quarta-feira, 5 de junho de 2013

#365Livros - #Livro156 - PASSAGEM PARA A ÍNDIA


Passagem Para a Índia
Edward Morgan Forster

No final da década de 20, Adela Quested viaja para a Índia em companhia de sua futura sogra, para encontrar Ronny Heaslop, seu noivo, e decidir o casamento com ele. Elas conhecem o doutor Aziz, um médico indiano que leva ambas para conhecer as Cavernas de Marabar, e durante o passeio, sofre uma grave acusação da parte de Adela. A história é interessante, mas o pano de fundo é mais ainda: a colonização inglesa na Índia e as relações sociais entre ingleses e indianos, fortes sequelas que ainda permanecem nessa região.

terça-feira, 4 de junho de 2013

#365Livros - #Livro155 - OS JAPONESES


Os Japoneses
Célia Sakurai

O livro de Célia Sakurai diferencia-se dos demais livros que falam sobre o Japão (os quais já são poucos) pelo fato de abordar aspectos culturais e até cotidianos da sociedade nipônica. Nesta excelente pesquisa, a autora fala sobre a história, a cultura, o panorama geográfico, os costumes e curiosidades do Japão. Indispensável para quem deseja conhecer mais sobre o povo japonês, este livro não é apenas mais um livro acadêmico de história, mas é dirigido a todos, numa linguagem clara e acessível.

Humor - gatos

(arte de Guilherme Briggs)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

#365Livros - #Livro154 - 101 MANEIRAS DE MELHORAR SUA MEMÓRIA



101 Maneiras de Melhorar sua Memória
Coordenação de Marie-Christelle Fiorino

Mais uma das brilhantes obras da editora Seleções, destinada ao conhecimento e à inteligência. Desta vez, a Reader’s Digest trouxe uma obra toda voltada para a memória, com informações sobre o cérebro, o processo da memória no organismo, tipos de memória, maneiras de melhorá-la, além de muitos testes para suas capacidades cerebrais, mas muitos testes. Em cada intervalo de capítulo, uma bateria de exercícios para aguçar sua massa cinzenta. Um prato cheio para quem, como eu, adora coisas novas e adora melhorar essa maquina tão perfeita que temos, a qual temos que cuidar com toda a atenção do mundo.

domingo, 2 de junho de 2013

O Cavaleiro Solitário está de volta!

O Cavaleiro Solitário foi criado para o rádio, era um derivado  da série “O Besouro Verde”, pois Britt Reid, personagem principal de “O Besouro Verde” era neto de John Reid, o Cavaleiro Solitário. Tornou também uma série de TV, exibida nos EUA na década de 50. NO Brasil, ficou conhecida como “Zorro, o Cavaleiro Solitário”.
O filme: No Texas, em 1869, John Reid (Armie Hammer), um representante da lei, é traído e ferido por seus inimigos. Abandonado para morrer, ele é salvo pelo índio Tonto (Johnny Deep), que se torna seu amigo e escudeiro. Usando uma máscara, Reid parte em busca da vingança, como o Cavaleiro Solitário. Uma história bem humorada sobre a convivência entre homens de raças diferentes e a luta contra a ganância e a ambição.
Observação: Creio que Johnny Deep vai obscurecer Hammer, que mesmo sendo o personagem principal, terá dificuldade em se destacar ao lado de tão bom ator...
O filme estreia em 12 de julho, e será dirigido por Gore Verbinski, famoso por dirigir a trilogia Piratas do Caribe.
 

#365Livros - #Livro153 - MORTE SÚBITA

Morte Súbita
J. K. Rowling

Morte súbita é um soco no estômago. Um tratado do brilhantismo da mãe de Harry Potter, que é mais do que uma escritora infantil. É uma escritora que, como já mostrara em HP, sabe como ninguém escrever sobre a vida humana, sobre a hipocrisia do ser humano e sobre as coisas que realmente importam. Terminei de ler este livro no último sábado, com a esperança de que, a despeito de crepúsculos, autoajudas e todas as porcarias que vemos vendendo nas livrarias, ainda existe esperança na literatura.
Barry Fairbrother morre tão rapidamente quanto aparece no livro. Nem temos tempo de nos apegar a ele, e no entanto sua incomoda figura assombra a história toda, carrega consigo o peso de uma história dramática e autentica do inicio ao fim. Barry representava a classe que não queria a separação de Fields, o “bairro de periferia” de Pagford, uma típica cidade pequena britânica. Com sua morte, a facção contraria a separação enfraquece, e percebe-se que não existia uma facção de verdade, mas sim a imagem de Barry, um homem encantador para todos e não tão encantador para quem convivia com ele dentro de casa, dia após dia. Sua morte desenrola as peças desse “dominó humano”, como diz a orelha do livro, um leque de personagens fascinantes, retratos perfeitos da hipocrisia do ser humano. No entanto, não há como não citar, dentre Howard, Shirley, Samantha, Bola, Andrew, Tessa, Simon, Gaia, Parminder, Sukhvinder, Terri e outros, a figura de Krystal Weedon, um retrato Vigotskiano, uma jovem de coração ingênuo, fruto de Fields, da pobreza, violência, das drogas – sim, isso existe na Inglaterra também. Krystal era protegida de Barry Fairbrother, que deixava de lado a esposa e as filhas para se preocupar com uma jovem semi desconhecida. Estava errado? Não, apenas deveria ser tão preocupado e amoroso com quem estava dentro do seu lar. Não adianta ser um primor de pessoas com desconhecidos, que merecem sim nossa piedade, mas ser indiferente com o que há de mais importante em nossas vidas: nossa própria família. A imagem imaculada de Barry desconstrói-se brilhantemente ao longo do livro, junto com a perfeição figurada de Pagford. Os podres das peças humanas surgem como a luz do sol no amanhecer, e a figura de Krystal ergue-se, não como perfeita, mas como verdadeira e límpida de caráter, a despeito de seus palavrões, sua malicia e seu cigarro. Krystal fez o que Barry não fez: amou sua família, com todos os seus defeitos. Com um final de socar o estômago e fazer escorrer lágrimas dos olhos, Jo Rowling criou uma obra prima da literatura, um retrato do que o ser humano é e do que pode ser, se quiser. Leitura obrigatória para todos que querem ser uma pessoa melhor.

Rainha.

sábado, 1 de junho de 2013

#365Livros - #Livro152 - AS VIAGENS DE GULLIVER


As Viagens de Gulliver
Jonathan Swift

Um livro que é mais do que parece. Uma comédia satírica com forte carga moralista. O cirurgião londrino Lemuel Gulliver, diante do fraco movimento de sua clínica, decide desbravar o mundo viajando por lugares distantes. Na primeira viagem, ao rumar para as Índias, o navio naufraga e Gulliver vai parar em Lilliput, amarrado por pequeninos humanos, mas depois de alguns contratempos, foge para Blefuscu, de onde consegue voltar para a Inglaterra. Algum tempo depois, novas viagens vão surgindo: Visita a uma ilha de gigantes, perseguição por dois navios piratas, e muitos outros acontecimentos interessantes. A cada viagem, novas alusões e críticas à Inglaterra, seus costumes, seu Parlamento, sua Constituição... Uma crítica poderosa, escrita de maneira encantadora, que resiste até os dias de hoje.