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sábado, 4 de fevereiro de 2017

O discurso de Vladimir Putin

Esse discurso foi feito no Kremlin. Há muita gente analisando o conservadorismo de Putin, e muita gente criticando, chamando-o de falso conservador. Eu entendo que Putin é um líder que carrega em seus ombros a morte de centenas de milhares de pessoas (lembrando que os líderes das grandes potências concorrentes também não são santos), mas seu discurso, do meu ponto de vista, foi muito válido. 

Ele falou o que muita gente quer falar e não pode porque tem medo, porque não se pode mais criticar as coisas que não são naturais, porque a minoria está impondo à maioria "direitos" que eles exigem, nos tomando o nosso próprio direito de ter opinião.

Às vezes essas coisas acontecem, e o mundo precisa que um homem mau, mas poderoso, fale o que os homens bons têm medo de falar. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Elvira Savino e suas ideias

Criticamos nossos políticos, e não estou aqui para defendê-los. Estou aqui apenas para dizer que ideias loucas não aparecem só no Brasil. O ser humano pode "pirar" em qualquer lugar do mundo, principalmente quando é político.

Na Itália, há uma lei proibindo os pais de criarem seus filhos em uma dieta vegetariana. Isso mesmo. Se você quiser criar seu filho de maneira saudável, pode pegar até seis meses de cadeia! 

Essa lei é de autoria de Elvira Savino, deputada do partido Forza Italia, mesmo partido de Silvio Berlusconi. Agora pensa comigo: você acha que não há influências financeiras da indústria alimentícia instigando a deputada a propôr uma lei maluca como essa? Por que não proibir por lei as crianças de se alimentarem de fast food? Isso sim seria uma boa ideia.
Elvira Savino - The Telegraph

sábado, 14 de novembro de 2015

Terror em Paris

Mais de cento e vinte mortos, mais de trezentos e cinquenta feridos. Este é o saldo da nova ação terrorista que ocorreu na noite de 13 de novembro em Paris. Ato este que já foi assumido pelo Estado Islâmico. O presidente francês François Hollande, apesar da demora no tempo de resposta, ordenou o fechamento das fronteiras da França, e prometeu "reação implacável" contra os terroristas.

As ações terroristas foram bem planejadas e cronologicamente executadas. Os ataques ocorreram em locais públicos bem movimentados - bares, restaurantes, a casa de shows Bataclan e o estádio Stade de France. Oito terroristas foram mortos, sendo que sete deles detonaram os explosivos que traziam presos em seus próprios corpos antes de serem atingidos pela polícia. 

O presidente sírio teve a audácia de pôr a culpa dos ataques no governo francês, e declarou:

"As políticas equivocadas dos Estados ocidentais, particularmente a França, em relação aos eventos da região (do Oriente Médio), e o apoio de um número de seus aliados aos terroristas são razões que estão por trás da expansão do terrorismo".


O que me preocupa agora é a consequência disso tudo. A França dará uma resposta - e eu concordo plenamente - mas a Síria tem uma "queda", um "carinho" pelos terroristas, e seu presidente atual é apoiado pela Rússia. A Rússia combate o Estado Islâmico, mas não conhecemos as reais intenções do presidente da Síria. A França certamente terá o apoio da Inglaterra e dos EUA, e isso pode ser o princípio de uma guerra mundial com cunho religioso.

Cidadãos comuns, sejam eles de qualquer país, não podem ser alvos de terroristas, de fanáticos, que além de cruéis são covardes, pois matam civis desarmados, pessoas comuns, famílias inocentes, crianças e jovens. O Estado Islâmico merece uma resposta, uma resposta militar, rápida e certeira.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ataque à Revista Francesa Charlie Hebdo

Na manhã do dia 07 de janeiro doze pessoas foram covardemente assassinadas por extremistas islâmicos, fanáticos religiosos, ignorantes que se escondem atrás de uma religião. Entre os mortos, quatro cartunistas venerados na França e no mundo: Georges Wolinski, Jean Cabut, Stephane Charbonnier e Tignous. O motivo: charges a respeito de religiosos e suas maluquices. Nosso respeito às vítimas do ataque, às suas famílias e aos cidadãos franceses. Foi um ato covarde. Um ataque ao humor, à imprensa e à liberdade de opinião.

Esperamos que os governos do mundo não fiquem de braços cruzados. Quantas pessoas mais precisam morrer para que alguém reaja? Os assassinos gritavam "vingamos o profeta" e "Alá é deus". Que deus é este? Que o braço forte da justiça caia sobre os fanáticos de todas as religiões. Onde há fanatismo, o amor é esquecido. Ainda há alguns imbecis afirmando que o humor exercido pelos editores da Charlie Hebdo era agressivo demais. Agressivo? E atirar em pessoas com fuzis não é agressivo?


(Charge sobre o ataque, de Ruben L. Oppenheimer)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A Foto do Futuro

Todo mundo (que é nerd) sabe que as miniaturas - ou action figures, como são chamadas – são muito legais. Mas já imaginou ter uma miniatura de si mesmo em sua mesa ou estante? Pois isso já é possível, graças ao estúdio alemão TWINKIND, dos irmãos Timo Schaedel e Kristina Neurohr.

Através de um escaneamento com câmeras 3D feito em 360°, o equipamento digitaliza todos os dados e ângulos possíveis da pessoa escaneada, e cria uma miniatura em polímero de plástico em pó.

A “foto do futuro”, como está sendo chamada é sucesso na Europa. Inclusive, você pode miniaturizar seu animal de estimação.

Veja algumas fotos, e visite o site TWINKIND.

(Obs.: Já tem gente copiando o serviço no Brasil, dizendo que a ideia é sua...)







quarta-feira, 7 de agosto de 2013

#365Livros - #Livro219 - O CEMITÉRIO DE PRAGA




O cemitério de praga
Umberto Eco

De leitura pesada, porém profunda e inteligente, O cemitério de Praga é um “tratado sobre o mecanismo do ódio” (http://apoesc.blogspot.com.br/2013/04/resenha-de-o-cemiterio-de-praga-nailson.html). Cheio de personagens que existiram de verdade, Eco traz um protagonista de “mentira”, Simonini, uma criatura cheia de segredos e preconceitos, que, como falou certa vez o Marvin, odeia tudo e todos, franceses, italianos, judeus... que se envolve em complôs, teorias da conspiração, antissemitismo, passeando pela história do século XIX e XX da Europa, colecionando nomes de peso na narrativa, Freud, Alexandre Dumas, Giussepe Garibaldi, entre outros. Leitura densa, sim, densíssima, talvez o livro mais erudito de Eco, mas fascinante, essencial para quem admira esse gênio e admira história. E um pouco de teoria da conspiração também.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

#365Livros - #Livro170 - A JANGADA DE PEDRA

 
A Jangada de Pedra
José Saramago
 
Você consegue imaginar uma situação em que a Península Ibérica se separa do resto do continente europeu e permanece navegando à deriva no oceano Atlântico, indo em direção aos Açores? Pois é exatamente este cenário que José Saramago cria em seu livro. Cinco personagens principais, em sua maioria portugueses, fazem parte da narrativa, onde o autor fala – nas entrelinhas – sobre os altos e baixos da vida, e critica as autoridades e políticos. O livro foi escrito quando Portugal e Espanha se tornaram membros do Mercado Comum Europeu, e Saramago critica fortemente o descaso da Europa para com os países ibéricos.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Guerra, história e honra.

Uma homenagem aos soldados que deram suas vidas naquela grande dia, dando início à libertação do mundo de um ditador sem escrúpulos.
 
 

sábado, 10 de novembro de 2012

Texto de Juan Jose Millas abala o Mundo Capitalista

Juan Jose Millas, 66 anos, escritor e jornalista. Já ouviu falar dele? Pois é, este espanhol de Valência publicou no Jornal El Pais um texto criticando duramente o sistema capitalista, e este texto tornou-se o mais lido do jornal. Divulgado e debatido em redes sociais, o texto fala – a princípio – da crise espanhola, mas serve para todo o mundo. O capitalismo e o consumismo oprimem o ser humano, que não percebe, e a economia explora e destrói nossas vidas. Somos manipulados, e ainda vivemos num sistema feudal. Leia, e veja a verdade:
 

“Um Canhão pelo Cú                      
(texto de Juan Jose Millas publicado em agosto de 2012 no Jornal El Pais)


Se percebermos bem – e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colônia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.

Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.

Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas – e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspectiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil anda de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista econômico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país – este, por acaso -, e diz “compro” ou “vendo” com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.



Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública – onde estas ainda existem – os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto você lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.

E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, mas num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.

Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornamo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos vagões do trem uma bomba diária chamada prêmio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com rupturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco.
 
A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo à redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado. Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos difusores das ideias neoliberais.”