quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Timmy ilustra Campus Party 2012
Timmy, nosso maravilhoso labrador, marca presença na Campus Party 2012, acompanhado de seu deficiente visual de estimação, nosso amigo Lucas Radaelli...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Músicos Anônimos
Enquanto aguardava minha carona em um fim de tarde, comecei a ouvir solos de guitarra no apartamento que fica em cima da agência onde trabalho. É um cara que mora sozinho ali. E toca muito bem. Ouvindo sua guitarra com o som distorcido por um pedal de efeitos, lembrei-me também de tantos outros músicos bons que conheci: Mauricio Turatti, um nerd que toca teclado e violão como ninguém, e dá aulas de canto, e seu irmão Eurides Turatti, o guitarrista ex-integrante da banda lageana (!!!) Substrato, que toca muito bem violão, guitarra, contrabaixo, teclado, bateria e qualquer coisa de onde se possa tirar um som agradável. Lembrei também de que quando estava participando de um treinamento em Florianópolis, SC, vi em uma esquina próxima à Praça da Figueira um jovem que tocava maravilhosamente bem um saxofone, executando um blues com perfeição. E tantos outros... Em tantos lugares. Nas ruas, nas praças, nas favelas, fechados em apartamentos, tocando com fones de ouvido para não ouvir reclamações dos vizinhos que chamam muitas vezes a boa música de "barulho" e preferem ouvir michel teló (assim mesmo, com minúscula, igual ao "talento" dele). São músicos anônimos, que na maioria das vezes têm um talento mil vezes maior que certos "músicos" de araque que andam por aí perturbando, repetindo frases (porque não têm capacidade pra criar uma letra de música melhor e que valha alguma coisa) que fazem apologia ao sexo e às drogas, e arrastando multidões (o que prova que voz do povo NÃO é voz de Deus). Conheci um cara que enquanto assistia Joe Satriani, tocava junto em sua guitarra, fazendo exatamente os mesmos solos do mestre. A vantagem da música é esta: Você não precisa nem de palco e nem de plateia pra tocá-la de verdade e senti-la. A música é divina. Já vivemos num país onde o povo pensa que funk é música. Eu não gosto de samba, não gosto de pagode, mas valorizo e respeito caras como Zeca Pagodinho e Dudu Nobre, que quando fazem samba e pagode, sabem do que estão falando porque vivem isso, vieram da favela e falam de coisas do ambiente em que viveram. Não gosto de sertaneja, mas respeito caras como Sérgio Reis, e a velha guarda sertaneja, porque viveram no sertão e também sabem do que estão falando. Mas odeio oportunistas, como esse bando de grupos de samba e pagode, e esta infinidade de duplas sertanejas que moram em caros apartamentos nas metrópoles e vêm me falar da vida na favela, ou no campo... Pensam que compondo letras que falam de bebedeira e mulheres me convencem de que são sertanejos ou pagodeiros ou sambistas... Podem enganar os incautos e idiotas (que parecem ser em grande número) mas não a mim.
Há verdadeiros talentos ocultos por aí, tocando em garagens, em apartamentos, em escolas... Se você faz parte desta legião de músicos anônimos, parabéns pra você. Infelizmente, nascemos no país errado, ou nas regiões erradas. Mas vamos aproveitar o talento mesmo assim. Afinal, não temos palco nem plateia, mas SABEMOS tocar.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
SOPA, PIPA e ACTA
Novamente o poder dos homens de negócios e o interesse mesquinho de alguns políticos se unem para atravancar o progresso. S.O.P.A, P.I.P.A e A.C.T.A vêm com tudo para frear o direito de expressão e a liberdade de informação. A desculpa é combater a pirataria, o tráfico, a pedofilia, e tudo o que é realmente contra a Lei e pode ser feito pela internet. Mas não é apenas isso. Por trás desses interesses tão "louváveis" há a preocupação da indústria em perder o controle da música, da imagem e da informação em geral. . Existem abusos, é claro. Existe a pirataria, que é prejudicial. Existe a falta de bom senso de pessoas que usam texto e imagem sem ao menos citar a fonte. Mas controlar internautas e impedir que se cite a letra de uma música em um e-mail ou num recado no Orkut já é demais... Sempre há por trás o interesse de poderosos empresários e políticos que não querem abrir mão de sua influência, preferindo parar a evolução e o progresso em seu próprio proveito do que deixar que a informação corra livre.
Imagine, leitor, que essas leis sejam aprovadas. Então um belo dia você vai enviar via e-mail um poema para aquela pessoa que você ama, e vai ser processado por utilizar um texto que não é seu. Você vai enviar a letra de uma música que um amigo lhe pediu, e vai ser processado por utilizar uma música que não é sua. Ficou assustado? Pois é, estas coisas a imprensa não esclarece. Aliás, a imprensa vem agindo de uma maneira estranha, pois não define o que são estas leis e simplesmente generalizam as informações. No dia em que o F.B.I prendeu o dono do site MEGAUPLOAD, e algumas pessoas começaram a derrubar sites como o próprio F.B.I em retaliação e protesto, a imprensa publicou: "F.B.I prende dono de site de cópias e hackers invadem e tiram sites do ar". E o povo engole a informação e acredita em tudo. Vamos esclarecer:
- O site MEGAUPLOAD não é um site de pirataria, mas de compartilhamento de conteúdo, tanto que se você quiser baixar algo sem pagar, você consegue, mesmo sendo um pouco mais trabalhoso. Talvez o dono do site esteja errado em cobrar por um serviço diferenciado, criando assim os "clientes Premium", mas mesmo assim não deve ser tratado como apenas um site pirata;
- Não foram somente hackers que derrubaram sites. Foram pessoas comuns, que revoltados com essa mordaça que querem pôr em nossa boca, causaram a sobrecarga de servidores através de DDOS, derrubando estes sites;
- Não houve invasão. Não houve acesso a dados. O DDOS é um software que simula vários acessos a um site de uma só vez, e causa sobrecarga do servidor, derrubando a página. Invasão é caracterizada por acesso e cópia de dados.
A imprensa tem se mostrado ignorante e parcial. O povo não se informa e aceita o que a imprensa diz. Estamos assim aceitando uma venda nos olhos e uma mordaça na boca. Se não gritarmos agora, futuramente seremos como a China, ou talvez como a Coréia do Norte, controlados constantemente por gente inescrupulosa e mesquinha. Tudo isso se resume a interesse comercial. O mundo está mudando, e a informação não deve ser um produto controlado por empresas. Muita gente está considerando os "Anonymous" como hackers criminosos, mas nessa guerra por informação e conteúdo, eles podem tornar-se heróis. S.O.P.A, P.I.P.A e A.C.T.A não passam de exigências impostas pela indústria do entretenimento. Não trarão benefícios para o usuário comum, são acordos comerciais que vão monopolizar a informação. A indústria cobra a aprovação destas leis pelos políticos que ela elegeu. A política é isso: Interesse próprio.
Acabei lendo por acaso (numa revista que se diz super interessante, de novembro de 2008) uma entrevista com Matt Mason, autor do livro "The Pirate's Dilema". Este cara é economista e DJ. Pra ele, a pirataria é um caminho sem volta que faz parte do capitalismo, e a indústria deveria tomar isso como incentivo para produzir melhores produtos e serviços, com preços mais acessíveis. O livro relata que quando Thomas Edison (ou seja lá quem for) inventou o fonógrafo, os músicos que tocavam ao vivo acusaram-no de roubar seu trabalho. Segundo eles, a invenção iria prejudicá-los, acabando com seus shows e consequentemente com a música, exatamente como a indústria fala hoje a respeito do download de músicas. Outro exemplo que Matt cita é o caso de Paulo Coelho, que colocou seus livros para download no Bit Torrent sem o consentimento de seus editores. Quando eles descobriram, acharam melhor fechar o acordo para distribuir os livros pela internet, porque a versão on line gratuita fez as vendas da edição impressa na Rússia pularem de 1.000 unidades por ano para 1 milhão, em três anos. Outro fato interessante é que o próprio Matt Mason disponibilizou seu livro para download gratuito na rede Se a única coisa que a indústria faz contra a pirataria é processar os usuários, isso significa que ela não tem mais um modelo competitivo de negócios. Eu penso que o caminho é trabalhar junto à liberdade de conteúdo, sem querer monopolizar a informação. A indústria precisa acompanhar o desenvolvimento da economia e também as tendências da população mundial. Os mesmos Jornais que sofreram repressões na ditadura brasileira hoje criticam a liberdade da informação e o compartilhamento de conteúdo. Não consigo entender isso.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Greve da polícia
Greve dos policiais na Bahia, e ameaça de greve em Brasília. É uma situação complicada. Por um lado, os policiais têm razão. Saem de casa todas as manhãs sem saber se voltam. Arriscam suas vidas (em teoria) pra proteger pessoas e estabelecimentos, e não ganham o que deveriam ganhar. Você, leitor, acha que vale a pena enfrentar bandidos armados numa situação de assalto ou sequestro pra receber R$ 1.500,00 ou R$ 2.000,00 no fim do mês? Realmente não vale a pena.
Mas por outro lado, volto a bater na mesma tecla que uso quando acontece greve dos carteiros: Quando você assina seu contrato e se torna um funcionário público, você sabe o que vai enfrentar, sabe a sua função, e já que assinou, então cumpra com seu dever. Os policiais da Bahia ainda têm um salário regular, os de Brasília também. No Rio de Janeiro (onde a situação é bem pior), São Paulo, Santa Catarina e outros estados, já não é bem assim. Sinceramente, eu não concordo com esta atitude grevista, ainda mais quando começam as depredações de patrimônio público (pneus de viatura sendo furados, e veículos em chamas, como na greve dos bombeiros). Fico contente e parabenizo a Polícia do Exército, formada por jovens que servem ao país de coração, e que estão estabelecendo a ordem e a tranquilidade na Bahia. O Governo Federal deveria recrutar muito mais jovens e utilizá-los na segurança interna do país. Já que somos um país pacífico, e temos tranquilidade (ainda) seria ótimo contar com o exército nas ruas. Eu já precisei da polícia várias vezes, e em nenhuma delas fui atendido satisfatoriamente. Fui assaltado e fiquei vinte minutos refém dos assaltantes junto com outro colega de trabalho, e o que nos ajudou foi nossa calma ao enfrentar a situação. Chamamos a polícia assim que os assaltantes nos deixaram e saíram da agência com o dinheiro, e os policiais demoraram quarenta minutos para chegar ao local, sendo que a delegacia ficava a duas quadras da agência onde trabalhávamos. É sempre a mesma desculpa: "Não tem viatura, está atendendo uma ocorrência..." Já ouvi um tenente (pasmem) afirmar que ele não colocava policiais fazendo rondas noturnas em bairros, porque pobre não tinha nada pra ser roubado, ele só atendia o centro... Já ouvi um policial falando no ônibus que na cidade onde ele trabalhava (cidade do interior) após as dez da noite ele não atendia mais ninguém, pois queria assistir televisão. São coisas assim que fazem com que eu não concorde com greves e protestos. O salário é baixo, concordo, mas o serviço também é de má qualidade e feito com má vontade. NÃO ESTOU GENERALIZANDO, sei que há policiais competentes e dedicados que exercem prontamente a sua função, mas garanto que estes não estão em greve... Vemos tanta coisa que nos deixa mais irritados ainda com a situação: Policiais que ameaçaram uma mulher, exigindo um suborno de DEZ MIL REAIS, caso contrário, plantariam drogas na casa dela e prenderiam sua família. Os policiais covardes que espancaram pessoas que já estavam desarmadas e imobilizadas numa Praça de Porto Alegre em 2004. Policiais que favorecem as pessoas que têm dinheiro, procurando obter favores e subornos. Tudo isso faz com que eu não apoie esta greve, e bata palma quando vejo homens do exército trabalhando com vontade, fazendo o serviço como deve ser feito.
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