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domingo, 7 de abril de 2019

Fascismo e Nazismo

Atualmente se discute muito sobre a origem do fascismo e do nazismo, e muito do que se fala não tem embasamento histórico. Foi pensando nisso que resolvi esclarecer de vez as origens dessas duas malditas ideologias que tanto prejudicaram os povos submetidos a elas e tantas mortes causaram na história da humanidade.

O FASCISMO surgiu na Itália, no início da década de 1920, quando vários problemas - principalmente de ordem econômica - ocorriam no país. A Itália, apesar de ser um dos países vencedores da Primeira Guerra Mundial, enfrentava sérias dificuldades sociais e econômicas.

A Itália era governada pelo rei Vitor Emanuel III e seu Primeiro Ministro Giolitti. Benito Mussolini era do Partido Socialista Italiano, mas foi expulso quando apoiou a entrada da Itália na Primeira Guerra. NESTE MOMENTO, VOCÊ, EXTREMISTA DE DIREITA, PODE PENSAR QUE O FASCISMO VEIO DO COMUNISMO, MAS CALMA, A AULA AINDA NÃO ACABOU.

Após ser expulso do Partido Socialista Italiano, Mussolini criou uma organização paramilitar que, após o fim da Primeira Guerra, obteve apoio de ex combatentes. Esta organização era chamada Fascio de Combatimento. Daí surgiu o Partido Nacional Fascista, que promoveu a Marcha Sobre Roma em 26 e 27 de outubro de 1922, cujo objetivo era forçar o rei Vitor a indicar Mussolini como primeiro ministro. No dia 30, o rei cedeu às pressões fascistas e encarregou Mussolini de "reorganizar" o país.

Em 1925 o fascismo já se mostrava ditatorial, e criou o sindicalismo corporativista - não porque se importasse com os trabalhadores, mas para controlá-los. Mussolini assumiu o título de Duce e conduziu a Itália à Segunda Guerra Mundial. Importante lembrar que o rei Vitor Emanuel III continuava vivo,mas era apenas uma sombra, deixando todas as decisões políticas nas mãos do Duce.

Objetivos do fascismo:

- Patriotismo e exaltação da Itália;

- Obediência cega ao Duce;

- Cerceamento da liberdade civil;

- DERROTA DOS MOVIMENTOS DE ESQUERDA.

(Faixa exposta no primeiro discurso de Hitler em 1933 onde se lê "Faça a Alemanha livre do Marxismo!")

O NAZISMO surgiu na Alemanha, tendo herdado muitos aspectos do fascismo italiano. Após a derrota na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha enfrentou grave crise econômica com inflação altíssima, o que facilitou a revolta da classe média e também dos trabalhadores alemães. 

Havia um pequeno grupo, conhecido como Partido Trabalhista Alemão, criado por um mecânico ferroviário, ao qual Hitler se juntou em 1919. Na verdade, Hitler entrou para o partido para "acompanhar" o desenvolvimento do mesmo e informar os militares sobre o que acontecia nas reuniões. Era uma espécie de espião.

Hitler foi se interessando realmente pelo lado político "da coisa" e com sua oratória inflamada, em 1920 já era a principal figura do partido, e começou a distorcer os ideais e transformar o grupo. O capitão Ernest Roehm incorporou ao partido grupos paramilitares, as SA - seções de Assalto. Hitler mudou o nome do partido para Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. O programa do partido desprezava estrangeiros, denunciava judeus, marxistas, comunistas, ciganos, poloneses e minorias, e prometia trabalho e o fim das reparações de guerra.

Hitler e seu grupo tentaram um golpe em Munique, em 1923, mas falharam. Hitler foi preso e escreveu Mein Kampf (Minha Luta) na prisão. Hitler cumpriu somente oito meses de sua pena, e ao sair, reorganizou e aprimorou o partido, criando estruturas hierárquicas e administrativas. Além das SA já existentes, criou as SS (brigadas de segurança) e também um jornal.

Hitler se tornou chanceler da Alemanha, ficando abaixo somente do presidente Von Hindenburg. Em 1933 o Parlamento Alemão foi incendiado e Hitler atribuiu o incêndio aos comunistas, exigindo de Hindenburg mais poder para "combater os comunistas". Em 1934 Hindenburg faleceu e Hitler tomou para si o posto de presidente, chamando a si mesmo de Führer (líder), e o governo tornou-se totalitário. O nazismo era racista, xenófobo, extremista, totalitário, violento, anticomunista e apresentava um patriotismo exagerado.

Apesar de também criticar o capitalismo, Hitler passou a receber apoio financeiro de empresas e da burguesia de extrema direita, a elite da época, que temia o avanço do partido comunista alemão e a perda de seus privilégios. 

Hitler conduziu a Alemanha à destruição e à vergonha com a Segunda Guerra Mundial, e suicidou-se para não cair na mão dos russos quando estes tomavam Berlim, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Obs.: Há uma história que sempre reaparece na internet sobre um broche alemão de comemoração ao dia do trabalho, onde uma águia segura uma foice e um martelo. Este broche é citado pelos eleitores de extrema-direita (e extrema ignorância) como suposta prova de que o nazismo era de esquerda. A verdade é que o broche foi criado em comemoração ao dia do trabalho em 1933, no qual Hitler queria ganhar o apoio dos trabalhadores e controlá-los também, evitando as diversas manifestações operárias que já ocorriam em toda a Alemanha. Enquanto o símbolo comunista usa a foice e o martelo cruzados, o broche alemão mostrava a águia nazista segurando a foice e o martelo, controlando a classe trabalhadora do campo (a foice) e a classe trabalhadora da cidade (o martelo). Logo após a comemoração do dia do trabalho em 1933, Hitler intensificou as perseguições aos sindicatos e desmontou todas as organizações operárias.



Bibliografia:

A Chegada do Terceiro Reich - Richard J. Evans
As Origens do Totalitarismo - Hanna Arendt
O Carisma de Adolf Hitler - Laurence Rees

LINKS INTERESSANTES:

TRECHOS DE DISCURSOS DE HITLER, ONDE ELE CRITICA OS MOVIMENTOS DE ESQUERDA

BIBLIOTECA DO EXÉRCITO - NAZISMO É DE EXTREMA DIREITA

NAZISMO - MOVIMENTO DE EXTREMA DIREITA

sábado, 23 de julho de 2011

O assassinato de Francisco Ferdinando



No inicio do século XX, a Europa era um legítimo barril de pólvora. A revolução industrial havia transformado o mundo de uma maneira nunca antes vista, os armamentos haviam evoluído, a corrida imperialista estava a todo vapor. Diante de tantas mudanças, a humanidade não conseguiu passar sem uma guerra, e a maior de todas as guerras, até então. A ¨desculpa¨ usada, como normalmente aprendemos – ou deveríamos aprender – na escola, foi o assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do trono do império Austro-húngaro, e sua esposa, Sofia, em Sarajevo. No entanto, a história é muito mais complexa do que a maioria das pessoas sabe – se é que sabe.Eu definiria a tentativa de assassinato do arquiduque – com todo o respeito à sua memoria e a de sua esposa – como uma comédia trapalhões.
Francisco Ferdinando.

História

A Bósnia e a Herzegovina tinham sido ocupadas pelo Império Austro-Húngaro em 1878 e anexadas em 1908. Muitos bósnios, particularmente os de etnia sérvia, não aceitavam a ocupação, preferindo a unificação com o Reino da Sérvia.
No final de junho de 1914, Francisco Ferdinando visitou a Bósnia para observar seu exército e para fundar um museu em Sarajevo. Normalmente em ocasiões oficiais ele não levava Sofia, com quem tinha contraído casamento morganático, já que ela vinha de uma família de posição inferior na corte. Só que em 1º de julho o casal estaria comemorando seu aniversário de casamento, o que permitiu a Sofia a viagem com o marido.
O dia do assassinato, 28 de junho, é no calendário juliano o dia 15 de julho, dia do Vidovdan, que na Sérvia se comemora a derrota sérvia perante os Otomanos em 1389 (?). Tal dia era comemorado com cerimônias patrióticas.

O assassinato

Ignorando qualquer alerta de que sua visita, e mais ainda, sua exposiçao na cidade de Sarajevo poderia ser perigosa, Francisco resolveu ¨dar um passeio¨ pela cidade. O curso exato dos acontecimentos nunca foi completamente estabelecido, muito em fato dos relatos inconsistentes das testemunhas.
O grupo anarquista Mão negra lutava pela liberdade da Servia, e, assim, decidiu dar cabo do arquiduque. Nesse dia, sete conspiradores estavam a postos para matar Farncisco. Foi o inicio das trapalhadas.
Por volta das 10 horas, Francisco Ferdinando, junto com sua esposa e comitiva, saiu do acampamento militar de Philipovic, onde o arquiduque tinha passado revista na tropa. A comitiva era composta por sete carros:

• No primeiro carro: o detetive chefe de Sarajevo e três policiais locais.
• No segundo carro: Fehim Efendi Curcic, prefeito de Sarajevo; Dr. Edmund Gerde, Comissário de Polícia de Sarajevo.
• No terceiro carro: Francisco Fernando, sua esposa Sofia, Oskar Potiorek, governador geral da Bósnia e o guarda-costas de Francisco Fernando, tenente-coronel conde Franz von Harrach.
• No quarto carro: o chefe da corte militar de Francisco Fernando, o barão Carl von Rumerskirch; Wilma Lanyus von Wellenberg, condessa e dama de companhia de Sofia; tenente-coronel Erich Edler von Merizzi, chefe ajudante de Potiorek e o tenente-coronel conde Alexander Boos-Waldeck.
• No quinto carro: Adolf Egger, diretor da fábrica da Fiat em Viena; Major Paul Höger; Coronel Karl Bardolff; Dr. Ferdinand Fischer.
• No sexto carro: barão Andreas von Morsey; Capitão Pilz; outros membros da comitiva de Francisco Fernando e oficiais bósnios.
• No sétimo carro: Major Erich Ritter von Hüttenbrenner; conde Josef zu Erbach-Fürstenau; tenente Robert Grein.
Mapa do local onde Ferdinando foi morto.

Às 10 horas e 15 minutos, a comitiva passou pelo primeiro membro do grupo, Mehmed Mehmedbašić, que tinha se colocado numa janela para atirar. O tiro não fora disparado porque Mehmed viu um policial proximo a si, e não quis disparar. O segundo membro, Nedeljko Čabrinović, jogou uma bomba no carro onde estava Francisco Fernando, mas errou o alvo, visto que o motorista do carro de Ferdinando percebeu, de alguma forma, o movimento de Čabrinović, e acelerou o carro. A explosão destruiu o carro seguinte, ferindo diversos passageiros, policiais e a multidão, e causando um alvoroço.Čabrinović, vendo o erro cometido, tentou se suicidar engolindo uma pilula de cianeto e pulando no rio Miljacka. No entanto, Čabrinović vomitou a pilula, e o rio no qual havia se jogado tinha menos de 20 centimetros de profundidade...
A comoção acabou. As pessoas e o proprio Ferdinando mostravam claros sinais de irritaçao. ¨Que bagunça, que violencia nessa cidade...¨. Mesmo irritado, Ferdinando não percebeu o recado, e resolveu novamente sair às ruas, no mesmo dia, para visitar os feridos do atentado. Gavrilo Princip, integrante do Mão negra, estava em um café, provavelmente comendo um sanduiche. Nessa hora, Gavrilo vui o carro de Francisco entando numa rua errada – na verdade, uma rua certa, a rua onde Gavrilo estava, comendo o sanduiche. Enquanto o motorista tentava sair da rua errada, Princip não perdeu tempo. Seu primeiro tiro atingiu Sofia no abdome, e o segundo, o pescoço do arqueduque. Depois de preso, Princip afirmou que seu objetivo era atingir o governador-geral Oskar Potiorek, e não Sofia. Princip tentou o suicídio, primeiro com o cianeto e depois com sua arma, mas tambem vomitou o veneno... e sua arma foi-lhe tirada das mãos antes que pudesse atirar.
Gavrilo Princip, o assassino sortudo.

Com a morte de Ferdinando, o imperio Austro-húngaro declarou guerra a Servia. A Rússia uniu-se a esta. Vendo tudo isso, a Alemanha disse: ¨Não, isso não vai acontecer...¨. Mas aconteceu, e a Alemanha declarou guerra à Rússia. Em pouco tempo, a França e a Grã-Bretanha entraram na briga, e o resto é história.

A bala disparada por Princip está em exibição no museu do castelo de Konopiště perto da cidade de Benešov, na República Checa. Já a arma de Princip, junto com o carro que o arquiduque usava na ocasião do assassinato, está em exibição permanente no Museu de História Militar, em Viena, Áustria.


Fonte: pt.wikipedia.org; nerdcast.com.br– adaptado.

Sarajevo11.jpg
Placa recordando o acontecimento, no local do assassinato.