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quinta-feira, 30 de março de 2017

Os Miseráveis

Hoje ganhei de presente um dos maiores clássicos da literatura mundial: Os Miseráveis. Um ótimo presente para clarear nossas ideias e nos fazer lembrar que muitos vivem em tristeza e injustiça, sem esperança. Vivemos num mundo tão injusto, tão cruel e insensato, que as misérias que assolam os menos favorecidos apenas mudam de face, mudam de lugar, mudam de época, mudam seus meios de ataque. Mas o resultado é sempre o mesmo.

Já comentei com a Larissa várias vezes que há pessoas que lutam tanto, se esforçam tanto e não vêem resultados. A vida não as favorece. É sempre a velha história, a dificuldade que assola tantos para que uns poucos tenham o que não precisam.

Os Miseráveis foi escrito em 1862 por Victor Hugo. Uma magnífica obra que denuncia todas as injustiças humanas. Uma crítica social atemporal. Um homem que rouba um pão e é condenado a 19 anos de prisão. Uma jovem que é abandonada pelo namorado quando tem uma filha. Uma menina explorada por um casal, sendo forçada a trabalhar o dia inteiro. Histórias tristes e marcantes que viram a sociedade humana pelo avesso, mostrando o lado injusto e triste de vidas que lutam por justiça e felicidade.


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Aline Barros acha que pode julgar quem não é filho de Deus

Na última semana, a caminho de São Luis do Maranhão, para um show, a cantora Aline Barros fez uma postagem com Bruna Karla no seu Facebook oficial. Lá, a artista disse: "Como é maravilhoso poder louvar a Deus, e quero dizer mais... para nós, filhos de Deus, não existe quarta feira de cinzas mas sim quarta feira do fogo".

(créditos: http://www.portaldoholanda.com.br)

Acho que está na hora de Aline usar sua voz, que é realmente muito bela, somente para cantar, por que, para falar, os absurdos são cada vez maiores. Depois de uma entrevista vergonhosa na Marília Gabriela, e de 99,99% das suas entrevistas na televisão serem vergonha alheia, porque a moça não sabe se expressar (perto da Fernanda Brum, em matéria de pregação, ela parece uma Neanderthal), essa declaração, para mim, foi a gota d'água. 

Se ela quer achar que os católicos não são filhos de Deus, problema dela, mas mantenha a boca fechada e suas opiniões distorcidas para si. Aline, como muitos evangélicos, não sabe o que representa o poder da quaresma, a sensação de paz da penitência feita com fé, o significado das cinzas e da sexta-feira santa. As músicas de Aline me passam paz, mas olhar para ela cada vez mais me dá asco. Nessas horas, sinto muita vontade de voltar para minha igreja, onde nunca fui julgada e onde não haviam normas de conduta, como em um quartel, para serem seguidas. 

Respeito muito a fé protestante, e me identifico com ela em muitos aspectos, e da mesma forma, gostaria que a fé católica fosse respeitada, aliás, que qualquer forma de fé fosse, julgar alguém de outra religião não é o papel de um cristão verdadeiro, não é dessa forma que Jesus queria que se falasse de Deus e não era isso que ele fazia. Tão fácil apontar defeitos nos outros...

Depois do vexame, a postagem foi apagada e parece que a moça, como boa covarde, não se pronunciou. Na verdade, não houve mal entendido, ela realmente quis dizer que os católicos não são filhos de Deus. Quem julga a fé dos outros, e mais, a fé de um irmão em Cristo, não alcançou a graça de Deus.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Felicidade = Realidade - Expectativa

Infelizmente não posso escrever aqui que sou feliz. Mas nessa esperança, tenho aprendido muita coisa, e quero aqui compartilhar. Descobri que a felicidade não é algo que se possa comprar. Não é algo que se possa buscar. Não é algo que depende do tempo pra chegar. 

O mundo capitalista nos treinou e nos treina todos os dias em acreditar que a felicidade está relacionada às coisas materiais que possuímos. As propagandas de um belo carro relacionam ele ao sucesso e à felicidade. Os comerciais de roupas e acessórios nos afirmam que se comprarmos estes produtos seremos "melhores", seremos "felizes". 

Até as crianças são assim: Querem tanto um novo brinquedo, e assim que ganham, logo o esquecem, desejando outra coisa. Isso não significa que devemos nos acomodar - que é o outro extremo - mas que devemos ser felizes ANTES de termos o que desejamos. Devemos nos sentir felizes SEM DEPENDER  do que temos. 


Às vezes somos forçados a comprar e comprar. A própria sociedade que nos julga nos impõe o que devemos ter. Até alguns pastores iludem seus fiéis com promessas de carros e casas, afirmando que Deus quer que tenhamos essas coisas, e se não temos, é porque algo está errado...

Gostei da frase de Oscar Wilde, que disse: "Neste mundo há duas tragédias, uma é não conseguir o que se deseja, a outra é conseguir".
A explicação disso tudo é que não nos contentamos com "coisas" porque esse anseio não vem da mente e sim da alma, e a alma não se contenta com coisas materiais. Quando nos damos presentes e bens materiais, tentamos nos iludir, e é por isso que o anseio continua, sempre.

Gostei muito do vídeo abaixo e baseei meu texto nele. Infelizmente, há mais de SEIS BILHÕES DE PESSOAS que precisam aprender isso, e esse processo vai demorar muito.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ataque à Revista Francesa Charlie Hebdo

Na manhã do dia 07 de janeiro doze pessoas foram covardemente assassinadas por extremistas islâmicos, fanáticos religiosos, ignorantes que se escondem atrás de uma religião. Entre os mortos, quatro cartunistas venerados na França e no mundo: Georges Wolinski, Jean Cabut, Stephane Charbonnier e Tignous. O motivo: charges a respeito de religiosos e suas maluquices. Nosso respeito às vítimas do ataque, às suas famílias e aos cidadãos franceses. Foi um ato covarde. Um ataque ao humor, à imprensa e à liberdade de opinião.

Esperamos que os governos do mundo não fiquem de braços cruzados. Quantas pessoas mais precisam morrer para que alguém reaja? Os assassinos gritavam "vingamos o profeta" e "Alá é deus". Que deus é este? Que o braço forte da justiça caia sobre os fanáticos de todas as religiões. Onde há fanatismo, o amor é esquecido. Ainda há alguns imbecis afirmando que o humor exercido pelos editores da Charlie Hebdo era agressivo demais. Agressivo? E atirar em pessoas com fuzis não é agressivo?


(Charge sobre o ataque, de Ruben L. Oppenheimer)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O episódio da capa do CD de Fernanda Brum: quando a ignorância não tem limite

(crédito da imagem: vitrine-gospel.blogspot.com)

O preconceito sempre é burro. É fruto da ignorância, da inveja e da falta de caráter. Não queria falar sobre este assunto, não gosto de dar minha opinião, mas não vou poder deixar passar esse episódio, que só mostra quão pequena é a cabeça de algumas pessoas, e essas algumas na verdade são muitas.

Assim como em seu cd Liberta-me (2012), a  cantora Fernanda Brum lançou em seu facebook uma campanha para os fãs escolherem a capa de seu novo cd, Da Eternidade, a ser lançado em janeiro de 2015. As capas elaboradas são as duas acima, e confesso que senti uma imediata empatia pela segunda, mas as duas estão maravilhosas, elaboradas mais uma vez pela Quartel Design. A vencedora acabou sendo a primeira. Mas tudo isso se perdeu diante da polêmica, sim, pelo símbolo do infinito.

Ao publicar as duas capas, a página da Fernanda foi alvo de uma enxurrada de críticas pelo símbolo que circunda o nome do cd, um símbolo matemático utilizado para representar o infinito. Utilizando tal símbolo, a capa conceitua a eternidade, a plenitude de Deus, de seu amor, de sua presença. Tudo de acordo com a proposta do cd. Mas a ignorância e a falta de caráter de muitas pessoas classificou tal imagem como associada ao demônio, à Nova Era e a mil conceitos sem pé nem cabeça.

Tamanha foi a confusão que Fernanda e sua assessoria simplesmente apagaram as duas imagens de suas redes sociais, e no mesmo dia Fernanda anunciou que mudaria o símbolo para um que ela própria que criasse, para não ser "associado ao coisa ruim". Imediatamente, os fãs se mobilizaram com a hashtag #FERNANDADEIXAOSIMBOLO. Na terça feira, Fernanda publicou a capa vencedora (a primeira), e, seja pelo apelo dos fãs ou por mudar de ideia, o símbolo do infinito foi deixado.

Acredito que tirar o símbolo da capa seria baixar a cabeça, assumir estar errada, mesmo não estando. As pessoas se acham no direito de julgar o trabalho dos outros, a maioria sem saber o que o símbolo realmente significa - ignorantes, não tem o menor conhecimento de matemática. Mas eu ou todas as pessoas que a defenderam não podemos gostar dela, admirá-la, somos "idólatras". Não podemos ser fãs. Não podemos admirar um artista e querer defendê-lo, mesmo ele estando certo!

Fernanda já foi muito criticada pelo uso da borboleta, e agora mais uma vez foi alvo da ignorância. A própria, infelizmente, também já criticou obras literárias e cinematográficas, as quais prefiro não citar, e até mesmo o Role Playing Game, nosso querido e saudável RPG, associando-os ao demônio, de maneira bem infeliz. Provavelmente, ela não conhece a realidade por trás dessas coisas do mundo nerd e prefere tirar suas conclusões sem conhecimento. A mesma coisa aconteceu com ela do outro lado, o lado da vítima da intolerância.

A única maneira de acabar com o preconceito é abrir a mente, aprender, conhecer. "Não extingam o espírito, não desprezem a profecia. Examinem tudo, retenham o que é bom" (1 Tc 5:19-21). Parece que muitos crentes, que se acham tão dignos de Deus, não entenderam essa passagem tão simples. Sempre precisam achar algo para apontar no próximo, sempre precisam encontrar alguém para hostilizar, pelo motivo o mais idiota possível. Ao comentar toda a polêmica, Fernanda deixou seu desabafo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Noé: reprovado pelos fundamentalistas e aprovado por quem tem bom senso


O filme Noé, de Darren Aronofsky, estreado por Russell Crowe (melhor Noé impossível), Emma Watson (HP), Anthony Hopkins (Hannibal Lecter), Jennifer Connelly (já foi esposa de Crowe em Uma mente brilhante), está agradando o público, com a releitura da aventura épica de Noé contada na Bíblia. Parece que não somente fundamentalista idiotas evangélicos - entre eles a pastora Fernanda Brum, om uma crítica totalmente vazia e preconceituosa, mas tudo bem, não vou deixar de gostar dela porque ela perdeu o bom senso - mas até determinados blogueiros famosos desse país estão criticando o filme porque "distorce a bíblia". As quatro páginas da bíblia. Eu não vou me abalar a falar quão idiota é criticar algum filme BASEADO na bíblia que acrescentou algo a história, ou modificou. BASEADO não é cópia fiel. Se o filme, ou série, ficou bom e passou sua mensagem, a crítica não tem fundamento (ao contrário das novelas da Record que não só rasgam a bíblia como são horríveis).

O pastor e cantor mexicano  Jesús Adrian Romero, radicado nos EUA, foi na contramão da maioria de seus colegas e entendeu a mensagem do filme. Seu depoimento foi divulgado em seu facebook e está disponível no site Gospel mais. O que me deixa com mais raiva são os comentários do próprio site, que se manteve levemente neutro. Internautas criticam o filme, o pastor, sempre com a desculpa de que o filme distorceu a bíblia. Um "inteligente", inclusive, disse que "não é arte, é a palavra de Deus", referindo-se ao fato de que o filme não é um filme comum, mas um filme calcado na bíblia. 

MAS NÃO É UM FILME DE EVANGELIZAÇÃO, CAC*TE! O objetivo do Noé de Aronofsky é contar a história de Noé da SUA forma, não necessariamente evangelizar. As pessoas acham que a bíblia é intocável. Eu na minha ignorância, só acho que filmes que se BASEIAM na bíblia são mais uma oportunidade de compreender a palavra, mesmo quando a intenção principal não é essa.

 Watson com o Matusalém de Hopkins. A personagem de Emma, Ilá, não existe na Bíblia. Isso não diminui o brilhantismo das duas, personagem e atriz.



Segue o comentário de Romero:

"Ontem eu fui ver o filme ‘Noé’, e em seguida, deixei recomendações através de redes sociais. Alguns líderes que não entendem de cinema estão desencorajando as pessoas, dizendo para não irem ver o filme, argumentando que se afasta da narrativa bíblica… Sério? Assim como em ‘Noé’, todo filme precisa fugir um pouco da narrativa e incluir alguma ficção. A história bíblica de Noé está contida em apenas quatro folhas da Bíblia, o que é muito pouco material para fazer um roteiro de filme. Em compensação, uma série de livros que se tornaram roteiro de filme, quase nunca é seguida ao pé da letra."

"Na arte há o que é conhecido como ‘licença poética e artística’, e esta é a liberdade que tem o produtor, ou compositor, ou poeta, para ficar longe de certas regras ou detalhes, a fim de melhor comunicar uma história. Acredito que aqueles que estão proibindo o filme não entendem que o cinema é arte. Estamos muito acostumados a encontrar o erro e o diabo em tudo, e dificilmente encontrar Deus. Sem entrar em detalhes, para não contar o filme, houve momentos em que eu estava profundamente tocado pela mensagem, e embora eu ache que a ideia do produtor deste filme seja o evangelismo, a história bíblica foi apresentada como arte. O filme abre uma excelente oportunidade para a evangelização e discussão sobre temas espirituais. Outros reclamam que o filme usa fantasia e tem alguns erros bíblicos, mas a verdade é que, por vezes, eu ouvi mais fantasia e erros bíblicos em pregações diretamente dos púlpitos, porém ninguém faz nada a respeito. Aproveite o filme."

Eu e o Sérgio fomos ver o filme. E sai profundamente tocada e emocionada. Sem a pretensão de evangelizar, o filme foi muito mais fiel a bíblia do que eu esperava, com detalhes que somente quem conhece as escrituras sabe, como a benção de Noé a Jafé e Sem e o fato de que a descendência de Set não comia carne - eu não sabia dessa. Além dos bons efeitos, as atuações excelentes de Crowe, enlouquecendo as poucos com a missão do Senhor, Emma, cuja personagem cresce imensamente ao longo da história e a atriz fica a altura, e o britânico Ray Winstone, que me surpreendeu como o deplorável Tubalcain, um retrato fiel do que a humanidade se tornou. Essa é a mensagem do filme: o que somos? O que fizemos com este planeta? Vamos continuar com nosso egoísmo e maldade? Lamento profundamente aqueles que não entenderam a mensagem. Uma mensagem bela de fé, amor e bondade.