terça-feira, 8 de março de 2011

Templo de Ártemis

O templo de Ártemis (ou templo de Diana) foi uma das sete maravilhas do Mundo Antigo, localizado em Éfeso. Foi o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significativo feito da civilização grega e do helenismo, construído para a deusa grega Ártemis, da caça e dos animais selvagens. Foi construído no século VI a.C. no porto mais rico da Ásia Menor pelo arquiteto cretense Quersifrão e por seu filho, Metagenes. Era composto por 127 colunas de mármore, com 20 metros de altura cada uma. Duzentos anos mais tarde foi destruído por um grande incêndio, e reerguido por Alexandre III da Macedónia. Atualmente, apenas uma solitária coluna do templo se mantém, após sucessivos terremotos e saques.

O templo de Ártemis homenageava a deusa dos bosques, a Diana romana. Os colonizadores gregos encontraram os habitantes da Ásia Menor cultuando uma deusa que identificaram como Ártemis. Então construíram um pequeno templo que foi reconstruído e aumentado muitas vezes. Somente na quarta expansão o templo, que levou 120 anos para ser terminado, foi incluído na lista das sete maravilhas do mundo antigo. Media 138 metros de comprimento por 71,5 metros de largura com colunas de 19,5 metros de altura e era famoso pelas obras de arte, entre elas a escultura da deusa em ébano, ouro, prata e pedra preta.[2] Foi destruído duas vezes: a primeira em 356 a.C. (na noite do nascimento de Alexandre) num incêndio causado por Heróstrato; a segunda no século III d.C. por um ataque dos godos. Restam algumas esculturas e objetos, expostos em Londres. No templo, chegaram a trabalhar centenas de sacerdotisas virgens, as quais praticavam a abstinência sexual e artes mágicas, acreditando na superioridade feminina.



O sítio do templo em Éfeso, Turquia. Restam destroços empilhados, mas nada do templo original.

fonte: pt.wikipedia.org

domingo, 6 de março de 2011

Dois países

Texto de J.R. Guzzo, publicado na edição n°2206 da revista Veja, de 2 de março de 2011.

O Brasil, como o governo nos informa há pelo menos oito anos, tem políticas culturais que causam inveja ao resto do mundo. Também está entre os melhores do planeta, conforme acaba de atestar o ministro de Minas e Energia, o sistema brasileiro de produção e distribuição de energia elétrica. Todos sabem que o Brasil dispõe do maior, melhor e mais admirado programa de ajuda aos pobres jamais visto sobre a face da Terra. São incomparáveis, igualmente, os benefícios que a população recebe em troca do dinheiro que entrega ao Fisco – o ex-presidente da republica, a propósito, chegou a dizer em publico que tinha “orgulho” dos impostos do Brasil e que país só é desenvolvido se tem imposto alto. Somos abençoados, na verdade, até onde menos se espera. Jamais alguém poderia adivinhar, por exemplo, que o atendimento na rede publica de saúde é amplamente aplaudido pela população em geral; mas é justamente isso que nos revela um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, repartição estatística do governo federal que já descobriu, em pesquisas anteriores, que se paga pouco imposto no Brasil, o numero de funcionários públicos é modesto e outros prodígios do mesmo porte.
O que mais? É melhor ir parando por aqui, pois esse tipo de lista vai longe. Mas é certo que isso tudo mostra, mais uma vez, as diferenças que existem entre o Brasil dos que governam e o Brasil dos que são governados. No Brasil dos governantes, festeja-se a excelência das “políticas públicas” para a cultura; no Brasil dos governados, há goteiras nos museus e cupins nas bibliotecas. No Brasil dos que governam, o último apagão de energia foi atribuído pelo ministro da área não a possíveis carências no sistema, mas a um probleminha bobo com a parafuseta da cabecilha, ou algo parecido – coisa à toa de mecânica que não precisa preocupar ninguém. No Brasil dos que são governados, e no qual, para orgulho do ex-presidente, se pagam 45% de imposto sobre o montante de cada conta de luz, a energia simplesmente acaba. As diferenças entre esses dois países, um onde se manda e se cobra, outro onde se obedece e se paga, não são apenas uma curiosidade brasileira; têm consequencias praticas, e aí se pode ver a segunda parte do problema. um governo cada vez mais satisfeito consigo mesmo, que acredita na própria propaganda e se informa sobre o Brasil lendo jornais ingleses e tomando como verdade qualquer elogio que receba em alguma língua diferente do português, está seriamente empenhado em arrumar confusão. Acostuma-se, entre outras coisas, a conviver em paz com sua capacidade de execução. Enquanto a China, nos últimos sete anos, construiu 100 000 quilômetros de autoestradas e pôs em funcionamento 8 000 quilômetros de sua rede de trens de alta velocidade, para ficar só em exemplos da área de transporte, o Brasil federal não foi CAPAZ [caixa alta minha] de entregar um único metro de uma ou de outra coisa. A arrecadação total de impostos, em 2011, vai para mais de 1 trilhão de reais, mas o aeroporto principal da maior cidade do país até hoje não tem uma terceira pista, centenas de quilômetros de rodovias são descritos pelo próprio governo como “intransitáveis” e brasileiros continuam morrendo, a cada ano, por falta de obras de defesa contra acidentes naturais.
No problem, diriam os jornais e revistas que deixam Brasília tão encantada. Talvez tenham razão. O problem é só de quem paga essa fatura.
O governo Dilma Rousseff mal completou dois meses e já tem um belo escândalo no prontuário: o ministério do esporte, privatizado alguns anos atrás em favor do Partido Comunista do Brasil, entregou algumas dezenas de milhões de reais a “ONGs” de militantes, amigos e conexos ou a empresas-laranja ligadas a elas, em troca de obras ou serviços que não foram feitos, ou foram feitos mal e porcamente. Nada de muito original, claro, mas quem sabe não haveria aí uma janela de oportunidade para a nova presidente? A oportunidade seria tomar partido, desde já e enquanto é tempo, contra a transferência de dinheiro publico para os bolsos privados da “militância” – e avisar que não haverá lugar, em seu governo, para quem se mete nesse tipo de complicação. A alternativa é fingir que não está acontecendo nada de mais e esperar que o barulho passe. Foi o caminho escolhido por seu antecessor, com o resultado que se sabe: começou com Waldomiro Diniz, foi piorando e acabou com Erenice Guerra.
A cobra botou seu ovo no governo Dilma. Se ele for deixado à vontade, só vai resultar em mais cobra.

Nota: quem diz isso é J.R. Guzzo. Imagine eu, desempregada.

sábado, 5 de março de 2011

Quando a liberdade de imprensa vira abuso de imprensa

Nesta primeira semana do mês de março de 2011, a menina Lavínia, de 6 anos, foi assassinada no Rio de Janeiro pela amante de seu pai. Mais um crime amaciado pelo risível código penal brasileiro, pois uma psicopata não tema menor condição de viver em sociedade. Deveria no mínimo passar o resto da vida na cadeia. Da mesma forma, mais uma vez a imprensa faz seu papel de “alarmadora” e “espalhadora” de pânico e sensacionalismo. O “caso Lavínia”, o “caso Isabela”, o “caso Bruno”, são todos frutos não de assassinos, mas da imprensa. Sim, a imprensa faz questão de distorcer sua função primordial, de informar com imparcialidade inquestionável, transformando-se em mais um veículo de entretenimento barato.
Digo isso porque vi, nesta manhã de sexta feira, 4 de março, um familiar de Lavínia no lastimável programa de Ana Maria Braga, na emissora dona do Acre. E, da mesma forma, daqui pra frente nossas televisões, sejam em qual emissora estiverem, verão uma enxurrada de “caso Lavínia” para todos os lados. Isso ajuda? Não! A imprensa SEMPRE atrapalha investigações policiais. Isso informa? NÃO! Chega um ponto em que qualquer pessoa de bom senso se cansa de ver violência a todo instante em seu televisor, em qualquer canal que sintonize. O grande problema são exatamente as pessoas desprovidas desse bom senso, que tem uma atração natural pela desgraça dos outros. Não estão nem um pouco interessadas se o código penal brasileiro é justo ou não, elas querem ter a visão do escândalo, da tristeza alheia, por que o ser humano é cruel por genética. A família não tem culpa dessa exposição, afinal está desesperada, clama por justiça, e apela, com razão, para essa camuflagem de preocupação social da imprensa geral. Estão preocupados sim com seu bolso! Com a audiência, apelando para esse senso de desgraça implícito no ser humano, e mais intensamente ainda no brasileiro. É uma pena que a imprensa, que desenvolvida corretamente, poderia ser uma arma do povo, uma voz do cidadão, mas acaba virando uma janela indiscreta aberta para todos os lados. Da mesma forma, esse povo que deveria unir-se, na internet, nas ruas, na própria imprensa, exigindo medidas realmente práticas, como a mudança ampla e urgente do código penal do Brasil, contenta-se em fazer manifestações que só causam barulho, ou pior, assistir, esparramado no seu sofá, mais uma inundação de informação inútil, para alimentar suas conversas ignorantes e patéticas com parentes e vizinhos. De fato, um país que incentiva o pior do ser humano não vai para frente mesmo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Estátua de Zeus em Olímpia

Na cidade grega de Olímpia, na planície do Peloponeso, estava a quinta maravilha: a estátua de Zeus, esculpida pelo célebre ateniense Fídias, no século V a.C., quando a cidade já caíra sob o domínio de Esparta. Essa é considerada sua obra-prima. Tanto os gregos amavam seus trabalhos que se dizia que ele revelava aos homens a imagem dos deuses. Supõe-se que a construção da estátua tenha levado cerca de oito anos. Zeus (Júpiter, para os romanos) era o senhor do Olimpo, a morada das divindades.
A estátua media de 12 a 15 metros de altura - o equivalente a um prédio de cinco andares - e era toda de marfim e ébano. Seus olhos eram pedras preciosas. Fídias esculpiu Zeus sentado num trono. Ele esculpiu a estátua com material de joalheiro. Na mão direita levava a estatueta de Nike, deusa da Vitória; na esquerda, uma esfera sob a qual se debruçava uma águia. Supõe-se que, como em representações de outros artistas, o Zeus de Fídias também mostrasse o cenho franzido. A lenda dizia que quando Zeus franzia a fronte o Olimpo todo tremia. Quando a estátua foi construída, a rivalidade entre Atenas e Esparta pela hegemonia no Mediterrâneo e na Grécia continental mergulhou os gregos numa sucessão de guerras. Os combates, no entanto, não prejudicaram as realizações culturais e artísticas da época. Ao contrário, o século V a.C. ficou conhecido como o século de ouro na história grega devido ao extraordinário florescimento da arquitetura, escultura e outras artes. A estátua de Zeus foi destruída nesse mesmo século V a.C.

Local onde se encontrava a estátua.

Fonte: pt.wikipedia.org