domingo, 14 de fevereiro de 2010

Internet Vulnerável

                    Há alguns hackers malucos (???) que afirmam que como a internet não é algo centralizado, mas sim um conjunto de computadores, e que os dados estão espalhados em todos eles, seria possível derrubar a rede ou causar uma pane se conseguissem invadir uma grande parte desses computadores.

                    Talvez isso não seja totalmente mentira ou maluquice. Um exemplo disso é o Google, que guarda boa parte dos seus dados em grandes “fazendas de servidores”. Uma dessas fazendas por exemplo, contem 130 contêineres com 1160 computadores em cada um. Imagine uma invasão num servidor desses. Estamos tão seguros, e ao mesmo tempo, tão vulneráveis.

Efeito Vaca Estufa

Cada vez que você come um bife, você contribui para a poluição do planeta e a emissão de CO2. Bem, vamos explicar, antes de chegar à sua mesa, o bife foi uma vaca, e o gado em geral tem uma enorme taxa de arrotos e flatulência, ambos recheados de metano.
Os ruminantes emitem 1,5 vezes mais gases-estufa que todo o setor de transporte mundial. Ou seja, se você vai de carro elétrico até o mercado, mas compra um bife no lugar de verduras e frutas, não resolve nada.

Além disso, todo mundo sabe que se a população humana se alimentasse de vegetais, frutas e verduras, a sustentabilidade seria melhor. Muitas áreas que poderiam ser utilizadas para plantio de verduras, são utilizadas para pastagens necessárias ao sustento do gado. Muitos hectares de mata nativa já foram derrubados para o plantio de pastagens.

Todo mundo lê e se preocupa, mas ninguém quer pagar o preço da mudança. Você seria capaz de nunca mais comer um bom pedaço de carne???

Como disse Jô Soares: “Cada vez que um carneiro solta um pum na Nova Zelândia, nós aqui respiramos mal.”

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Seja Feliz não Importa Como

                    Não gosto de escrever sobre temas sentimentais ou que tratam desse lado miserável  da vida humana, que é o lado sentimental, mas hoje vou esquecer um pouco as críticas ao sistema e à sociedade, e vou me aprofundar nesse assunto que todos querem esquecer, mas que não sai de nossas cabeças durante toda a vida: Ser feliz.
                    O que é ser feliz? Eu mesmo não sei. Ter um bom carro, ter uma mansão, um ótimo nível social e financeiro, ter um amor, se formar, fazer uma viagem tão sonhada, reatar um relacionamento, ter um trabalho que te dê status. Acho que nada disso é ser feliz. De acordo com o que tenho vivido nestes trinta anos, percebi que a felicidade vem de dentro de você, precisa vir de dentro de você, pois se você procura a felicidade em outra pessoa, em um objeto, em um trabalho, no dinheiro ou no status, você não vai encontrar, ou poderá até encontrar, mas não será duradoura. A felicidade tem que vir de dentro de você, sem depender de onde você mora, ou com quem você está (se você está com alguem que não vale a pena, e você tiver a felicidade dentro de você, poderá sair mais facilmente, sem desespero e medo). A felicidade tem que ser como a inteligência, tem que ser só sua, você não depende de outra pessoa ou de qualquer outra coisa pra ser inteligente. Só de você. E com a felicidade deve ser assim tambem.
                    Acho que o ser humano é feliz enquanto é criança, bem criança, mas logo que começa a entender a vida e as pessoas, vai perdendo a fantasia e a alegria. Eu cresci num lar pobre, meu pai era paralítico e minha mãe sempre lutou muito pra dar conta de tudo. Perdi meu pai aos dezoito anos, e logo em seguida, minha mãe, que sofria de insuficiência cardíaca, tambem partiu. Eu vivi muito tempo buscando a felicidade em sonhos e projetos e em outras pessoas, mas agora sei (depois de um casamento arrasado e muitas feridas), ela precisa nascer em mim. Eu tenho que regá-la e cultivá-la em meu coração pra que ela possa crescer e dar fruto. Não vou ficar relatando minha vida pra impressionar ou causar pena em ninguem, mas quero que vocês compreendam como a felicidade funciona, e que isso possa ser  útil pra vocês. Eu ainda estou na busca, ainda não sou feliz, às vezes temos momentos de felicidade, mas isso não é ser feliz. Uma gota de água não é a chuva.
                    Nos desapontamos com colegas de trabalho, com chefes, com amigos, com parentes, com irmãos, com esposas e esposos que aparentam ser uma coisa durante o namoro, e se tornam outra depois (esta regra é de praxe), mas se tivéssemos a felicidade dentro de nós, nada disso nos afetaria, saberíamos sair de um relacionamento e começar de novo, poderia nos abalar um pouco, mas não nos derrubaria ao chão, não nos lançaria com o rosto no pó, como acontece dia após dia. Vou trazer outros textos a respeito disso, e quero que aqueles que estão nessa busca comigo, encontrem a felicidade e a tenham como parte de si mesmos.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nooooooooossssssaaaaa!!!

Humor


Esquilos Jedi... "Que a força esteja com vocês!"

Bruce Lee, o Filósofo

                    Bruce Lee tem uma história de vida interessante. Além de ter sido um ícone cultural como o principal responsável pelo início da onda de interesse ocidental por artes marciais nos anos 60 e 70, ele também influenciou o cinema no ocidente e oriente, e é visto por muitos como um modelo na busca da eficiência física e no domínio das artes marciais.
Não é um fato amplamente conhecido fora do círculo dos fãs, mas Bruce Lee também era graduado em Filosofia, pela Universidade de Washington. E a visão adquirida desta forma transpira para seus métodos e mesmo para seus livros de artes marciais. Quem leu o livro “Getting things done” (GTD) e conhece a citação de “mind like water”, sobre buscar ter a mente maleável e adaptável como a água, que simplesmente absorve o que é jogado dentro dela, se agita apenas durante o processo, e logo retorna ao seu estado original, talvez se surpreenda ao saber que Bruce Lee também defendia o mesmo princípio (para quem gosta: “Be formless… shapeless, like water. If you put water into a cup, it becomes the cup. You put water into a bottle; it becomes the bottle. You put it into a teapot; it becomes the teapot. Water can flow, and it can crash. Be water, my friend…”). Aliás, David Allen, o autor do GTD, também era praticante de artes marciais.
E as dicas de filosofia de vida que Bruce Lee registrou, quando analisadas separadamente, podem dar boa inspiração e provocar insights. Henrik Edberg montou uma pequena coletânea das dicas de Bruce Lee para colocar a vida em ordem, e eu trago a vocês algumas delas, com a minha própria interpretação:

•O que você está pensando – hoje? Nossos pensamentos, planos e intenções do dia-a-dia devem refletir nossas metas e objetivos de vida, ou de longo prazo. A tendência é que aquilo que nós pensamos ou pretendemos a cada dia sirva de guia ou de limitação para o que podemos alcançar e produzir, e é muito fácil perder a coerência entre o curto e longo prazos.

•Simplifique. A tendência de quem está procurando melhorar a vida é buscar acrescentar coisas. E pode ser bom, mas muitas vezes não temos o tempo ou a energia para realizar (ou aproveitar) o que buscamos acrescentar. Bruce Lee descreveu a sua visão sobre isso assim: “Não é o acréscimo diário, mas o decréscimo diário. Corte fora o que não for essencial”. Definir o que é essencial depende de cada um, mas o número de pessoas que eu conheço que estão estressadas por tentar fazer muitas coisas ao mesmo tempo só aumenta.

•Aprenda sobre você mesmo observando as suas interações. Ou, como disse Bruce Lee, conhecer a si é estudar a si mesmo em ação com outras pessoas. Como as pessoas interagem com você, ou como reagem à sua presença ou às suas ações, pode ensinar muito a você. Todo mundo já ouviu isso, mas sempre vale lembrar que o que vemos, percebemos e entendemos sobre as outras pessoas pode muitas vezes ser um reflexo do que nós mesmos somos.

•Veja o todo, e não apenas o seu lado. Não divida. Na hora de analisar algo, deixe de lado o posicionamento, a busca de saber quem está certo e quem está errado. Exceto nos momentos em que desejar ser conduzido pelas suas emoções, se você quer compreender algo, não seja a favor ou contra, observe a partir de uma perspectiva externa – conduza seu pensamento e suas emoções.

•Não dependa de validação dos outros. Como disse Lee, “não estou neste mundo para satisfazer as suas expectativas, e você não está aqui para satisfazer as minhas.” E mais: “se exibir é a idéia que um tolo faz sobre a glória”. Depender de validação dos outros é uma busca sem fim, e acaba permitindo que os outros (mesmo sem saber) tenham o controle de como você se sente.
(Apesar que em um casamento ou empresa, devemos ser um pouco flexíveis, pois se ninguem abrir mão de nada, ou se apenas um abrir mão de tudo, será uma relação de guerra ou escravidão)

 

•Seja proativo. Uma coisa é compreender as circunstâncias, e outra é criar oportunidades. É mais difícil não se limitar a seguir o que o resto do rebanho já está fazendo. Mas é mais recompensador, e mais efetivo, liderar e criar a oportunidade de se alcançar os objetivos, apesar das circunstâncias.

•Seja você. Não adianta encontrar modelos e personalidades bem-sucedidas e tentar repetir seus passos. Você precisa ser você mesmo, expressar quem você é, e ter fé – no estilo “eu sou mais eu”. Seja genuíno e autêntico, e defenda quem você realmente é, e não um personagem.

Conheça a visão de Henrik Edberg a respeito em “Bruce Lee’s Top 7 Fundamentals for Getting Your Life in Shape“.

Fonte: http://www.efetividade.net/2008/05/13/colocando-a-vida-em-ordem-com-as-dicas-de-bruce-lee/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Qual o Caminho? (Wanessa Potter)

                    Uma grande preocupação abala minha mente. Afinal, como falar de algo que eu mesma preferiria que não fosse falado? O fato é que existem tantas religiões no mundo e tantas maneiras de encarar o sobrenatural que você se pergunta: qual o caminho correto? Sim, porque de uma maneira ou outra, as visões das religiões se chocam. Você não pode dizer que é católico e crer totalmente nos preceitos judeus, que negam Cristo como Messias. Minha intenção aqui não é ofender ninguém, independente da visão de cada um, todos devem ser respeitados. Isso não tem mistério ou dificuldade para mim. Meu problema é me encontrar, e tentar entender porque existem tantas crenças diferentes. 
                    Talvez isso eu nunca entenda. O ser humano é tão inteligente, foi tão abençoado por Deus com uma mente criativa e abundante de idéias que seria natural mesmo que as pessoas encarassem a divindade de maneiras diferentes, da mesma forma como existem vários tipos de músicas, literaturas. A cultura e mente humanas é incrivelmente ampla. Mas e eu? Talvez muita gente se identifique com minha luta espiritual. Sou cristã. Creio que Jesus é nosso Senhor. Sou católica, entretanto, com cada vez mais conhecimento, e o conhecimento é dom de Deus, fico cada vez mais chocada com as aberrações que vou descobrindo da minha igreja, ao mesmo tempo em que vejo tanta gente dentro dela. Não conseguiria ser protestante. Amo Maria e creio na eucaristia. Isso já é suficiente para renegar o pentecostalismo. Ainda assim, será que devo declarar que pertenço a uma igreja que me envergonha cada vez mais? Repito, não quero ofender ninguém, quero abrir minha mente e dialogar. Alguns podem julgar que seja falta de firmeza de minha parte, as vezes eu até penso assim, mas pode ser também que por eu ser uma pessoa que respeita todas as formas de pensar, me questiono demais, mesmo tendo opinião formada. Ouço pessoas de grande credibilidade defender a nova igreja católica, que de fato existe, pelas mãos exatamente daquelas pessoas que falei, pessoas boas que estão dentro de uma igreja de passado negro.
                    Por outro lado, vejo o fervor tão grande dos protestantes, e me pergunto quem está com a razão. O que mais me choca é a briga “boba” que questiona se para se salvar basta a fé ou a fé precisa das obras. Ora, se você é um bom cristão você porá em pratica sua fé, essas são as obras. Uma é a conseqüência da outra. É quase inverossímil um verdadeiro crente mau... é uma discussão sem fundamento, no entanto ela existe. São essas coisas tão pequenas que me deixam triste. Deus nunca quis isso, Deus quer uma humanidade unida. Isso provavelmente só ocorrera quando o ser humano alcançar um grau de elevação espiritual muito superior – dêem a isso o nome de apocalipse, armagedom, nova era, ragnarok ou o nome que quiserem. As vezes, tenho vontade de abandonar qualquer forma de igreja, afinal minha fé não depende de paredes, mas, afinal, Jesus veio para fundar uma igreja... mas será que todas essas que vemos são a igreja que Jesus queria?


                    Enfim, deixo aqui meus questionamentos. Espero que ninguém me entenda mal, respeito todo e qualquer tipo de crença, sou apenas uma pessoa em busca do Caminho. E acho que a melhor maneira de encontrá-lo é viver em harmonia. Deixo meu email, seja você padre, pastor, rabino, crente, ateu. Fique a vontade.