EUA têm fomentado golpes de estado e derrubada de governos democraticamente eleitos, como ocorreu na própria Ucrânia com Viktor Ianukovitch, presidente pró Rússia que foi derrubado depois de intensos protestos e ataques de grupos neonazistas como o Batalhão de Azov, todos fomentados pelos Estados Unidos.

 

A Situação Atual

O que você, leitor, acha que os EUA fariam se a Rússia criasse um pacto de defesa mútua com países como México, Venezuela, Cuba, Brasil, e utilizasse estes países como base de lançamento de mísseis intercontinentais? Os Estados unidos não interfeririam? Eu não tenho dúvidas.

Outra questão é o pacote de sanções econômicas sofridas pela Rússia, e por outros países que por qualquer motivo contrariam os interesses americanos, como Cuba e China. Quando os Estados Unidos invadem países, matam supostos terroristas e apoiam a derrubada de governos legítimos eu não vejo nenhuma sanção econômica sendo imposta. Já ouvi defensores do sonho americano afirmando que os EUA são o centro econômico do mundo e por isso não pode m sofrer sanções. Mas ser o centro econômico do mundo não dá o direito de influenciar ou subjugar outros países de acordo com sua vontade. 

Neste momento a economia russa está sendo estrangulada, as ações do principal banco da Rússia, o Sberbank, caíram 90%. A bolsa está fechada. Os juros foram aumentados. Mesmo assim a Rússia continua fazendo uma guerra de pressão contra a Ucrânia, cansando as defesas ucranianas e ainda sobra fôlego para ameaçar a Finlândia e a Suécia. O presidente da Ucrânia diz que seu exército não está cedendo, mas ao mesmo tempo afunda seus próprios navios com medo de perdê-los para a Rússia. A situação vai se prolongar.

 

Principados de Rus de Kiev

Possíveis Saídas

Mesmo com todas as sanções impostas à economia russa, ainda demora uns seis meses para que o sapato comece a apertar no pé russo. Acredito que seria viável a Ucrânia tornar-se um país neutro, não participando da OTAN. Da mesma forma a Rússia poderia aceitar a participação da Ucrânia na União Europeia, por não se tratar de um pacto de defesa, mas sim econômico. A independência das províncias de Donetsk e Lugansk poderiam ser reconhecidas pela Ucrânia, e um acordo de paz poderia ser assinado.

Ou na pior hipótese, a guerra pode se prolongar até a Rússia quebrar, o que pode fazer com que Putin aperte o cerco antes e force uma invasão total na Ucrânia, sendo que este fato pode acabar forçando também outros países a entrarem militarmente no conflito, enviando tropas, levando a guerra para o patamar mundial, o que na verdade ninguém quer, pois basta um líder “nervoso” escorregar o dedo no botão nuclear num momento de “aposto tudo” e só Deus sabe o que restaria da humanidade.

domingo, 30 de agosto de 2020

Gerônimo - Uma Lenda Americana

Assistí novamente o filme "Gerônimo - Uma Lenda Americana", de 1993, com direção de Walter Hill. Não quero aqui analisar caracterísitcas técnicas do filme, mas sim a mensagem que nos deixou.

Na expansão americana para o Oeste, os índios navajos foram obrigados a viver em reservas, e mesmo estas não eram respeitadas, pois eram constantemente invadidas pelos brancos, que quando não exploravam a região por causa do ouro, vendiam aos índios bebidas e armas, destruindo sua cultura e tirando-lhes a paz.

Um índio se revoltou contra a imposição dos brancos, e por ter perdido sua esposa e filhos em um massacre da cavalaria americana, se recusou a ir para as reservas, tornando-se a dor de cabeça do general Crook Charles. Seu nome era Goyahkla, ele lutou contra o exército americano e mexicano, escapando de diversas capturas. Conta a lenda que ele foi chamado de Gerônimo devido aos gritos dos mexicanos quando fugiam de seus ataques: "Valha-me, São Gerônimo!".

Ele se rendeu em setembro de 1886 às tropas do general Nelson Miles no Arizona, e nunca retornou à terra onde nasceu, pois morreu na prisão em 1909. 

O México e os EUA sempre acusaram Gerônimo de massacrar americanos e mexicanos, mas se esqueceram prontamente da destruição dos povos navajos causada pela ganância dos desbravadores do Oeste. O homem branco decidiu que era superior aos índios, e dizimou o povo indígena e sua cultura. 

O texto abaixo, parte do filme, demonstra em poucas linhas o sentimento de tristeza e derrota do povo navajo, que não merecia o fim que teve, assim como todos os demais índios das Américas Central e do Sul, com toda sua riqueza e cultura, que o homem branco, em sua ignorante ganância, destruiu ao longo dos anos:

“Ninguém sabe por que o Deus único deixou homem branco tirar nossa terra.

Por que eles tinham que ser tantos?

Por que tinham tantas armas, tantos cavalos?

Por muitos anos o Deus único me fez guerreiro.

Nenhuma arma, nenhuma bala me matou.

Era esse o meu poder.

Agora o meu tempo acabou.

Agora talvez o tempo do nosso povo tenha acabado.”

- Gerônimo.


segunda-feira, 16 de março de 2020

Coronavírus - Pandemia

O surto de Coronavírus surgido na China em dezembro espalhou-se pelo mundo. Já são mais de 180 mil infectados, e os cenários mais críticos são Itália e Irã. Vários países - como França, Rússia e Espanha - fecharam suas fronteiras, e a América Latina toma providências para isolamento.

Os EUA possuem um cenário complicado devido ao sistema de saúde praticamente inexistente, que ignora as pessoas que não têm recursos, sendo que um teste de Coronavírus custa aproximadamente 4 mil dólares, e os americanos optam por não fazer o teste, correndo um risco altíssimo.

No Brasil, os números saltaram de 121 casos no sábado dia 14 de março para 234 hoje, dia 16 de março. O governo brasileiro se recusou a participar da conferência dos países da América Latina sobre combate à pandemia. 

O presidente Bolsonaro saiu às ruas domingo, dia 15 de março, para apoiar a manifestação antidemocrática contra instituições brasileiras - Congresso e STF - num ato totalmente irresponsável. O presidente apresentou o primeiro teste de Coronavírus como positivo, e o segundo como negativo, apesar de não haver documento físico comprovando o teste negativo. Bolsonaro descumpriu o Artigo 268 do Código Penal, Lei nº 2848/40.

Os eleitores, tomados por teimosia e ignorância, saíram às ruas aumentando a propagação do vírus. Líderes evangélicos, como Malafaia e Edir Macedo, não suspenderam os cultos em suas igrejas, aumentando os riscos de infecção e fazendo seus fiéis acreditarem que "os ungidos de Deus não ficarão doentes".

Para quem tem bom senso e deseja orientações e informações sobre o vírus e o desenrolar da situação mundial, há um excelente canal no Youtube, do Doutor em Virologia Átila Iamarino, com informações completas e atualizadas.

E não esqueça:

- Lave as mãos, evite locais fechados e aglomerações, use álcool gel, evite tocar os olhos, boca e nariz, proteja o nariz e a boca ao espirrar, evite cumprimentos de mão, abraços e beijos, oriente corretamente seus filhos, e não seja irresponsável como o presidente.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

EUA e IRÃ

Antes de considerar o Irã como terrorista, você deve aprender que:

- O Irã é um país e não uma organização;

- O Irã já apoiou grupos terroristas como vingança por atos cometidos por outros países contra sua soberania;

- O Irã tem uma soberania nacional a ser zelada, esta mesma soberania que Bolsonaro fala no caso do Brasil, mas que desconhece seu significado.

Tudo começou em 1953 quando a CIA (EUA) e o MI6 (Reino Unido) fomentaram a operação Ajax, que tinha por objetivo derrubar o primeiro-ministro iraniano Mohamed Mossadeq. Após sua queda, foi colocado em seu lugar o xá Mohamed Reza Pahlevi. O motivo? Mossadeq queria nacionalizar o petróleo, coisa que os EUA não permitiriam, mesmo que isso custasse a vida de muitos inocentes.

QUEM É O TERRORISTA?

Este golpe de Estado fomentado pelos EUA e Reino Unido gerou uma revolta tão grande na população que isso culminou na Revolução Islâmica de 1979, e o poder foi parar nas mãos do líder religioso Ruhollah Musavi Khomeini, que apelidou os EUA de Grande Satã (apelido que cai muito bem).

Houve sequestro de diplomatas americanos, e houve sanções contra o Irã em retaliação. Os presidentes americanos que têm exercido o poder desde então mantiveram estas sanções, e a briga entre Irã e EUA só vem aumentando a cada dia.

Durante a presidência de Obama, houve um acordo entre Irã, EUA, China, Rússia, Reino Unido e Alemanha: o Irã se comprometeu a suspender seu programa nuclear em troca da retirada das sanções econômicas impostas pelos americanos. Os demais países também se comprometeram a reduzir/suspender seus programas nucleares. O acordo vinha funcionando até 2018, quando a besta - digo - Donald Trump decidiu retirar os EUA do acordo, quebrando seu compromisso.


Com a morte do General Soleimani, a crise estourou de vez. O Irã retaliou atacando bases americanas com mísseis. Trump afirmou que não houve baixas, mas quem acredita nele?

Você sabia que durante a guerra Irã x Iraque em 1987, os EUA apoiaram o Iraque, e derrubaram um avião civil iraniano com 290 passageiros, dos quais 66 eram crianças? Quando foi questionado pelo ataque, o comando militar americano afirmou "que derrubou o avião por engano, pensando que fosse um caça". Basta ver a foto de um caça e de um avião de passageiros civil pra ver a gigante diferença que há entre ambos.

QUEM É O TERRORISTA?

Em 2019, o governo francês tentou mediar novo acordo entre EUA e Irã, mas Trump não aceita negociações. Os Estados Unidos têm em sua história diversas intervenções em países menores da América Latina, Ásia, África e Oriente Médio, sempre com interesses econômicos, alegando a velha história do "perigo comunista" (só imbecis ainda caem nessa). 

A CIA sempre fomentou golpes contra líderes populares que representam ameaças aos interesses americanos. Com o avanço da tecnologia e das redes sociais, os EUA têm influenciado o comportamento dos cidadãos mais ignorantes e suas intenções de voto, como fez no Brasil em 2018, colocando Bolsonaro no poder (veja "Privacidade Hackeada" - documentário disponível na Netflix que relata a história da Cambridge Analytica, agência especializada em manipulação de comportamento).

Após conhecer esta parte da história do Irã, conhecer suas causas, seus motivos, eu pergunto novamente: QUEM É O TERRORISTA?

sábado, 9 de novembro de 2019

30 Anos da Queda do Muro de Berlim

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha - bem como o mundo todo - foi dividida em zonas de influência soviéticas e americanas. Comunismo e Capitalismo. Havia a República Democrática Alemã, pertencente aos russos, e a República Federal da Alemanha, pertencente ao bloco Ocidental. O problema é que Berlim ficava na parte oriental da Alemanha, que coube aos soviéticos...

Para resolver a questão, e evitar o contato entre capitalismo e socialismo, os líderes Walter Ulbricht e Nikita Kruschev construíram um muro dividindo Berlim. A construção começou em 1961, e ficou pronto em dois anos.

Uma curiosidade: o presidente russo, Vladimir Putin, na época era um oficial da KGB e trabalhava na Alemanha Oriental.

Com a mudança do modelo econômico na URSS a partir de 1980, e a falha das medidas econômicas conhecidas como Glasnost e Perestroika, o modelo comunista começou a desmoronar, e a queda foi inevitável.

Junto com a velha URSS, caiu também o muro. Na verdade, foi derrubado: em 09 de novembro de 1989, cidadãos de ambos os lados de Berlim, munidos de martelos e outras ferramentas, puseram abaixo várias partes do muro. No ano seguinte, ocorreu a reunificação da Alemanha, e a divisão acabou.

(algumas partes do muro ainda são mantidas em pé, como memorial histórico)

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

A Revolução dos Bichos - George Orwell

Terminei de ler este livro, que foi publicado em 1945 no Reino Unido. Uma crítica ao totalitarismo da União Soviética de Stalin, e atualmente, ainda é válida como um alerta a qualquer tipo de governo autoritário e hipócrita, seja ele de direita ou esquerda.

A fábula mostra perfeitamente como os ideais de uma sociedade justa - por mais bem intencionados que sejam - podem tornar-se uma ameaça quando impostas por um líder autoritário. 

A ignorância e a exploração dos trabalhadores - que desconhecem o seu poder e importância como geradores de riqueza - são o combustível para a manutenção da elite. Um líder autoritário, como o porco Napoleão da fábula, pode distorcer os ideais, manipular a história, e fazer alianças justamente com quem tratava antes como inimigo. Não há preocupação com os menos favorecidos, há somente interesse próprio.

O socialismo falhou, e a ditadura de Stalin matou milhões de pessoas, matou mais que o nazismo. O capitalismo também falhou, e somente permanece porque é o modelo econômico que favorece a elite. Se houvesse justa divisão de renda, o capitalismo seria viável, pois o único problema deste modelo econômico é que após a geração de lucro pelo trabalhador, este fica com a menor fatia, não há justa divisão. E se considerarmos todas as pessoas mortas em guerras por petróleo e território, e todas as pessoas que morrem de fome devido à exploração, o capitalismo matou muito mais que Stalin.

Em tempos de falsos leões (que na verdade também são porcos), o livro de George Orwell é uma obra que indico a todos. Juntamente com "1984", do mesmo autor, "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury, "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley e "Laranja Mecânica" de Anthony Burgess formam uma biblioteca indispensável de alerta sobre os perigos da desinformação, da manipulação de ideias e fatos, da perda de liberdade em prol de segurança, da falta de consciência de classe e da falsa esperança de que líderes autoritários são a solução para países em desenvolvimento.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Diário de Guantánamo

A jornalista Mahvish Rukhsana Khan relata neste livro as atrocidades que o Governo americano cometeu contra os presos em Guantánamo, uma prisão para “terroristas”. Sim, há terroristas em Guantánamo, mas a grande maioria dos presos são pessoas comuns, que viviam suas vidas comuns no Oriente Médio: médicos, professores, jornalistas, pastores de ovelhas, dentistas. E por que estão lá? Porque foram entregues por pessoas de mau caráter, por parentes que não gostavam deles, por pessoas que deviam a eles e os entregaram como conspiradores para que não precisassem pagar suas dívidas, ou simplesmente porque o governo americano, através de seus militares, considerou que fossem ameaças…

Como pode um homem de 80 anos que não pode caminhar ser considerado uma ameaça pelo governo dos EUA? Sim, haviam presos idosos e doentes que foram torturados e tiveram sua liberdade negada pelos EUA. 
Graças a Mavish e uma equipe de advogados americanos, alguns deles puderam recorrer e lutar por justiça, sobrevivendo à tirania do governo americano e retornando às suas famílias.

Um livro indispensável para que quer conhecer o lado negro do imperialismo americano.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A Imposição da "Democracia" Norte Americana.

Você já percebeu como os norte americanos são preocupados com a democracia em outros países? Sempre que há um "ditador" comandando algum país, logo os EUA começam a impor sanções com a desculpa de derrubar governos mal intencionados, "comunistas". E assim que o país está quebrado economicamente, as tropas norte americanas invadem com para "derrubar o ditador" e "impor a democracia". Que povo maravilhoso, que se preocupa com as nações que sofrem, não? 

NÃO!

O governo norte americano não está preocupado com nenhum outro povo, e às vezes não se preocupa nem mesmo com seu próprio povo, pois envia jovens para a morte em vários lugares do planeta.

O governo norte americano não se importa se um país é regido por uma ditadura ou por um governo democrático. Não se importa se as pessoas estão sem emprego ou com fome. Não se importa se o governo é comunista, fascista, de direita, esquerda, centro ou de qualquer outra ideologia. O governo norte americano se importa com DINHEIRO, PETRÓLEO, RECURSOS MINERAIS E NATURAIS. 

Trump alega querer ajudar a Venezuela, enquanto barra a entrada de alimentos  e remédios. Se ele quisesse mesmo ajudar o povo venezuelano, enviaria remédios e alimentos. Mas ao contrário disso, os norte americanos querem quebrar a Venezuela para depois tomar-lhes o petróleo. Eles invadem com a desculpa de derrubar o governo de Maduro, criam um governo provisório, mandam suas empreiteiras reconstruírem o que eles mesmo destruíram, e roubam o petróleo com alguma desculpa esfarrapada. Foi assim no Iraque, exatamente assim. Não havia armas de destruição em massa. Nunca houve.

Em 1846, os EUA invadiram o México e anexaram o Texas, por causa do ouro que havia lá.

Em 1906, os EUA invadiram CUBA para combater o povo, durante as eleições.

Em 1912, os EUA invadiram a Nicarágua com a desculpa de combater guerrilheiros e ficaram no país por 20 anos.

Em 1915 tropas norte americanas invadiram o Haiti e transformaram o país numa colônia por 19 anos, esgotando seus recursos. A pobreza que se vê hoje no Haiti é culpa dos norte americanos.

Em 1919, os EUA invadiram Honduras, colocando no poder um governo fantoche.

Em 1925, os EUA invadiram o Panamá para combater uma greve de trabalhadores.

Em 1954 os EUA invadiram a Guatemala, derrubaram o governo de Jacobo Arbenz, eleito democraticamente, e impuseram uma ditadura militar a seu serviço.

Em 1961 invadiram novamente Cuba, mas aí foram rechaçados.

E houveram outras invasões nestes mesmos países por vários anos, e também em outros lugares, como El Salvador, Porto Rico, Granada, Bolívia, Hawaí, Paraguai, Chile, Venezuela, Equador, BRASIL (através da CIA, os EUA apoiaram o golpe de Castelo Branco), isso sem falar  no Oriente Médio, no Vietnã, e tantos outros lugares. E em todos estes lugares os EUA exploraram o povo e roubaram recursos com desculpas esfarrapadas.

Entrar em um país e sequestrar seu presidente conduzindo-o à forca ou à prisão é crime contra a soberania do país. Se ilude quem acha que os Estados Unidos estão preocupados com os demais países. Tudo é interesse e ambição. E se for preciso matar uma população inteira para extrair recursos, os norte americanos farão isso.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Trump e suas "revisões"

Novamente o presidente americano resolveu "revisar" acordos comerciais. O alvo agora é Cuba, e como Trump não sabe fazer nada de bom, resolveu estragar o que Obama fez. Em um pronunciamento em Miami, afirmou que a Casa Branca vai reverter parte da abertura nas relações com Cuba, cancelando alguns acordos e retomando algumas restrições contra a ilha de Castro.

Durante o discurso, o presidente chegou a afirmar que os americanos não se calarão diante da opressão comunista... Em que ano esse maluco acha que está? Alguém da Casa Branca, por favor, dê um calendário pra ele! A Guerra fria acabou!

Tanta coisa pra consertar internamente, e Trump prefere estragar o que Obama fez, e alfinetar países que ele considera como ameaças. Ele poderia muito bem utilizar seu tempo para reformar política e economicamente seu país, ou até mesmo pagar suas dívidas pessoais, que - de acordo com um relatório de 98 páginas divulgado pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA - chegam a 315 milhões de dólares para credores alemães, americanos e de outras nacionalidades...

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Fatos

Às vezes gosto de postar alguns fatos, sem comentários, sem observações. Mas servem para que as pessoas inteligentes pensem, vejam com seus olhos o que acontece no Brasil e no mundo e tirem suas próprias conclusões:

- Sérgio Moro absolve mulher de Cunha;

- Dilma sofreu um impeachment por "pedaladas fiscais";

- Temer negociou com os donos da JBS, outra empresa PRIVADA que afundou o Brasil;

- Rodrigo Maia recusa pedidos de impeachment contra Temer;

- Trump negocia 110 milhões de dólares em armas com a Arábia Saudita;

- Trump vai ao Vaticano, depois de sua visita à Arábia Saudita, e promete ao Papa que lutará pela paz mundial e pelo desarmamento;

- O povo brasileiro, querendo seus direitos de volta, agride e destrói patrimônio público em Brasília;

- A polícia, cumprindo seu dever, bate no povo;

- Os políticos, que tiram nossos direitos e não cumprem o seu dever, não são afetados pela violência do povo;

- A corrupção tornou-se algo intrínseco na cultura brasileira;

Tristes constatações.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O Keynesianismo

Todos sabemos - creio eu - que há duas principais teorias econômicas que influenciam e moldam o mundo em que vivemos: O Socialismo e o Capitalismo.

O Socialismo, que deveria ser um caminho para o Comunismo, foi teorizado mais profundamente por Karl Marx. É o fim da propriedade privada. É a valorização total do trabalhador. Infelizmente, por culpa do ser humano, o Socialismo não funcionou conforme foi teorizado, pois o homem em sua astúcia sempre quer tirar proveito de tudo, sempre corrompe o sistema, por melhor que o sistema seja.

Já o Capitalismo é a desvalorização do trabalhador. O endeusamento do capital, a sujeição do ser humano à categoria de engrenagem de uma máquina alimentada por suor, que gera lucro para o empregador. E o mais interessante sobre o Capitalismo é que este sistema também não funciona, mas pela influência da mídia paga pelos empresários, e pela manipulação das massas por aqueles que detém o poder econômico, o povo ignorante pensa que o sistema funciona, e se submete à desvalorização de seu próprio esforço de trabalho em troca de um fim de semana de descanso, futebol na TV, algumas cervejas e um churrasco...

Mas lá no começo do século XX um inteligente economista inglês chamado John Maynard Keynes propôs uma nova organização político-econômica que colocava o Estado como agente indispensável na Economia. Keynes afirmava que a Economia não se regula sozinha, conforme o pensamento dos Capitalistas, mas que o Estado deve intervir para proporcionar condições iguais a todos os envolvidos no sistema. Foi o Keynesianismo que salvou os Estados Unidos da crise de 1929, através do New Deal, Roosevelt trouxe o Estado de volta ao crescimento da economia e isso foi condição indispensável para a recuperação do país.

O modelo de Keynes não é a Estatização da Economia - como fizeram algumas potências comunistas -  mas o Estado assume um papel de regulamentação, intervindo na Economia sempre que a ambição desmedida do empregador se esquece das necessidades do trabalhador. Nos países da Europa Setentrional, as ideias de Keynes foram bem aceitas, e geraram o que se chama hoje de Estado do Bem-Estar Social.

No modelo de Keynes, o Estado deve:

- Intervir na Economia, atuando em áreas onde a iniciativa privada não quer ou não tem capacidade para atuar;

- Criar ações politicas voltadas para o protecionismo econômico;

- Parar o Liberalismo Econômico;

- Criar medidas que levem ao pleno emprego, equilibrando a capacidade de demanda e produção, indiferente à ganância dos empregadores;

- Estimular a Economia em momentos de crise;

- Criar políticas fiscais evitando o descontrole da inflação.

Essa interessante teoria - que já se provou excelente na recuperação de países após grandes crises e até mesmo após a Segunda Guerra Mundial - vem sendo barrada pelo Liberalismo Econômico, pelo Capitalismo, pela ganância de empregadores que se dizem "preocupados" com os trabalhadores, mas na verdade só se preocupam com seu bolso. Se você quer conhecer mais sobre o modelo Keynesiano, procure o livro A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, publicado pela primeira vez em 1936 por John Maynard Keynes.

sábado, 6 de maio de 2017

Daniela Greene - você conhece?

Daniela Greene era uma fria e calculista agente do FBI. Ela nasceu na Tchecoslováquia, casou-se com um soldado americano e foi viver nos EUA. Ela então tornou-se tradutora do FBI, divorciou-se e passou a viver a vida sozinha, dedicando apenas ao trabalho.

Em 2014 ela fazia parte de um grupo especial do FBI que estava investigando a vida de Denis Cuspert, rapper alemão que se tornou terrorista do ISIS. E o que Daniela faz? Apaixona-se pelo terrorista, viaja para  a Síria a fim de conhecê-lo e casa-se com ele!

Dois meses depois, a moça percebe que aquela paixão não era tão grande assim,  e mesmo temendo uma condenação, volta para os EUA.

Daniela teve sorte, pois colaborou com a justiça e ficou presa somente dois anos. Hoje ela trabalha em um hotel, e sua identidade é protegida. Os diretores do FBI afirmam que Daniela causou um perigo muito grande para os EUA, e temem que sua história vire filme (he he he), pois isso seria uma vergonha para os protocolos de segurança da instituição.

domingo, 16 de abril de 2017

Coréia do Norte versus EUA

Aumentam as tensões entre Coréia do Norte e Estados Unidos. Kim Jong-un pretende realizar um teste com armas nucleares nos próximos dias, e os EUA já estudam uma resposta militar às provocações do ditador.

Os Estados Unidos estão contando com a China e a Coréia do Sul para enfrentar o ditador norte coreano, mas dessa vez, caso haja uma guerra, Kim Jong-un não vai perder a chance de atacar os EUA em casa. O ditador não tem escrúpulos nem limites, e Trump se arrisca muito ao resolver enfrentar a Coréia do Norte.

Milhares, talvez milhões de civis, estarão em risco de uma guerra nuclear. Que o mundo seja sensato, e que a diplomacia seja a melhor arma.

Kim Jong-un realizou um desfile militar ontem, na comemoração do Dia do Sol, demonstrando o poderio do exército e armamento norte coreano, fazendo deste evento uma ameaça ao mundo. O ser humano corrompe o poder, e esquece de que é passageiro. A vida do homem é um sopro, independente de quanto poder ele tenha em mãos.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

MOAB - A mãe de todas as bombas

Os militares americanos, os governantes americanos, os parlamentares americanos, todos gostam de vangloriar-se por possuir a melhor arma, a melhor munição, a melhor tecnologia, a maior bomba, isso deve ser pra compensar alguma outra coisa... 

E hoje no Afeganistão eles lançaram uma bomba chamada GBU-43B Massive Ordnance Air Blast - MOAB. Sua sigla também combina com Mother of all bombs, mãe de todas as bombas.

Essa bomba pesa 9,8 toneladas, uma explosão equivalente a 11 toneladas de TNT e perde apenas para as bombas nucleares. Foi testada pela primeira vez em 2003 na Flórida, e hoje foi lançada sobre um sistema de túneis e cavernas - assim espero - utilizado pelos soldados do Estado Islâmico.

Esperamos que os militares americanos não tenham errado o alvo, como "acontece às vezes", e não tenham matado civis que nada têm a ver com a guerra e que nada devem ao ISIS e muito menos aos americanos.

Foto CNN

terça-feira, 11 de abril de 2017

A guerra na Síria

O ataque com armas químicas promovido na Síria causou a morte de várias pessoas. A destruição na cidade não tem medidas. A tristeza e a desolação causadas na vida das pessoas é inacreditável.

Tudo começou em março de 2011, quando o levante contra o governo de Bashar al-Assad teve início. Os protestos pacíficos da Primavera Árabe foram tornando-se mais agressivos, a luta armada começou, desencadeando a guerra civil.

A Síria tem um único partido. Assad governa desde 2000 e usa a fome e a miséria para punir a população civil, que está descontente com sua opressão. A Rússia apóia o ditador sírio, e os EUA apoiam a oposição. Em meio a tudo isso, mais de 5 milhões de crianças tiveram suas vidas destruídas pela guerra. Há mais de 8 milhões de refugiados.

Crianças mortas. Pais chorando com seus filhos mortos em seus braços. Crianças soterradas nos bombardeios. Gases mortais. Bebês que perderam a vida. Crianças que nem sabem ainda que estão sozinhas no mundo.

Os governantes dos principais países poderiam, se quisessem, resolver esta situação. Mas não querem. EUA e Rússia também têm interesses econômicos. nada é feito por bondade ou misericórdia.

Talvez os países ricos tenham criado seus próprios inimigos terroristas, quando destroem vidas que não merecem, apenas porque elas estão no caminho de seu "progresso econômico".

Só é possível compreender o que motiva uma pessoa quando vivemos o que ela viveu. O ser humano é mau desde o princípio. Matar crianças não é terrorismo?

Sobrevivente com seus dois filhos mortos durante o ataque

segunda-feira, 13 de março de 2017

O Sol é Para Todos

Depois de ler o excelente livro de Harper Lee - sim, eu disse EXCELENTE, embora alguns discordem - tive a sorte de encontrar na Netflix o filme, de 1963. O filme é em preto e branco, e com excelentes atores: Mary Badham interpreta Scout, Gregory Peck (falecido em 2003) interpreta Atticus Finch e Brock Peters (falecido em 2005) interpreta Tom Robinson.

O filme - dirigido por Robert Mulligan - segue de perto a história original, onde em 1932 no Alabama um negro é acusado de violência e estupro contra uma jovem branca, e Atticus o defende no tribunal, apesar de toda a cultura racista da época. Esse interesse de Atticus pela justiça acaba interferindo na sua vida e na vida de seus filhos, mas mesmo assim ele mantem seu senso de dever ao defender o pobre Tom Robinson, ensinando a seus filhos que a Justiça, assim como o sol, deve ser para todos. 

terça-feira, 7 de março de 2017

Trump x Obama

Donald Trump ainda acusando Obama de espionagem: De acordo com os tuites de Trump, Obama mandou o serviço de inteligência grampear toda a Trump Tower antes das eleições. Obama e sua equipe negam, afirmando que as acusações de Trump são falsas. 

Quem lembra das escutas telefônicas dos EUA plantadas até na sede do nosso governo, sabe que podemos esperar qualquer coisa quando se trata dos Estados Unidos, e é claro que o serviço de inteligência sempre vai negar. 

O que incomoda muito Obama é a amizade entre Trump e Putin, mesmo sendo do conhecimento de todos que Putin também afirma ter material incriminador contra Trump. Enfim, essas farpas ainda vão durar. Esses laços entre a Casa Branca, Republicanos, Democratas, Obama, Trump e Putin são muito complexos. E os EUA e a Rússia estão envolvidos de forma direta ou indireta em todos os conflitos do mundo. Essas pequenas guerras por poder dentro dos Estados Unidos acabarão "respingando" pelo resto do mundo. 

É complicado viver em um mundo onde temos vários malucos portando maletas nucleares...

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O discurso de Vladimir Putin

Esse discurso foi feito no Kremlin. Há muita gente analisando o conservadorismo de Putin, e muita gente criticando, chamando-o de falso conservador. Eu entendo que Putin é um líder que carrega em seus ombros a morte de centenas de milhares de pessoas (lembrando que os líderes das grandes potências concorrentes também não são santos), mas seu discurso, do meu ponto de vista, foi muito válido. 

Ele falou o que muita gente quer falar e não pode porque tem medo, porque não se pode mais criticar as coisas que não são naturais, porque a minoria está impondo à maioria "direitos" que eles exigem, nos tomando o nosso próprio direito de ter opinião.

Às vezes essas coisas acontecem, e o mundo precisa que um homem mau, mas poderoso, fale o que os homens bons têm medo de falar. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

ONU - Crise Humanitária Mundial

Com a guerra na Síria, a fome no Sudão, o furacão no Haiti e os refugiados da Síria, Iraque e Iêmen a ONU se encontra numa crise financeira, pois neste ano precisará de 22,2 bilhões de dólares para financiar suas operações. Desde o final da Segunda Guerra nunca houve tantas pessoas em risco no mundo, enfrentando guerra, fome e desastres naturais.

São mais de 128 milhões de pessoas afetadas por esses problemas, mas quem se importa? Rússia e EUA estão mais preocupados em aumentar os seus domínios através destas guerras. A China tenta dominar o mundo através da economia sem se preocupar com problemas humanitários. A Alemanha faz sua parte acolhendo e ajudando refugiados, mas não vai resolver tudo sozinha. O mundo mudou.

Ano passado a ONU recebeu apenas 52% da verba necessária e arcou com um rombo gigante em suas finanças. Logo não haverá mais recursos e as pessoas que necessitam de socorro estarão totalmente desamparadas.

A nós, pobres civis sem poder político, só resta torcer por uma mudança radical de pensamento naqueles que tem o poder nas mãos. Chamam esses problemas atuais de crise humanitária. Eu chamo de falta de humanidade.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Estado Islâmico e Osama Bin Laden

Você sabia que o próprio Osama demonstrava preocupação com o Estado Islâmico? Ele criticava um avanço muito forte contra os inimigos da causa islâmica, alertando que isso poderia arrastá-los para uma guerra.

Osama também criticava as táticas violentas e a impaciência do grupo Estado Islâmico, e se preocupava com o enfraquecimento da Al-Qaeda.

Essas críticas e preocupações estavam registradas em documentos - a maioria datada de 2010 - encontrados na casa de Osama pelos Navy Seals quando invadiram o Paquistão e o mataram.

Osama Bin Laden pedia a seus seguidores que focassem o combate contra os EUA, considerando este país como "o tronco da árvore perversa".

Terrorismo é sempre terrorismo. O que me incomoda é o fato de os EUA sempre criarem uma cobra em seu seio para depois lutar contra ela. Treinaram o próprio Osama na guerra contra o Afeganistão e "criaram" o Estado Islâmico quando tiraram Sadam do poder e deixaram o Iraque entregue ao caos. Colhemos o que plantamos.