quinta-feira, 30 de junho de 2011

História da Assembleia de Deus

A Assembleia de Deus chegou ao Brasil por intermédio dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que aportaram em Belém, capital do Estado do Pará, em 19 de novembro de 1910, vindos dos Estados Unidos. A princípio, frequentaram a Igreja Batista, denominação a que ambos pertenciam nos Estados Unidos. Eles traziam a doutrina do batismo no Espírito Santo, com a glossolalia — o falar em línguas espirituais (estranhas) — como a evidência inicial da manifestação para os adeptos do movimento. A manifestação do fenômeno já vinha ocorrendo em várias reuniões de oração nos Estados Unidos (e também de forma isolada em outros países), principalmente naquelas que eram conduzidas por Charles Fox Parham, mas teve seu apogeu inicial através de um de seus principais discípulos, um pastor leigo negro, chamado William Joseph Seymour, em Los Angeles, em 1906.
A nova doutrina trouxe muita divergência. Enquanto um grupo aderiu, outro rejeitou. Assim, em duas assembleias distintas, conforme relatam as atas das sessões, os adeptos do pentecostalismo foram desligados e, em 18 de junho de 1911, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja e adotaram o nome de Missão de Fé Apostólica, que já era empregado pelo movimento de Los Angeles, mas sem qualquer vínculo administrativo com William Joseph Seymour. A partir de então, passaram a reunir-se na casa de Celina de Albuquerque. Mais tarde, em 18 de janeiro de 1918 a nova igreja, por sugestão de Gunnar Vingren, passou a chamar-se Assembleia de Deus, em virtude da fundação das Assembleias de Deus nos Estados Unidos, em 1914, em Hot Springs, Arkansas, mas, outra vez, sem qualquer ligação institucional entre ambas as igrejas.




Daniel Berg (à esquerda) e Gunnar Vingren, pioneiros da Assembleia de Deus.
(foto: http://mariosergiohistoria.blogspot.com)



A Assembleia de Deus no Brasil expandiu-se pelo estado do Pará, alcançaram o Amazonas, propagou-se para o Nordeste, principalmente entre as camadas mais pobres da população. Chegaram ao Sudeste pelos idos de 1922, através de famílias de retirantes do Pará, que se portavam como instrumentos voluntários para estabelecer a nova denominação aonde quer que chegassem. Nesse ano, a igreja teve início no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, e ganhou impulso com a transferência de Gunnar Vingren, de Belém, em 1924, para a então capital da República. Um fato que marcou a igreja naquele período foi a conversão de Paulo Leivas Macalão, filho de um general, através de um folheto evangelístico. Foi ele o precursor do assim conhecido Ministério de Madureira.
A influência sueca teve forte peso na formação assembleiana brasileira, em razão da nacionalidade de seus fundadores, e graças à igreja pentecostal escandinava, principalmente a Igreja Filadélfia de Estocolmo, que, além de ter assumido nos anos seguintes o sustento de Gunnar Vingren e Daniel Berg, enviou outros missionários para dar suporte aos novos membros em seu papel de fazer crescer a nova Igreja. Desde 1930, quando se realizou um concílio da igreja na cidade de Natal, a Assembleia de Deus no Brasil passou a ter autonomia interna, sendo administradas exclusivamente pelos pastores residentes no Brasil, sem contudo perder os vínculos fraternais com a igreja na Suécia. A partir de 1936 a igreja passou a ter maior colaboração das Assembleias de Deus dos Estados Unidos através dos missionários enviados ao país, os quais se envolveram de forma mais direta com a estruturação teológica da denominação.

Dissidências dentro da Assembleia de Deus

Desde a década de 1980, por razões administrativas, notadamente em virtude do falecimento do pastor Paulo Leivas Macalão e de sua esposa, missionária Zélia, a Assembleia de Deus brasileira tem passado por várias cisões que deram origem a diversas convenções e ministérios, com administração autônoma, em várias regiões do País. O mais expressivo dos ministérios independentes é o Ministério de Madureira, cuja igreja já existia desde os idos de 1930, fundada pelo já mencionado pastor Paulo Leivas Macalão e que, em 1958, serviu de base para a estruturação nacional do Ministério por ele presidido, até a sua morte, no final de 1982.

Hoje, a Assembleia de Deus tem mais de 8 milhões de membros no país, mais de 280 mil congregações, tornando-se a maior igreja protestante do país.

fonte: pt.wikipedia.org




Lilian Ferrão, vocalista do grupo Voz da Verdade, da Assembléia de Deus, falecida em 4 de agosto de 2010, vitima de uma doença degenerativa.

(foto: http://ebenezerpentecostal.wordpress.com)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

J. K. Rowling faz anúncio sobre Pottermore

Turma da Mônica Erótica

Esta é a nova Tina, antigo personagem dos quadrinhos da turma da Mônica, desenhada por Watson Portela.

Pena que esqueceram de avisar ao senhor Portela - muito conveniente ele ter sobrenome de escola de samba, à propósito - que Turma da Mônica NÃO É uma revista erótica.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Frase do ano

"No futuro, tudo ficará bem. Eis a nossa esperança. Hoje, está tudo bem. Eis a nossa ilusão"

(Voltaire)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Morre o criador do Bugu e do Louco

Faleceu na madrugada de sábado, 18/06/2011, no Hospital Sírio Libanês o irmão de Mauricio de Sousa, Marcio Roberto de Sousa, roteirista e criador dos personagens "Bugu" e "Louco". Tambem foi ele quem inspirou a criação do personagem "Rolo". Nascido em São Paulo em 03/11/1946, ele tinha quatro filhos. O Hospital não informou a causa da morte.




 

Voando alto

Envolta numa esfera de sofisticação, a profissão de comissário de bordo é ansiada por muitos jovens que vêm na carreira a possibilidade de conhecer o mundo, e recebendo por isso. Outra facilidade são os poucos quesitos para ingressar nesse cargo: idade a partir de 18 anos, ensino médio completo e ser aprovado no curso de formação, promovido por escolas homologadas pela Agencia Nacional de Aviação Civil – Anac. Depois do curso, os candidatos podem fazer a prova oficial para tirar a licença de comissário. Depois de ter este documento em mãos, é hora de buscar as vagas nas companhias aéreas. Ao longo deste processo, porém, os candidatos percebem que há bem pouco glamour nessa carreira.
O curso todo de formação custa cerca de 2000 reais, e tem carga horária de 138 horas de aulas teóricas. A parte prática, de sobrevivência na selva, custa 350 reais e simula os possíveis desafios encontrados em caso de acidente. O dia de treinamento em uma chácara em Juquitiba, interior de SP, é agressivo: 14 horas de exercício, situações extremas e muita pressão. “Eu não vim aqui para fazer amigos”, grita o policial militar Everaldo, instrutor do curso.
Apenas com água, sal e açúcar na mochila, os aspirantes a comissários aprendem noções básicas de armadilhas contra animais, primeiros socorros, como obter água e fazer fogueira, entre outras práticas peculiares. “Foi a pior coisa para mim até agora, mas vale a pena o esforço para ser comissária”, disse Franciele, 23 anos, a quem coube a ingrata tarefa de degolar uma galinha e beber seu sangue. A justificativa para o molde militar do treino é simples. “Comissários devem saber gerenciar crises, desde a queda do café na roupa de um passageiro até a sobrevivência no meio da mata”, explica Cardoso, outro instrutor da Policia Militar.
Entre 217 alunos de 18 a 35 anos que tentam concluir o curso de formação de comissários e participam do dia de treino na mata, 80% são mulheres, na maioria das classes B, C e D. Segundo o Centro Educacional de Aviação do Brasil (Ceab) pelo menos 50% dos alunos terão emprego garantido. “Não existe um perfil preferencial das companhias, mas a apresentação pessoal conta muito. Normalmente pedem altura mínima (1,58 para mulheres e 1,65 para homens) e peso proporcional à altura”, diz Salmeron Cardoso, diretor do centro educacional e ex-comissário da Varig.
No Brasil, o piso salarial dos comissários é de cerca de 1300 reais, mas o salário médio da categoria é de 2500 reais, segundo o Ceab. De acordo com Sérgio Dias, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, a demanda por novos comissários tem aumentado. “Percebemos um déficit nos últimos anos. Agora as empresas voltaram a contratar”, explica ele. Somente em 2010, 2098 licenças de comissário foram autorizadas e emitidas pela Anac. Ao todo, o país tem cerca de 8 mil profissionais da área em dia com as exigências da agencia reguladora.
A jornada dos comissários no Brasil e de 9h30 por dia de voo, com limite de 5 pousos – por mês a carga máxima é de 85 horas de trabalho. Ainda este ano, porem, as companhias aéreas querem aumentar o encargo da tripulação (comissários e pilotos) para 110 horas por mês, o que vem gerando polemica no setor. A nova jornada é defendida pelas empresas como uma das saídas para aumentar a produtividade e evitar problemas de cancelamentos e atrasos nos aeroportos. Para o diretor do Sindicato dos Aeronautas, a medida é “absurda”. “Essa ideia está indo na contramão do mundo. A sobrecarga da tripulação não vai resolver os problemas de cancelamento de vôos e só vai servir para aumentar a chance de ocorrerem acidentes”, diz Dias. A proposta na mudança da lei deve ser encaminhada pelas companhias ao Congresso Nacional.
A maioria dos candidatos a comissários busca a profissão pelo suposto status. Gregory da Silva, 23 anos, deixou um emprego com salário de 800 reais para se dedicar ao curso. “Fui mecânico de aviões e sempre via meus colegas comissários arrumados, ganhando mais e conhecendo vários lugares. Então pensei: porque não eu? E ainda pretendo ser comandante”, afirma.
No final do árduo dia de tarefas na floresta, imundos e famintos, os aspirantes a comissários ainda têm que apagar chamas de 2 metros de altura, encarar um labirinto de fumaça e mergulhar numa piscina gelada. Quem não participar das atividades ou quebrar alguma regra – como comer escondido – é reprovado. Mas na luta por realizar o sonho de trabalhar nas alturas, ninguém parece disposto a desistir. No fim do treinamento em Juquitiba, somente uma pessoa não passou.

(Fonte: Folha Universal, edição 996, adaptado)